ConectarAGRO marca presença na Agrishow 2023 — confira as ações da Associação no evento!

Buscando reforçar o propósito de viabilizar a conectividade nas áreas rurais, a Associação ConectarAGRO está na Agrishow 2023, maior feira de tecnologia agrícola do Brasil. O evento acontecerá de 01 a 05 de maio de 2023, em Ribeirão Preto, São Paulo. 

Entre as novidades, a ConectarAGRO anunciará a entrada de novas associadas, demonstrando seu compromisso com a promoção do crescimento econômico e desenvolvimento humano sustentável do campo por meio da digitalização. Outra divulgação importante será a assinatura do Convênio entre a Associação e a Universidade Federal de Viçosa (UFV) pela proposição de estudo sobre o Indicador de Conectividade Rural (ICR). 

 Além das soluções de suas associadas, a ConectarAGRO apresentará uma nova versão do Simulador de Benefícios, aplicação que busca demonstrar os potenciais ganhos para o agricultor ao ter a conectividade e o uso das tecnologias conectadas em sua propriedade e na sua gestão agronômica.  

Para enriquecer a experiência dos visitantes, a agenda da Associação contará com a Hora da Conectividade, ciclo de palestras sobre temas pertinentes à agricultura digital. Ministradas por especialistas integrantes da Associação, assunto como impacto da conectividade em pequenas propriedades rurais, transformação digital no agro e telemetria serão apresentados pelos painelistas.  

 “Estamos muito animados para participar da Agrishow 2023 e apresentar nossas novidades às nossas associadas, apoiadoras, parceiras e aos agricultores. Convidamos a todos para visitarem nosso estande e conhecerem de perto o trabalho que estamos realizando em prol da revolução digital do agronegócio”, diz Ana Helena de Andrade, presidente da ConectarAGRO. 

Não perca a oportunidade de visitar o estande da Associação ConectarAGRO na Agrishow 2023 a partir de hoje e conhecer as soluções inovadoras que são desenvolvidas para o setor agrícola brasileiro.

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ConectarAGRO discute vantagens e desafios do uso do 5G na indústria agrícola

A ConectarAGRO reuniu, no dia 28/03, representantes de associadas e apoiadoras para debaterem sobre as oportunidades e desafios no uso potencial do 5G na indústria agrícola. A discussão foi norteada por Igor Assumpção, especialista em Tecnologia no Senai-SP, tornando-se programação da Hora da Conectividade, ciclo de palestras sobre temas pertinentes à conectividade no campo.

Ao longo da apresentação, o convidado indicou a importância do aceleramento do ecossistema brasileiro de inovação em conectividade por meio de demonstrações reais, para melhorar o posicionamento do Brasil no mercado global. Nesse sentido, o agro não deve se limitar a uma única tecnologia, mas a soluções heterogêneas que sanem os problemas dos produtores rurais.

Neste caso, Assumpção destacou a combinação entre a rede 5G e o 4G em 700MHz para atender as necessidades do campo, como conexão de frota mista e de smartphones, tablets e modems. “O 4G em 700MHz é importante, pois o desafio do agro não é somente sensorizar os processos, mas obter uma cobertura ampla dos hectares.  

Uma vez digitalizadas, as fazendas passam a ter diversas oportunidades de aplicações tecnológicas. Entre elas, está o uso de NB-IoT na agricultura de precisão. “São sistemas e dispositivos pendurados no 4G em 700MHz, nos quais podemos instalar e escalar para a combinação com sensores e leitores de solo”, explicou. 

O padrão habilita diversos equipamentos que fazem parte do cotidiano agrícola. “O NB-IoT cobriria os usos necessários de drones, tratores, caminhões e até mesmo câmeras para prevenção de incêndios”, pontuou o especialista. 

A realidade aumentada e o metaverso também são grandes aliadas do agricultor conectado, de acordo com Assumpção. Com o uso de softwares, os operadores de tratores podem realizar treinamentos e testes com maior segurança, sem qualquer dano ou prejuízo. “Os simuladores são utilizados no treinamento das pessoas envolvidas nos processos produtivos. Assim, é possível seguir no desenvolvimento de projetos, capacitação e identificação de eventuais falhas”, continuou.

