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4 benefícios da internet rural para sua propriedade

Num cenário em que a tecnologia é a lavoura fértil para inovações, a internet rural emerge como a semente que transforma as fazendas e sítios em verdadeiros espaços eficiência agrícola.

Os números reforçam essa tese: segundo dados apresentados pela Abimaq e CNA, a ampliação da cobertura por internet no campo pode aumentar o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária brasileira em quase 10% ao ano e gerar R$ 100 bilhões adicionais aos produtores.

Mas afinal, de que modo a sua internet rural pode impactar a sua propriedade rural em específico? De que forma ela pode te ajudar a aumentar a produção agrícola? Neste artigo, discutiremos os principais benefícios dessa tecnologia e qual a melhor opção!

Vamos juntos!

O que é internet rural?

A internet rural é um tipo de conexão à internet projetada especificamente para atender às necessidades de áreas afastadas das regiões urbanas, como chácaras, sítios e fazendas.

Em contraste com as áreas urbanas, onde as tecnologias de conectividade são amplamente acessíveis, as regiões rurais frequentemente enfrentam desafios de infraestrutura que tornam o acesso à internet mais difícil.

Para viabilizar a internet nessas localidades, são empregadas tecnologias de alcance mais amplo, adaptadas às condições geográficas específicas de cada região rural. Isso pode incluir a utilização de diferentes tipos de conexão, como rádio, satélite, ou tecnologias móveis como 3G/4G.

O objetivo principal da internet rural é superar as barreiras geográficas, proporcionando conectividade para impulsionar a eficiência nas atividades agrícolas, conhecidas como agricultura digital, e facilitar o acesso à informação nessas áreas remotas.

Qual a importância da internet rural?

O sinal de internet rural permite mais do que a comunicação de mensagens via WhatsApp ou redes sociais, sabia?

Quando associada à agricultura digital, a conectividade é uma grande facilitadora para interligar toda a cadeia produtiva e expandir os resultados com qualidade, menores custos e com pouco impacto no meio ambiente.

Na prática, a internet rural estará presente no planejamento da cultura, possibilitando avaliações climáticas e dolo. Tecnologias conectadas, como sensoriamento remoto, drones e colhedores inteligentes, auxiliarão no acompanhamento de toda a safra, resolvendo rapidamente problemas que podem acometer a qualidade da produção.

A análise de dados, computação em nuvem e o monitoramento por dispositivos móveis também contribuem para a avaliação da safra, processamento e comercialização.

Em resumo, a internet rural está presenta em cada uma das etapas cotidianas da sua propriedade! Ela pode te ajudar a automatizar tarefas e auxiliar na tomada de decisões mais informadas, sempre baseadas em dados e fatos. 

Quais os principais benefícios da internet rural para sua propriedade?

Os impactos da internet rural são evidentes e já são sentidos por muitos agricultores porteira afora do Brasil, uma vez que a tecnologia permite uma série de atividades.

Não por acaso, uma pesquisa científica defendida na Universidade de Brasília revelou que mais de 95% dos produtores rurais entrevistados utilizam softwares e aplicativos de operações bancárias.

Na mesma linha, 90% dos respondentes utilizam algum tipo de programa para manejo, enquanto mais de 70% dos produtores utilizam aplicativos para gestão de propriedades.

Internet rural sendo utilizada para analisar plantação.

Você pode estar se perguntando o que leva uma grande quantidade de produtores investir de fato em internet rural, não é mesmo? O fato é que muitos são os benefícios dessa tecnologia, entre eles:

  1. Conveniência e praticidade

  • Facilita a realização de transações bancárias online.
  • Permite a compra de insumos agrícolas e equipamentos de forma remota.
  • Agiliza o acesso a informações meteorológicas para o planejamento de atividades no campo.
  1. Gestão da fazenda

  • Possibilita o monitoramento remoto de equipamentos e sistemas agrícolas.
  • Facilita a gestão de estoques e inventário de insumos.
  • Viabiliza a comunicação eficiente entre diferentes setores da propriedade.
  1. Aumento de produtividade e retorno financeiro

  • Permite a utilização de tecnologias avançadas, como drones e sensores, para monitoramento e gestão de culturas.
  • Facilita o acesso a dados em tempo real, otimizando a tomada de decisões durante o ciclo agrícola.
  • Integra sistemas de automação, contribuindo para operações mais eficientes e econômicas.
  1. Acesso a serviços de saúde, educação e entretenimento

  • Facilita o acesso à educação online para proprietários e trabalhadores rurais.
  • Proporciona entretenimento, como streaming de vídeos e músicas, melhorando a qualidade de vida.
  • Viabiliza o acesso a serviços básicos, como telemedicina e atendimento remoto, especialmente importante em regiões distantes de centros urbanos

Qual a melhor internet para zona rural?  

Agora, vamos falar de algo prático: como escolher a melhor internet para a sua propriedade rural. Entre elas, há as seguintes opções:

  • Rádio: Se sua propriedade está fora do alcance do cabeamento tradicional, o rádio, com suas ondas de radiofrequência e torres de transmissão, pode ser a solução.
  • Satélite: Com altas taxas de transferência de dados, a comunicação via satélite é uma opção robusta, garantindo conectividade mesmo em áreas remotas.
  • 3G/4G: Roteadores com conexão via modem, USB ou cartões SIM tornam a tecnologia 3G/4G uma escolha versátil, especialmente em áreas afastadas dos centros urbanos.