No eixo de veículos, a automação é outra tendência promissora. “Os veículos conseguem transitar em diferentes ambientes de forma autônoma e segura, podendo ser utilizados com alta precisão nas diversas fases da plantação. Também é uma ferramenta de auxílio nas tomadas de decisões”, pontuou Assumpção.

Por tal lógica, a conectividade deve permear todo o ecossistema presente em uma propriedade rural, conforme analisou o especialista. “A digitalização deve estar presente em todas as fases da cadeia de valor, incluindo diferentes ecossistemas de conectividade”, finalizou.

Hora da Conectividade destaca importância da agricultura digital no preparo do solo e semeadura

Agricultura digital e planejamento como ferramenta de gestão foi o tema de discussão na Hora da Conectividade, ciclo de palestras realizado pela ConectarAGRO no dia 07 de março. Em formato on-line, o evento teve a presença de Leonardo Menegatti, CEO da InCeres, e Nelson Pozzi, diretor de processos da mesma organização. 

Os palestrantes convidados deram destaque à conectividade como ferramenta de empoderamento e de distribuição equitativa de tecnologias nas áreas agrícolas do Brasil. Nesse sentido, a internet rural torna-se uma grande aliada nas tomadas de decisões mais informadas dos agricultores, sobretudo no ciclo de produção.

“A jornada do agricultor é muito longa. Passa por planejamento, dois plantios de safra, duas colheitas, inúmeras operações de tratamento. Ele toma muitas decisões e, por isso, acaba se perdendo nos detalhes.  A agricultura digital permite que o agricultor olhe o todo”, apontou Menegatti.

De acordo com Pozzi, um dos principais pontos de atenção é o solo onde as sementes são plantadas. Isso porque o Brasil possui regiões limitadas e desgastadas do ponto de vista químico e fértil. “Os solos entre os trópicos possuem argila de baixa capacidade, muito alumínio e menor conteúdo de cálcio e magnésio, elementos importantes para o crescimento da planta. Exige-se uma gestão eficiente de fertilidade da terra e nutrição das plantas para produzir com competitividade”, explicou. 

Baseadas em dados e informações consolidadas, as ações de nutrição garantem o crescimento do sistema radicular da planta, o que permite mais acesso à água e maior resistência a doenças.  Nesse sentido, softwares de leitura são utilizados para uma compreensão dos fatores limitantes, determinantes e redutores da produtividade.  

Segundo Menegatti, esse investimento traz grandes retornos à plantação. O exemplo prático está na aplicação de cálcio: “A cada unidade de cálcio aumentada, há uma tendência de aumento em 4,2 sacas de soja por hectare”, explica. O mesmo acontece com o uso de matéria orgânica para fixar o carbono: “A cada 1% de matéria utilizada, há um aumento de 3,9 sacas de soja por hectares”, completa. 

Considerando o alto custo desse processo, os especialistas indicam a importância da agricultura digital para operações localizadas de acordo com a necessidade, prioridade e tecnologia adequada à cada talhão. “Cada estágio do solo demanda técnicas e nutrientes distintos, e a conectividade torna a tecnologia mais popular e acessível para otimizar esses processos”, pontua Pozzi.

Menegatti concorda sobre a relevância dos dados: “Com eles, é possível entender o que fazer, quando fazer, onde fazer, como fazer e por que fazer, aumentando a produtividade e evitando o desperdício com assertividade”, finaliza.

Políticas públicas possuem um papel preponderante na conectividade da agricultura familiar

A falta de conectividade no campo ainda é um desafio enfrentado por pequenos e médios produtores, os quais precisam de políticas públicas para obterem acesso à internet e tornarem-se competitivos dentro do mercado agrícola.

Essa foi o principal tema do painel “O acesso à tecnologia na agricultura familiar”, mesa redonda da AgroTIC 2023 que contou com a participação de Ana Helena de Andrade, presidente da ConectarAGRO. Aproximando as perspectivas do mercado e da academia, participaram da discussão Aldo Clementi, diretor de Desenvolvimento de Negócios na IHS Towers, e Vânia Cirino, diretora de Pesquisa e Inovação do IDR Paraná.