A ConectarAGRO compreende que a tecnologia 4G é a mais aderente para áreas rurais. Com o propósito de impulsionar essa conectividade nas áreas remotas brasileiras, a Associação visa estabelecer o padrão 4G em 700MHz como uma base sólida para a transformação digital no agronegócio, especialmente de pequeno a médio porte.

Concluindo, investir na internet rural é mais do que uma decisão estratégica; é um passo decisivo para potencializar a agricultura digital em sua propriedade. E você, está preparado para transformar a sua jornada agrícola, e conectar o campo ao futuro? Continue acompanhando nosso blog!

Confira as tendências do agronegócio para 2024!

Tendências do agronegócio para 2024

O agro é um dos pilares fundamentais da economia global, e sua dinâmica influencia não apenas o mercado, mas também a vida de bilhões de pessoas ao redor do mundo. Por isso, especialistas e agricultores já estão de olho nas perspectivas e tendências do agronegócio para 2024.

Marcado pela intensificação de eventos climáticos e a necessidade de alimentar uma população mundial crescente, o futuro da agricultura será digital, conectado e sustentável.

Neste artigo, vamos apresentar um panorama do mercado  e quais são as tendências que moldarão o agronegócio em 2024.

Vamos lá?

Perspectivas para a safra 2023/2024 são positivas, mas também desafiadoras

Para compreender as tendências do agronegócio em 2024, é fundamental analisar dados e pesquisas recentes conduzidas por entidades do setor.

De acordo com relatórios da Companhia Nacional de Abastecimento, prevê-se uma produção de 317,5 milhões de toneladas em grãos, tornando-se a 2ª maior safra da história do Brasil.

A soja deverá atingir uma produção estimada em 162,4 milhões de toneladas, com um crescimento de 2,8% na área a ser semeada, o que ainda consolida o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. No caso do arroz, há expectativa de crescimento de 5,2% na área que está sendo semeada e produção de 10,8 milhões de toneladas.

 

Maquinário em campo no pôr do sol

Créditos: Bedney Images —  Freepik

Já o relatório do Rabobank Brasil indica uma queda de preços dos agroquímicos e insumos, após os reflexos negativos da pandemia e da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Apesar disso, os dados trazem alguns desafios para os produtores rurais, como secas e enchentes causadas pelo fenômeno climático do El Nino e o aumento da temperatura média global.

Acompanhado das discussões finais na COP 28, o ano de 2024 promete ainda uma conscientização sobre a agricultura sustentável por meio de acordos comerciais estratégicos.

Tendências do agronegócio para 2024: tecnologia e sustentabilidade em destaque

À medida que chegamos em 2024, o agronegócio enfrenta um cenário promissor e desafiador, impulsionado por inovações tecnológicas e um compromisso crescente com a sustentabilidade.

A adoção de práticas de agricultura digital, agricultura de precisão e a busca ativa por soluções sustentáveis e de sequestro de carbono definirão o curso da indústria nos próximos anos.

Ao abraçar as tendências, os agricultores estarão não apenas garantindo a prosperidade de seus negócios, mas também desempenhando um papel crucial na construção de um futuro mais sustentável para todos. Confira as principais delas:

Agricultura digital é personagem central

 Uma das principais tendências para o agronegócio em 2024 é a contínua expansão da agricultura digital e de precisão. As tecnologias embarcadas geram dados agronômicos em tempo real, permitindo que o produtor rural faça ajustes de rotas e tomadas de decisões informadas ao longo da safra.

Na prática, estamos falando do uso de drones agrícolas, sensores remotos conectados pela Internet das Coisas (NB-IoT) e até mesmo o uso mais intensivo da Inteligência Artificial no campo.

Desse modo, o dia a dia do agricultor se torna mais estratégico, uma vez que ele passa a automatizar tarefas como colheita e plantio. A detecção de pragas se torna muito mais precisa, enquanto a aplicação de insumos e defensivos agrícolas é realizada somente em talhões específicos, de acordo com a necessidade.

O resultado? Mais produtividade, melhor gestão de frotas e pessoas, além de menores custos para o produtor!

Sustentabilidade torna-se prioridade no agro

A sustentabilidade continua a ser uma tendência para o agronegócio em 2024. Com a crescente conscientização ambiental, os consumidores exigem práticas agrícolas que minimizem o impacto negativo no meio ambiente.

A implementação de tecnologias sustentáveis, como sistemas de irrigação eficientes e o uso de energias renováveis, contribuirá para a redução da pegada de carbono na agricultura.

O sequestro de carbono por meio de práticas agrícolas específicas também ganhará destaque. A tecnologia também pode ser usada para monitorar o progresso do sequestro de carbono ao longo do tempo, permitindo que os agricultores avaliem o impacto de suas práticas e façam ajustes conforme necessário

Vale destacar que a conectividade no campo é o elemento que habilita todas as tendências aqui expostas. Por isso, o fomento da internet 4G em 700MHz segue como o maior propósito da ConectarAGRO! Afinal, o agro conectado é mais produtivo, e sua sustentabilidade alimenta o planeta com qualidade e resiliência!

E você, está por dentro de outra tendência do agronegócio para 2024? Deixe seu comentário e acompanhe nossas mídias sociais!

Como a agricultura digital viabiliza a cafeicultura sustentável?

A cafeicultura é uma das atividades agrícolas mais tradicionais e importantes do Brasil há pelo menos um século. Muito tempo, não é? Mas agora, a produção cafeeira passa por uma transformação significativa com a intensificação da agricultura digital.

Este avanço não apenas impulsiona a eficiência na produção de café, mas também desempenha um papel crucial na transição para uma cafeicultura mais sustentável e resiliente com as mudanças climáticas.

Neste artigo, exploraremos como a agricultura digital está revolucionando como cultivamos café, promovendo práticas agrícolas mais conscientes e ecológicas. Boa leitura!

A era da cafeicultura sustentável já faz parte da realidade brasileira

Antes de mergulharmos na agricultura digital como ferramenta essencial para a sustentabilidade no cafezal, é importante compreender o caracteriza uma cafeicultura sustentável.

Este modelo de produção busca integrar práticas agrícolas que respeitem o meio ambiente, promovam a saúde do solo e dos ecossistemas circundantes, além de considerar o bem-estar social dos trabalhadores envolvidos.

Por isso, ela está presente em todas as etapas, como plantio, floreio, colheita e até mesmo no processo industrial e transformação dos grãos em produtos para o consumidor final.

A sustentabilidade na cafeicultura vai além da mera produção de grãos; ela abraça uma abordagem holística que visa equilibrar as necessidades presentes com a preservação para as gerações futuras.

A produção de café sustentável é fundamental quando pensamos nas demandas tanto do mercado quanto de países exportadores por maior responsabilidade ambiental nas produções agrícolas brasileiras. Afinal, mais de 50% dos cafés brasileiros tem como destino a Europa e os Estados Unidos há anos se mantêm na liderança da importação dos nossos grãos!

Mesmo com importantes desafios a serem superados, a cafeicultura brasileira já está na rota da sustentabilidade. De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo agroRESET, o Brasil tem uma das melhores produtividades por hectare do mundo dessa commodity, produzindo cada vez mais em um menor espaço. O rastreio e análise são ainda mais comuns no segmento dos cafés especiais, ainda de acordo com o estudo.

A título de exemplo, segundo o relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as exportações brasileiras de café somaram 4,356 milhões de sacas de 60 kg em outubro, gerando uma receita cambial de US$ 847,2 milhões.  Desse modo, as ferramentas da agricultura digital contribuem não só para a produtividade como o atendimento às expectativas de um mercado global tão exigente.

Qual o papel da agricultura digital na sustentabilidade da produção cafeeira?

Além da ameaça a segurança alimentar mundial, os impactos das catástrofes climáticas são econômicos. Segundo estudo recente da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), as alterações no clima geraram perdas de mais de R$19 trilhões em todo o mundo.

Para reverter este cenário, a tecnologia aplicada ao cafezal é fundamental. Chamada de cafeicultura 4.0, esta abordagem reúne tecnologias digitais avançadas para melhorar a eficiência, qualidade e sustentabilidade da produção.

 

Pessoa realizando cafeicultura sustentável

Créditos: ClimateFieldview | Representação

Graças à agricultura de precisão e as tecnologias como sensores, drones, softwares de análise de dados e sistemas de informação geográfica, os produtores podem obter insights valiosos que transcendem as limitações da agricultura convencional.

A coleta de dados em tempo real proporciona uma compreensão mais precisa das condições do solo, do clima e do estado das plantações. A agricultura digital permite uma gestão mais eficiente dos recursos, reduzindo o desperdício e minimizando o impacto ambiental.

Além disso, as ferramentas facilitam a rastreabilidade, fornecendo informações detalhadas sobre a origem e o percurso do café, um aspecto crucial para os consumidores preocupados com a proveniência de seus produtos.

Como ela pode ser aplicada na prática?

A aplicação da agricultura digital na cafeicultura sustentável é multifacetada, abrangendo diferentes aspectos da produção.

Entre as áreas-chave em que essa abordagem inovadora pode ser implementada, podemos destacar o planejamento agrícola anual. Com a utilização de modelos preditivos baseados em dados históricos, o agricultor pode otimizar o plantio, colheita e demais práticas sazonais.

Na mesma linha, as análises de variáveis climáticas podem prever padrões meteorológicos, permitindo adaptações antecipadas às mudanças ambientais.

A conectividade rural também habilita o uso dos softwares para tomadas de decisões em irrigação, pulverização e nutrição. Os sensores conectados monitoram a umidade do solo e otimizam os ciclos de rega para reduzir o consumo de água.

Já os sistemas de pulverização inteligentes respondem dinamicamente às condições da plantação, aplicando a quantidade exata de produtos químicos apenas em cada talhão específico. Ao orientar o operador de máquinas a aplicar o químico apenas nas áreas sem tratamento, a tecnologia evita sobreposições no uso de químicos na mesma linha.

No âmbito econômico, a gestão financeira com base em dados é uma grande aliada para o monitoramento dos custos de produção. Com as informações consolidadas, o produtor rural tem uma visão panorâmica sobre os recursos financeiros e onde eles devem ser adequadamente alocados.

Os aplicativos e programas conectados também podem antecipar flutuações nos preços de mercado e ajustar estratégias financeiras em conformidade.

Ao integrar essas práticas, os produtores de café não apenas aumentam a eficiência de sua produção, mas também promovem a sustentabilidade ambiental e social, atendendo às demandas de um mercado cada vez mais consciente.

Importante destacar que a alta cobertura da conectividade no campo brasileiro é fundamental para que os agricultores possam usufruir todos os recursos disponíveis da agricultura 4.0.

Por isso, importantes empresas de diferentes setores juntaram esforços para fundar a ConectarAGRO, associação sem fins lucrativos para promover a conectividade no campo. Quer saber o que podemos fazer por você, agricultor ou agricultora? Clique aqui e entenda!

 

Tecnologia digital e armazenagem de grãos: como a inovação está transformando o setor

Foto de armazenagem de grãos

Não é novidade que a agropecuária é uma atividade crucial na segurança alimentar e no abastecimento de matérias-primas para uma variedade de indústrias. No cerne dessa indústria, as boas práticas de armazenagem de grãos garantem que safras abundantes não se percam, mantendo a qualidade dos alimentos e proporcionando estabilidade nos preços.