Ao discorrer sobre a importância do agro 4.0 para o sucesso das safras, Ana Helena considera que o acesso à internet rural é fundamental, visto que os dados consolidados e processados norteiam a produção. Com o gerenciamento remoto, máquinas e sensores geram um ciclo virtuoso de produtividade no campo.

Apesar das evidências demonstrarem os benefícios diretos da digitalização, ainda há um grande desafio para conectar as áreas agrícolas, considerando também as estradas e demais infraestruturas que fazem o escoamento dos alimentos. Como exemplo, a presidente da ConectarAGRO citou o estudo realizado pela Associação em parceria com a Universidade Federal de Viçosa, em que foram entrevistados 100 produtores rurais.

“Concluímos que 85% dos produtores possuem conectividade na sede e nos lugares onde moram. Aí começa a dificuldade, pois a sede não é o local em que irão executar as atividades agrícolas. Ainda assim, mesmo considerando a própria casa do agricultor, o uso ainda é novo e limitado”, pontua. 

Por conta da barreira tecnológica, o agricultor não consegue ter uma produção tão competitiva e aperfeiçoada quanto os grandes produtores, diminuindo assim a sustentabilidade econômica do negócio. Para mudar essa realidade, Ana Helena destaca a importância de políticas públicas que sejam inclusivas e garantam a subsistência da propriedade agrícola e dos trabalhadores rurais

“As ações  junto ao Poder Público são de grande relevância, pois agricultura mais produtiva significa ter maior renda e melhor IDH para a população. Buscamos mobilizar as instancias federais, municipais e estaduais, pois juntas conseguem direcionar os melhores benefícios para a população”, elucida. 

No eixo das políticas privadas, a ConectarAGRO vem trabalhando no levantamento de dados e fatos como subsídios para tomadas de decisões junto a atores estratégicos. Entre as atividades em andamento, destaca-se a programação, junto à AgroPlus-UFV, de um aplicativo de gestão financeira direcionados às fazendas da Zona da Mata mineira.  

Já o Formação Conectada, colaboração com a  Fundação André e Lucia Maggi (FALM) e o Senar-MT aplicada em Campo Novo dos Parecis-MT, é um projeto educacional que visa fomentar uma melhor infraestrutura nas escolas rurais e capacitar os professores acerca das competências digitais. Outro eixo da iniciativa se refere ao aperfeiçoamento profissionalde trabalhadores e operadores rurais da região.

Organizações públicas e privadas apresentam iniciativas a favor da conectividade no campo

Para Vânia Cirino, a transferência de tecnologias, produtos e processos também são alinhadas a aplicativos que aproximam produtores de distribuidores e consumidores. Como exemplo, ela cita o Vendo Meu Peixe, desenvolvido por extensionistas do IDR-Paraná, que apresenta um mural de ofertas: “Com ele, colocamos o psicultor em contato com as empresas que comercializam e abatem peixes, categorizando-as por tamanho dos peixes e localização”, explica a pesquisadora.  

No caso da IHS Towers — empresa apoiadora da ConectarAGRO —, Aldo Clementi indica que a organização busca implementar soluções de baixo custo para baratear cada vez mais as infraestruturas de telecomunicações. O objetivo é que o pequeno proprietário tenha uma cobertura de conectividade, para que experiencie também a transformação tecnológica que habilita a produtividade no campo. “Estamos trabalhando no conceito de Distrito Agro Tecnológico que vai operar com um agente da área a ser coberta para implementar soluções de conectividade de baixo custo”, aponta.

Como exemplo dos esforços operacionais empreendidos pela organização, Aldo cita o piloto no interior de São Paulo com o Projeto Semear, em parceria com a Embrapa e CPQD. Segundo o diretor, o foco da cooperação está na transformação digital do pequeno agricultor. “Quanto maior a quantidade de produtores participantes, menor será a taxa a pagar pela adesão. Neste projeto, podemos atender de 800 a 5 mil pessoas”, explica. 