Neste artigo, exploraremos o que é armazenagem de grãos, onde é feita e por que é importante, além de discutir como a tecnologia digital está transformando esse setor. Acompanhe!

O que é armazenagem de grãos?

A armazenagem de grãos é um processo essencial na cadeia de produção agrícola. Consiste em preservar a colheita de grãos, como milho, soja, trigo e arroz, em condições ideais para evitar perdas e manter sua qualidade.

Os grãos são armazenados em silos, armazéns ou estruturas específicas projetadas para protegê-los de intempéries, pragas e deterioração ao longo do tempo.

Esta animação do Broto, nosso parceiro institucional, resume bem essa ideia:

Pensando nisso, é seguro dizer que a armazenagem de grãos é uma das diversas ações fundamentais para uma pós-colheita. Afinal, essa etapa é tão necessária quanto as estratégias de preparo de solo, semeadura e colheita. Isso porque uma boa safra pode ser desvalorizada por falta de armazenamento adequado

Onde é feita e qual a importância da armazenagem de grãos?

A armazenagem de grãos ocorre em várias etapas da cadeia de suprimentos, desde a fazenda até o consumidor final. Isso inclui silos nas propriedades rurais, armazéns nas cooperativas agrícolas, e instalações de armazenamento nos portos e unidades de processamento.

Apesar disso, um dado chama a atenção. Segundo pesquisa da Esalq/CNA, 61% dos produtores de grãos entrevistados não possuem armazenagem nas fazendas. A falta do reservatório pode resultar em uma menor qualidade do grão, bem como diminuição da margem de lucro.

A importância dessa prática é inegável, pois garante um suprimento constante de alimentos durante todo o ano, independentemente das condições climáticas ou sazonalidades na produção. A proteção contra pragas, doenças e deterioração também é fortalecida.

Além disso, a armazenagem ajuda a evitar picos nos preços dos alimentos, beneficiando agricultores, processadores e consumidores. Por fim, permitem que os países exportem seus produtos agrícolas e participem do mercado global. 

De que forma a tecnologia pode auxiliar na armazenagem de grãos?

A tecnologia digital tem revolucionado como a armazenagem de grãos é gerenciada, tornando-a mais eficiente, segura e sustentável.

Sensores instalados nos silos e armazéns podem medir parâmetros como temperatura, umidade e níveis de gás. Esses dados são transmitidos em tempo real para sistemas de monitoramento, permitindo o acompanhamento constante das condições de armazenamento.

Já os algoritmos de Inteligência Artificial podem analisar os dados coletados pelos sensores para prever potenciais problemas, como infestações de pragas ou deterioração. Isso possibilita a tomada de medidas preventivas e a otimização das condições de armazenamento.

Outra técnica da agricultura de precisão é a automatização de processos, como ventilação e secagem. Ambas podem ser controladas remotamente por meio de dispositivos móveis ou computadores. Assim, o agricultor reduz a necessidade de intervenção humana direta e minimiza riscos.

A coleta e análise de dados detalhados sobre o armazenamento de grãos permitem uma gestão mais precisa, desde o planejamento da logística até a tomada de decisões estratégicas. Tal etapa inclui o rastreamento da tecnologia blockchain, proporcionando maior transparência e segurança na cadeia de suprimentos.

A integração entre as diferentes tecnologias conectadas está moldando o futuro da armazenagem de grãos, garantindo que tenhamos alimentos de qualidade em nossas mesas e contribuindo para um sistema agrícola mais resiliente e responsável.

A inovação continua a ser a chave para enfrentar os desafios futuros da agricultura e da segurança alimentar, e para atingi-la plenamente, a ConectarAGRO trabalha no fomento à ampla conectividade em áreas rurais e remotas por meio do 4G em 700MHz.

 

Agora que você já sabe como a tecnologia impacta a armazenagem de grão, que tal testar o nosso Simulador de Benefícios e calcular o real benefício da conectividade na sua propriedade? Clique aqui!

3 destaques da ConectarAGRO na Futurecom 2023 que você precisa saber

Futurecom 2023

A Futurecom 2023 é um dos eventos que marcam o calendário para debater e demonstrar os impactos da conectividade nos diferentes setores das indústrias e da sociedade, incluindo o agronegócio brasileiro.

Certa da importância de um campo conectado, produtivo e sustentável, a ConectarAGRO marcou presença na feira para discutir como as soluções tecnológicas estão revolucionando o setor agrícola. O clima também foi de comemoração, já que a Associação comemorou seu quinto aniversário desde sua concepção na Futurecom 2018.

Neste post, exploraremos as conquistas da ConectarAGRO ao longo dos anos e sua presença na Futurecom 2023, destacando seu compromisso contínuo com o avanço da conectividade nas áreas rurais e remotas produtivas. Vem com a gente!

O que é a Futurecom 2023?

Realizada entre os dias 03 e 05 de outubro, a Futurecom 2023 é o maior evento da América Latina sobre telecomunicações, mídia e tecnologia. Criado há mais de 20 anos, ele combina exposição e debates sobre os impactos das aplicações de tecnologias em praticamente todos os segmentos da economia.

Temas como Inteligência Artificial, Internet das Coisas (NB-IoT) e ferramentas digitais são os mais debatidos no evento. Por isso, a Futurecom 2023 reúne importantes atores estratégicos do setor público e privado para compartilharem experiências, conhecimentos e estratégias para fomentar a conectividade no país.

Esse é um assunto bastante urgente para produtoras e produtores rurais, já que mais de 70% das propriedades rurais ainda não possuem conectividade. Sem internet, os dados produzidos pelos maquinários são utilizados de forma superficial e acessados com um grande atraso, o que pode resultar em menor rendimento e mais desperdício de recursos.

A boa notícia é que a ConectarAGRO, junto de suas empresas associadas e apoiadoras, vem há cinco anos fomentando a agricultura 4.0 por meio da internet 4G em 700MHz. Isso porque trazer conectividade para o campo significa aumentar a produtividade agrícola e alimentar o planeta com sustentabilidade e responsabilidade social.

Destaques da ConectarAGRO na Futurecom 2023 — confira a nossa lista

Como falamos anteriormente, a Futurecom 2023 faz parte da história da ConectarAGRO, já que em 2018 a Associação foi anunciada como iniciativa no mesmo evento. Este ano é ainda mais especial, pois a entidade comemora seu quinto aniversário com conquistas e iniciativas pela revolução digital no campo e a plena conexão entre coisas, máquinas e pessoas.

Dentro desse universo, a ConectarAGRO participou da conferência de abertura e de painel de debates, levantando marcos e ações fundamentais. Abaixo, separamos algumas delas para você ficar por dentro! 

Conquistas pela expansão da conectividade no campo

Durante a Futurecom 2023, a ConectarAGRO reforçou a promoção da conectividade, via banda larga 4G, em extensas áreas rurais e remotas no Brasil, beneficiando um grande número de pessoas, propriedades rurais, cidades, estados, unidades básicas de saúde e escolas públicas em áreas rurais.

A ConectarAGRO também desempenha um papel importante ao auxiliar na cobertura para soluções de Internet das Coisas (IoT) em uma extensa área. O uso do NB-IoT é essencial para conectar máquinas e sensores, que desempenham um papel fundamental no desenvolvimento do agronegócio.

Essa tecnologia pode ampliar significativamente a cobertura em comparação com o uso de smartphones e, ao mesmo tempo, consome menos energia.

Panorama da produção agrícola brasileira é positivo, mas precisa se tornar conectado

Outro ponto de discussão foi o panorama da produção agrícola no território nacional. A presidente da ConectarAGRO, Ana Helena de Andrade, foi uma das debatedoras do painel “Verdade (e) ou Desafio: O agro conectado, digital, mais produtivo e com menor desperdício” e deu alguns insights sobre o assunto.

Segundo dados do Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa), o agro é o motor econômico brasileiro, e tem participação de 27% no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Apesar disso, segundo a presidente, ainda há uma disparidade na qualidade do acesso à internet no campo do Brasil.

ConectarAGRO na Futurecom

 

Os dados ainda apontam que 10% das propriedades produzem 90% do que é exportado, uma vez que elas já possuem um nível consolidado de maturidade quanto ao uso de conectividade. Entretanto, a maior dificuldade está nos pequenos estabelecimentos rurais, pois grande parte ainda não tem infraestrutura para comunicação móvel.

Por isso, a conexão de internet para todas as áreas rurais do Brasil resulta em uma gestão mais eficiente das propriedades e maior produtividade com menor impacto ambiental. Rodovias, escolas rurais e unidades básicas de saúde também são positivamente impactadas.

Parcerias e desenvolvimento de Índice de Conectividade Rural

Durante a Futurecom 2023, a ConectarAGRO que vem se dedicando ao convênio com a Universidade Federal de Viçosa (UFV)projeto direcionado ao levantamento de dados e ao desenvolvimento do Indicador de Conectividade Rural (ICR) para a mensuração da disposição de conectividade nas áreas de produção agrícola.

A partir de uma metodologia científica, o intuito é que o ICR forneça subsídios para a tomada de decisões públicas e privadas. Desse modo, a prioridade estratégica da entidade é o estímulo de políticas públicas que acelerem o acesso à conectividade por agricultores de pequena e média escala, assim como a demonstração dos impactos da agricultura digital no aumento da produtividade de modo a suportar as decisões de investimento.

A participação da Associação na Futurecom 2023 representa um compromisso com a inovação e o avanço tecnológico no setor agrícola por meio do debate e fomento à implementação de conectividade e de tecnologias nas áreas rurais do Brasil.

Agora que você está por dentro do que rolou no evento, que tal nos acompanhar pelas mídias sociais?

ConectarAGRO marca presença na Agrishow 2023 — confira as ações da Associação no evento!

Buscando reforçar o propósito de viabilizar a conectividade nas áreas rurais, a Associação ConectarAGRO está na Agrishow 2023, maior feira de tecnologia agrícola do Brasil. O evento acontecerá de 01 a 05 de maio de 2023, em Ribeirão Preto, São Paulo. 

Entre as novidades, a ConectarAGRO anunciará a entrada de novas associadas, demonstrando seu compromisso com a promoção do crescimento econômico e desenvolvimento humano sustentável do campo por meio da digitalização. Outra divulgação importante será a assinatura do Convênio entre a Associação e a Universidade Federal de Viçosa (UFV) pela proposição de estudo sobre o Indicador de Conectividade Rural (ICR). 

 Além das soluções de suas associadas, a ConectarAGRO apresentará uma nova versão do Simulador de Benefícios, aplicação que busca demonstrar os potenciais ganhos para o agricultor ao ter a conectividade e o uso das tecnologias conectadas em sua propriedade e na sua gestão agronômica.  