Formação Conectada avança e amplia educação tecnológica em escola estadual do Mato Grosso

O Formação Conectada, projeto educacional da ConectarAGRO, iniciou a capacitação tecnológica de educadores na Escola Estadual Argeu Augusto de Moraes, sob a Secretaria de Estado de Educação do Mato Grosso (Seduc), localizada em Vila Itanorte, em Campo Novo dos Parecis-MT. Com a parceria da Fundação André e Lucia Maggi (FALM) e participação da MegaEdu e  Sincronizaa iniciativa visa promover o desenvolvimento social humano por meio de soluções tecnológicas.

A presente etapa do projeto contemplou uma carga horária de 12 horas em quatro módulos distintos, os quais abordaram temas como competências digitais, papéis entre aluno e professor nas práticas pedagógicas, bem como uso de recursos de apoio. Por meio de encontros síncronos, materiais autoinstrucionais e webinários, os educadores refletiram sobre melhorias de metodologias, ferramentas digitais e indicadores pedagógicos.

Focados na escuta ativa e na construção participativa entre os agentes envolvidos, os resultados práticos permitiram demonstrar a importância da conectividade no ensino-aprendizagem dos alunos. Durante o percurso, os professores passaram a utilizar aplicativos para fixação de conteúdos e pesquisa de temas em sala de aula.  

De forma simultânea, a equipe do Formação Conectada também atua na identificação de pontos-chave que garantam a infraestrutura de distribuição de WiFi de alta qualidade para que as atividades digitais de professores e alunos sejam realizadas com sucesso. 

“Acreditamos que a tecnologia seja uma ferramenta poderosa para promover o desenvolvimento social humano, e o Formação Conectada é um passo importante para alcançar esse objetivo. Continuaremos trabalhando em parceria com organizações, instituições de ensino e governos para contribuir para a formação de uma geração mais preparada para os desafios do futuro conectado”, diz  Erika Michalick, líder do Comitê Educacional na ConectarAGRO.. 

Edição da “Hora da Conectividade” discute avanços no Projeto SemeAr, iniciativa liderada pela CPQD e Embrapa

Na primeira edição da “Hora da Conectividade” de 2024, a ConectarAGRO promoveu uma discussão sobre as oportunidades impulsionadas pela SemeAR, iniciativa lançada pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para acelerar a transformação digital de pequenos e médios produtores rurais por meio de projetos.  

O evento contou com a participação de Fabricio Lira Figueiredo, membro do CPQD, e Luciana Alvim S. Romani, integrante da Embrapa Agricultura Digital, para debater os avanços e desafios dessa importante iniciativa. 

 Durante a ocasião, os convidados destacaram que o projeto SemeAr é estruturado em pilares de conectividade, aplicações inovadoras e difusão e mobilização, com o objetivo de promover soluções abertas e interoperáveis, envolvendo atores de áreas diferentes da cadeia de negócios a partir de critérios econômicos e disponibilidade de infraestrutura local. 

 Com acordos de cooperação técnica em andamento nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, a iniciativa visa ainda integrar as tecnologias digitais nos processos produtivos agrícolas de forma rápida e simples, por meio de metodologias ágeis e recursos de colaboração com startups e empresas de tecnologia. 

Os pilares de atuação da SemeAr incluem também a capacitação e esclarecimento dos produtores sobre os benefícios da incorporação de tecnologias digitais ao seu negócio, bem como a disseminação de resultados positivos de projetos.  

Segundo Fabricio e Luciana, o programa tem a expectativa de receber o incentivo e engajamento de atores relevantes para o setor, como cooperativas, grandes empresas de equipamentos e serviços, além de agentes públicos e financeiros.  

ConectarAGRO fortalece diálogos sobre ICR e Fust com associadas, parceiras institucionais e Poder Público

Materializando o seu propósito de fomentar e incentivar a conectividade nas áreas rurais brasileiras, a ConectarAGRO realizou neste mês uma série de encontros com atores estratégicos para apresentação preliminar do Indicador de Conectividade Rural (ICR). O estudo em andamento é desenvolvido junto à Universidade Federal de Viçosa (UFV) e tem o objetivo de mensurar a realidade de cada município/estado do país quanto à cobertura de internet no campo.