Para enriquecer a experiência dos visitantes, a agenda da Associação contará com a Hora da Conectividade, ciclo de palestras sobre temas pertinentes à agricultura digital. Ministradas por especialistas integrantes da Associação, assunto como impacto da conectividade em pequenas propriedades rurais, transformação digital no agro e telemetria serão apresentados pelos painelistas.  

 “Estamos muito animados para participar da Agrishow 2023 e apresentar nossas novidades às nossas associadas, apoiadoras, parceiras e aos agricultores. Convidamos a todos para visitarem nosso estande e conhecerem de perto o trabalho que estamos realizando em prol da revolução digital do agronegócio”, diz Ana Helena de Andrade, presidente da ConectarAGRO. 

Não perca a oportunidade de visitar o estande da Associação ConectarAGRO na Agrishow 2023 a partir de hoje e conhecer as soluções inovadoras que são desenvolvidas para o setor agrícola brasileiro.

Para saber mais sobre os horários da agenda completa, clique aqui.

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Mapeamento de colheita traz mais resultados às fazendas

Ilustração de mapa de colheita

Se você trabalha na área da agricultura, com certeza já ouviu falar sobre o mapeamento de colheita. Esse processo é essencial para garantir que a produção agrícola seja feita de forma eficiente e sustentável.

Pesquisas realizadas por especialistas reforçam tal observação. Segundo eles, mapas de produtividade são excelentes ferramentas para o gerenciamento de produção e ajustes de rotas necessárias a partir da interpretação de dados.

Neste artigo, vamos explicar o que é o mapeamento de colheita, a sua importância e como a agricultura de precisão pode auxiliá-lo. Além disso, vamos falar sobre a importância da conectividade no campo para tal processo. Acompanhe!

Como realizar o mapeamento de colheita?

O mapeamento da colheita é um processo que tem como foco obter informações precisas sobre a produção agrícola de uma determinada área.

Essas informações são coletadas por meio de equipamentos tecnológicos que são capazes de medir a quantidade e a qualidade dos produtos colhidos, bem como outros dados importantes, como o índice de infestação de pragas e doenças.

O mapeamento da colheita é um processo essencial para a tomada de decisões na produção agrícola. Com ele, é possível identificar quais as áreas que estão produzindo mais ou menos, e assim, realizar um plano de ações para aumentar a produtividade e reduzir custos.

Para tanto, os aparatos tecnológicos embarcados nos maquinários são de grande importância. Por meio de escalas de cores, eles transformam as informações em recomendações completas sobre a cultura plantada.

De modo prático, tal mapeamento é realizado a partir de sensores instalados nas colhedoras, as quais identificam a quantidade e o local onde o produto foi colhido/produzido.  Ainda, outros tipos de dispositivos são utilizados para medir a umidade do grão e mesmo a medição de deslocamento do maquinário.

A automação permite assim que uma abundância de dados seja coletada, sistematizada e analisada em tempo real e em qualquer lugar.

Ao passo que o produtor inicia o processo de colheita, as informações da área analisada são consolidadas, como taxa de deslocamento, localização, fluxo de massa de grãos e umidade.

Qual a importância do mapeamento de colheita e como a agricultura de precisão auxilia neste processo?

Assim com um mapa comum de papel, o mapeamento de colheita serve com um verdadeiro guia para os próximos passos a serem tomados em uma propriedade rural, porém de forma digitalizada e assertiva.

Isso porque tais tecnologias quantificam a variabilidade espacial da produtividade das culturas, considerando os diversos fatores do solo e da própria cultura.

Mapa de colheita
                                                                      Créditos: DONMARIO

Assim, essa forma de gerenciamento ajuda o produtor rural a maximizar a eficiência do uso de todos os insumos, desde a própria semente até o uso de água e agroquímicos.

Além disso, o mapeamento da colheita também é importante para a gestão ambiental da propriedade rural. Com os dados coletados, é possível avaliar a eficiência dos insumos utilizados na produção, bem como identificar os pontos críticos de contaminação do solo e da água. Assim, garante-se sustentabilidade econômica e ambiental à propriedade!

Por sua vez, a agricultura de precisão, junto à conectividade, é o habilitador de todo o processo aqui descrito, já que são os elementos de Inteligência Artificial e Big Data que auxiliarão na compreensão sobre a data de plantio ideal, a melhor variedade a ser cultivada e o melhor adubo a ser utilizado de acordo com o mapeamento.

Em resumo, o agricultor pode se apoiar não somente na sua própria experiência, mas sobretudo em dados e fatos!

O papel da conectividade no mapeamento de colheita

Para que o mapeamento de colheita seja bem-sucedido, é essencial que os dispositivos de comunicação utilizados sejam confiáveis e capazes de transmitir informações em tempo real.

A conectividade no campo permite que os dispositivos de monitoramento e coleta de dados se comuniquem, além de permitir a transferência de dados para sistemas de análise e processamento remotos.

O amplo acesso à internet é importante para garantir a segurança e a privacidade dos dados coletados durante o mapeamento de colheita. Com a utilização de redes seguras e protocolos de criptografia avançados, é possível garantir que os dados coletados sejam protegidos contra ameaças externas, como hackers e outras formas de ciberataques.

Apesar disso, a realidade  no Brasil é outra: mais de 70% das propriedades rurais não estão conectadas. Ou seja, uma grande quantidade de agricultores não consegue otimizar sua produção, tornando subaproveitados os dados produzidos por suas máquinas altamente tecnificadas.

Para mudar tal cenário, uma das soluções está na expansão da rede 4G em 700MHz em áreas rurais e remotas brasileiras. Tal padrão é a tecnologia mais aderente às necessidades dos agricultores, pois garante maior alcance com uma simples estrutura formada por antenas, rádios e torres.

Essa cobertura pode ser realizada por meio de ações como as da ConectarAGRO, associação composta por diferentes empresas do agro direcionadas a um único propósito: fomentar a conectividade nas áreas produtivas e rurais e nas áreas remotas.

Você já implantou o mapeamento de colheita em sua fazenda? Como ela é realizada? Conte-nos abaixo!

Como a internet 4G impulsiona o agronegócio brasileiro?

No dia 25 de fevereiro, comemorou-se o Dia do Agronegócio no Brasil. Essa data é uma homenagem a todos os trabalhadores e empresas envolvidas na produção, processamento e distribuição de produtos agrícolas em todo o país.  E, nos últimos anos, a internet 4G tem sido uma grande aliada da agricultura brasileira, trazendo benefícios significativos para o setor.

Apesar do produtor rural brasileiro ser um grande adepto às tecnologias que podem trazer melhor gestão e maior produtividade, o campo ainda enfrenta um grande gargalo quanto à falta de conectividade. Em contrapartida, iniciativas privadas e públicas têm promovido a expansão da cobertura em áreas rurais e remotas por meio das telecomunicações.

Pensando nisso, este artigo aborda os marcos e desafios do agronegócio brasileiro, bem como a importância do 4G em 700MHz para a produtividade agrícola. Ótima leitura!

Agronegócio brasileiro é marcado por grandes conquistas e gargalos de conectividade

O Brasil possui um total de 5.073.324 estabelecimentos agropecuários, que ocupam uma área total de 351,289 milhões de ha, ou seja, cerca de 41% da área total do país. É o que aponta o Censo Agropecuário, pesquisa divulgada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mais do que extensão física, a produção agrícola é um dos setores mais sólidos da economia, visto que é responsável por 27% do PIB brasileiro. Mesmo com o aumento de custos ocasionados pelos problemas climáticos e pela instabilidade geopolítica mundial em 2022, os números para 2023 são animadores.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), o PIB do agro deve crescer em 2,5% se comparado aos resultados do ano anterior. Da mesma forma, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê cerca de 310,9 milhões de toneladas produzidas, representando um aumento de 14%.

Além das condições ambientais ideais, o país figura uma importante posição no mercado global graças ao investimento em pesquisa e à agricultura digital, como uso de máquinas, drones, sensores e inteligência de dados. São essas ferramentas de precisão que habilitam a otimização das cadeias produtivas, trazendo sustentabilidade e novas oportunidades de negócios.

Pessoa utilizando celular com internet 4G no campo
Créditos: Campos Gerais Rural

Apesar disso, a digitalização das fazendas não é uma realidade de todo o Brasil. Isso porque, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, 73% das propriedades rurais não estão conectadas.

Sem sinal de internet rural, os agricultores não extraem o máximo das tecnologias que possuem, pois os dados processados pelas máquinas deixam de ser integrados à rede em tempo real, dificultando análises e tomadas de decisões assertivas.

Além da dimensão produtiva, a falta de conectividade distancia os produtores rurais do acesso a serviços públicos, da educação formal e mesmo da interação e entretenimento.

É nesse sentido que a expansão da internet 4G torna-se relevante, já que de forma simples e interoperável, ela oferece monitoramento e controle de equipamentos, acesso à informação e melhoria da segurança no campo.

Por que a internet 4G é a solução mais aderente às necessidades dos produtores rurais?

 

A internet 4G é a quarta geração de tecnologia móvel, projetada para fornecer conexões confiáveis de alta velocidade. Desde a sua introdução, ela tem sido usada para conectar pessoas e empresas em todo o mundo, com um impacto particularmente positivo no agronegócio brasileiro.

 

Por ser uma rede móvel, os agricultores podem utilizar a internet 4G para obter informações a partir de smartphones ou tablets em qualquer lugar, quando quiserem. Tais dados incluem, por exemplo, previsões meteorológicas, preços de commodities e tendências do mercado.

De tratores e colheitadeiras até sistemas de irrigação e sensores de monitoramento, os produtores podem lançar mão da internet 4G para detectar remotamente pragas e doenças nas lavouras, bem como monitorar o nível de umidade do solo da plantação. Assim, medidas corretivas podem ser tomadas antes que os problemas se tornem mais críticos.

Pessoa utilizando celular com internet 4G em plantação
Créditos: Hablemos de Empresas

Vale ressaltar que, embora a tecnologia 5G seja considerada uma evolução da rede 4G, sua implantação ainda está nos primeiros estágios, não sendo facilmente acessível para todos os usuários das áreas remotas. Em contrapartida, a quarta geração é um padrão global formado por equipamentos amplamente utilizados na cidade e no campo.

Outro fator importante é o custo. A internet 4G em 700 MHz possibilita atingir milhares de hectares com apenas uma simples infraestrutura formada por torre, rádio e antenas, englobando diversos dispositivos compatíveis. Para fins de exemplo, o valor para instalação de uma antena 4G vai de um quarto a meia saca de soja por hectare – de R$45 a R$95, em média.

Em resumo, essa é uma tecnologia que oferece agilidade no cruzamento de dados, sendo suficientemente rápidas para a maioria das aplicações agrícolas.

Fomento à cobertura da internet 4G em 700MHz é propósito da ConectarAGRO

Devido às grandes dimensões do meio rural e dos altos investimentos em infraestrutura, a instalação pode ser um processo que foge das mãos dos pequenos e médios produtores.