Com o intuito de obter contribuições do setor para aperfeiçoamento, a reunião contou com a presença de representantes de apoiadoras importantes, como a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o Banco do Brasil (BB) e a SAE Brasil.

A série de encontros estratégicos sobre o ICR incluiu também o diálogo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, uma vez que os resultados do estudo servirão como importantes subsídios para as tomadas de decisões em políticas públicas.

Ricardo Graça, líder do Comitê Técnico da ConectarAGRO, destacou os principais critérios desenvolvidos para o ICR a partir de um estudo de caso do Estado do Mato Grosso. Segundo ele, o projeto se divide em subindicadores de produção — que contém a área passível de produção agrícola com cobertura 4G — e social — o qual engloba o percentual de escolas, unidades de saúde e imóveis rurais familiares que possuem acesso via internet rural.

Já o subindicador ambiental/indígena busca quantificar o percentual de áreas de conversação públicas e privas e áreas indígenas cobertas com tecnologia de quarta geração. O ICR também tem a infraestrutura como critério, para analisar a presença de backhaul de fibras nos municípios.

Fust também foi tema de articulações internas

Outro assunto debatido internamente entre os membros da ConectarAGRO foi o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), cuja finalidade é levar os serviços de telefonia e internet a regiões isoladas e com infraestruturas inadequadas ou inexistentes.

Com a presença de mais de 22 pessoas, Regise Jordão, gerente de Relações Institucionais da Vivo, apresentou a estrutura do Fust, cujos recursos devem ser direcionados à expansão e adequação das redes de telecomunicações, às escolas públicas rurais e à transformação digital dos serviços públicos.

Para o cumprimento de políticas públicas de telecom, o Fundo prevê um Conselho Gestor composto por representantes do Governo Federal, grandes e pequenas operadoras e membros da sociedade civil, para aprovar diretrizes, critérios e prioridades para aplicação dos recursos em projetos, iniciativas e propostas.

Desse modo, os membros da Associação seguem analisando as possibilidades de apresentação de projetos-piloto junto a parceiras institucionais e o próprio Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), visando promover a habilitação da conectividade por meio do 4G em 700MHz.

O uso do Fundo pode acelerar a revolução digital em áreas rurais para aplicação de tecnologias que assegurem o ciclo virtuoso de crescimento constante da produtividade e sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Oportunidade em plataformas de marketplaces agrícolas é tema da Hora da Conectividade

A ConectarAGRO realizou, em fevereiro, um novo ciclo de palestras para debater formatos de exposição de produtos e serviços em plataformas de marketplaces agrícolas. Com a presença de mais de 20 integrantes, a Hora da Conectividade recebeu João Hilário da Silva Jr., diretor comercial da Orbia, e Arthur Santos, consultor e criador de conteúdo no canal Fuga pras Colinas.

Iniciando o evento, João apresentou os cenários vislumbrados pela Orbia, e-commerce do agronegócio que atua na Argentina, Brasil, Colômbia e México. Segundo o diretor, os agricultores brasileiros tomam centenas de decisões ao longo do período de safra, interagindo com fornecedores e agentes nem sempre eficientes. Em contrapartida, há uma potencial digitalização no campo observada por técnicos.

Nesse sentido, a empresa de marketplace surge com o intuito de facilitar o dia a dia do produtor rural sob o conceito one-stop-shop. Com um único login, o agricultor pode comprar fertilizantes, insumos, acessar linhas de crédito, contratar assistência técnica e vender seus produtos. “O foco é trazer todo tipo de player para o digital, visto que, por ser um meio de acesso para o agricultor, o on-line se torna inevitável. Com esse propósito, atuamos na Argentina, Brasil, Colômbia e México”, apontou João.