É aí que entra a ConectarAGRO, associação sem fins lucrativos formada por diferentes empresas de telecomunicações e do agronegócio. Seu único propósito é fomentar a ampla conectividade na zona rural por meio do 4G em 700MHz, de forma a revolucionar a forma de produzir no campo e facilitar a integração de toda a cadeia agrícola.

Até o fim de 2022, a iniciativa ajudou a promover a expansão de mais de 12 milhões de hectares de 4G nas áreas remotas do Brasil. Os números beneficiam mais de um milhão de pessoas em 485 municípios de 12 estados diferentes.

Além disso, a ConectarAGRO trabalha em parceria com diferentes agentes pertinentes ao agro, como fundações, universidades, empresas e organizações públicas.

Em resumo, a Associação busca garantir que os agricultores brasileiros tenham acesso às tecnologias mais avançadas e possam aumentar sua produtividade, melhorando a eficiência do setor agrícola como um todo.

 

Agora que você sabe qual o propósito da ConectarAGRO, que tal conhecer nossas parcerias no âmbito da educação e pesquisa? Saiba mais sobre o projeto Formação Conectada e o Convênio ConectarAGRO-UFV!

Edição da “Hora da Conectividade” discute avanços no Projeto SemeAr, iniciativa liderada pela CPQD e Embrapa

Na primeira edição da “Hora da Conectividade” de 2024, a ConectarAGRO promoveu uma discussão sobre as oportunidades impulsionadas pela SemeAR, iniciativa lançada pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para acelerar a transformação digital de pequenos e médios produtores rurais por meio de projetos.  

O evento contou com a participação de Fabricio Lira Figueiredo, membro do CPQD, e Luciana Alvim S. Romani, integrante da Embrapa Agricultura Digital, para debater os avanços e desafios dessa importante iniciativa. 

 Durante a ocasião, os convidados destacaram que o projeto SemeAr é estruturado em pilares de conectividade, aplicações inovadoras e difusão e mobilização, com o objetivo de promover soluções abertas e interoperáveis, envolvendo atores de áreas diferentes da cadeia de negócios a partir de critérios econômicos e disponibilidade de infraestrutura local. 

 Com acordos de cooperação técnica em andamento nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, a iniciativa visa ainda integrar as tecnologias digitais nos processos produtivos agrícolas de forma rápida e simples, por meio de metodologias ágeis e recursos de colaboração com startups e empresas de tecnologia. 

Os pilares de atuação da SemeAr incluem também a capacitação e esclarecimento dos produtores sobre os benefícios da incorporação de tecnologias digitais ao seu negócio, bem como a disseminação de resultados positivos de projetos.  

Segundo Fabricio e Luciana, o programa tem a expectativa de receber o incentivo e engajamento de atores relevantes para o setor, como cooperativas, grandes empresas de equipamentos e serviços, além de agentes públicos e financeiros.  

ConectarAGRO fortalece diálogos sobre ICR e Fust com associadas, parceiras institucionais e Poder Público

Materializando o seu propósito de fomentar e incentivar a conectividade nas áreas rurais brasileiras, a ConectarAGRO realizou neste mês uma série de encontros com atores estratégicos para apresentação preliminar do Indicador de Conectividade Rural (ICR). O estudo em andamento é desenvolvido junto à Universidade Federal de Viçosa (UFV) e tem o objetivo de mensurar a realidade de cada município/estado do país quanto à cobertura de internet no campo.

Com o intuito de obter contribuições do setor para aperfeiçoamento, a reunião contou com a presença de representantes de apoiadoras importantes, como a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o Banco do Brasil (BB) e a SAE Brasil.

A série de encontros estratégicos sobre o ICR incluiu também o diálogo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, uma vez que os resultados do estudo servirão como importantes subsídios para as tomadas de decisões em políticas públicas.

Ricardo Graça, líder do Comitê Técnico da ConectarAGRO, destacou os principais critérios desenvolvidos para o ICR a partir de um estudo de caso do Estado do Mato Grosso. Segundo ele, o projeto se divide em subindicadores de produção — que contém a área passível de produção agrícola com cobertura 4G — e social — o qual engloba o percentual de escolas, unidades de saúde e imóveis rurais familiares que possuem acesso via internet rural.

Já o subindicador ambiental/indígena busca quantificar o percentual de áreas de conversação públicas e privas e áreas indígenas cobertas com tecnologia de quarta geração. O ICR também tem a infraestrutura como critério, para analisar a presença de backhaul de fibras nos municípios.

Fust também foi tema de articulações internas

Outro assunto debatido internamente entre os membros da ConectarAGRO foi o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), cuja finalidade é levar os serviços de telefonia e internet a regiões isoladas e com infraestruturas inadequadas ou inexistentes.

Com a presença de mais de 22 pessoas, Regise Jordão, gerente de Relações Institucionais da Vivo, apresentou a estrutura do Fust, cujos recursos devem ser direcionados à expansão e adequação das redes de telecomunicações, às escolas públicas rurais e à transformação digital dos serviços públicos.

Para o cumprimento de políticas públicas de telecom, o Fundo prevê um Conselho Gestor composto por representantes do Governo Federal, grandes e pequenas operadoras e membros da sociedade civil, para aprovar diretrizes, critérios e prioridades para aplicação dos recursos em projetos, iniciativas e propostas.

Desse modo, os membros da Associação seguem analisando as possibilidades de apresentação de projetos-piloto junto a parceiras institucionais e o próprio Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), visando promover a habilitação da conectividade por meio do 4G em 700MHz.

O uso do Fundo pode acelerar a revolução digital em áreas rurais para aplicação de tecnologias que assegurem o ciclo virtuoso de crescimento constante da produtividade e sustentabilidade do agronegócio brasileiro.