Do ponto de vista prático, Arthur, apoiador da ConectarAGRO, explicou que a ferramenta é uma oportunidade para integrantes da Associação disporem seus produtos e serviços na plataforma, aumentando a oferta de tecnologias ao campo. “A partir de uma lista de interessados, podemos desenvolver ações de marketing, como uma página dedicada à Associação ou até mesmo dias específicos de promoções”, argumentou.

Contemplando mais de 220 marcas comercializadas e 27 mil produtos, o site aproxima diferentes profissionais da cadeia produtiva por meio de uma coalizão de fidelidade e incentivos ao produtor rural. Dessa forma, a empresa oferece um catálogo com produtos e serviços que podem ser resgatados a partir de acúmulo de pontos. 

“Conforme utilizam a plataforma Orbia, os compradores de empresas parceiras ganham pontos que podem ser trocados por consultorias de agro especialistas ou até mesmo tratores e maquinários. Basta cadastrar as notas fiscais das transações e aguardar o crédito no saldo”, explicou o diretor comercial. 

Convênio ConectarAGRO-UFV reúne associadas para discutir terceira fase do projeto de extensão

A fim de avançar na implementação de tecnologias nas propriedades rurais participantes do Convênio ConectarAGRO-UFV, a Associação reuniu, no dia 07 de fevereiro, em modo on-line, as organizações interessadas em participar do processo de acompanhamento e capacitação dos agricultores na região da Zona da Mata de Minas Gerais.

A terceira e atual fase do projeto é uma sequência de outras duas etapas já concluídas: um diagnóstico sobre tecnologia aplicado em uma amostra de 100 agricultores, além da coleta de inventário e mapeamento da propriedade de 25 produtores selecionados. 

Segundo Aziz Galvão, professor e líder do projeto de extensão, o Convênio agora busca decidir, junto às empresas associadas, quais tecnologias serão disponibilizadas para uso no projeto. “Mesmo que nosso escopo não seja representativo de todo o país, os resultados finais fornecerão dados que podem ser replicados por pesquisadores de todo o Brasil”, explicou. 

Da mesma forma, Ana Helena de Andrade, presidente da ConectarAGRO, destacou a importância da integração entre associadas e apoiadoras no projeto: “Pretendemos definir os fornecedores, bem como desenvolver juntos um cronograma de implementação e acompanhamento do projeto para entender qual o real impacto das tecnologias na otimização da produção agrícola”, afirmou. 

Com duas fazendas modelo já selecionadas para terceira etapa, os membros presentes sinalizaram a possibilidade de fornecerem sistemas de telemetria para leitura de dados, bem como sensores meteorológicos para ganho operacional e energético. 

Sua empresa faz parte da ConectarAGRO e gostaria de participar do projeto? Entre em contato com o nosso coordenador geral: caiquepaesdebarros@conectaragro.com.br.

Membros da ConectarAGRO participam de workshop organizado por Anfavea e ITA

Visando à ampliação de parcerias com organizações do setor industrial, as associadas da ConectarAGRO estiveram presentes em um workshop organizado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos-SP. A partir do tema “Potencialidade de produção de componentes para telecomunicação”, o encontro buscou avaliar a elaboração de projetos que aumentem a competitividade da indústria nacional. 

De acordo com os organizadores, o foco das atividades realizadas foi estudar os possíveis incentivos governamentais para o pleno desenvolvimento de componentes para a conectividade de máquinas agrícolas, incluindo infraestruturas e dispositivos. O debate girou em torno do Rota 2030 (Lei 13.755/2018), programa federal de pesquisa tecnológica aplicada às cadeias produtivas automobilísticas. 

A agenda do evento contou com apresentações sobre ecossistemas de maquinários, além de exposições sobre a produção brasileira de telecomunicações. Ainda durante a ocasião, integrantes do ITA demonstraram modelos de desenvolvimento e gestão de projetos.  

“Nossa participação no workshop foi uma excelente oportunidade para estudarmos a redução de custos de investimentos no Brasil, bem como o fomento ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para o agro. Seguiremos na contribuição para um campo conectado e que, por extensão, alimente o planeta”, pontuou Ana Helena de Andrade, presidente da ConectarAGRO