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Resiliência climática no agronegócio: 5 formas como a conectividade pode auxiliar neste processo

Nos últimos anos, eventos climáticos extremos têm causado impactos devastadores nas lavouras e na vida das pessoas. Essas catástrofes ressaltam a importância de fortalecer a resiliência climática no agronegócio.

Um exemplo recente é as enchentes do Rio Grande do Sul, que afetou cerca de 425 das 497 cidades do estado e impactou mais de 1,400 milhão de pessoas, segundo a Defesa Civil.

As zonas de calamidades se estenderam também às regiões agrícolas, gerando prejuízos para a economia do Rio Grande do Sul e para o abastecimento de diversos estados brasileiros, uma vez que as lavouras foram altamente danificadas. Outro ponto de atenção é a segurança alimentar da população, que pode ser comprometida.

Pensando neste contexto, estratégias e iniciativas para nos adaptarmos às mudanças climáticas são mais do que urgentes, inclusive no agro. Mas como a conectividade pode auxiliar nesse processo?

Neste artigo, exploraremos a importância do clima na produção agrícola, o conceito de resiliência climática e cinco formas como a conectividade pode promover essa resiliência nas fazendas. Boa leitura!

Qual a importância do clima na produção do agronegócio?

 Os produtores rurais sempre estiveram de olho nas previsões do tempo. Afinal, o clima é um fator crucial para o sucesso das atividades agrícolas. A previsibilidade de um calendário agrícola e o estudo sobre temperaturas adequadas, chuvas regulares e a ausência de eventos extremos são condições essenciais para o crescimento saudável das plantações e a produtividade das fazendas.

Mulher trabalhando com resiliência climática

Créditos: pikisuperstar | Freepik

No entanto, mudanças climáticas têm alterado esses padrões, trazendo desafios como secas prolongadas, enchentes e tempestades mais frequentes e intensas. Esses eventos não apenas afetam a quantidade e a qualidade das colheitas, mas também aumentam os custos de produção e reduzem a segurança alimentar.

O relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) ilustra o contexto: as mudanças climáticas geraram mais de U$3,8 trilhões em prejuízo entre 1991 e 2021. Ou seja, é hora de agirmos a favor da sustentabilidade!

O que é resiliência climática?

Resiliência climática refere-se à capacidade de um sistema, comunidade ou setor de se adaptar, resistir e recuperar-se de impactos adversos causados por mudanças climáticas.

No contexto do agronegócio, isso significa implementar práticas e tecnologias que permitam aos produtores minimizar os danos causados por eventos climáticos extremos, adaptar-se às novas condições climáticas e manter a produtividade.

A resiliência climática é fundamental para garantir a sustentabilidade e a viabilidade econômica das atividades agrícolas a longo prazo.

A matéria do AgroMais pontua muito bem os impactos climáticos no agro e como sua adaptação é importante:

Como a conectividade promove a resiliência climática nas fazendas?

A conectividade, por meio da internet e de tecnologias digitais, desempenha um papel vital na promoção da resiliência climática nas fazendas. Aqui estão cinco formas como isso ocorre:

1. Monitoramento climático em tempo real

Com acesso à internet, os produtores podem utilizar sistemas de monitoramento climático que fornecem dados em tempo real sobre condições meteorológicas, umidade do solo e outros fatores ambientais.

As informações permitem tomar decisões informadas e oportunas, como ajustar a irrigação ou proteger as plantações de tempestades iminentes, minimizando os impactos negativos do clima.

2. Gestão eficiente de água

A conectividade possibilita o uso de tecnologias de irrigação inteligentes que otimizam o uso da água, ajustando automaticamente a quantidade necessária com base em dados climáticos e do solo.

Isso é especialmente importante em períodos de seca, ajudando a conservar recursos hídricos e garantir que as plantações recebam a quantidade ideal de água.

3. Previsão e modelagem climática

Ferramentas de previsão e modelagem climática avançadas permitem que os agricultores antecipem mudanças nas condições meteorológicas e planejem suas atividades agrícolas de acordo.

Com tais tecnologias, os produtores podem ajustar calendários de plantio, aplicar tratamentos preventivos contra pragas e doenças, e tomar medidas proativas para proteger suas lavouras.

4. Adoção de práticas agrícolas sustentáveis

A internet oferece acesso a uma vasta gama de informações e recursos sobre práticas agrícolas sustentáveis que promovem a resiliência climática.

Produtores conectados podem aprender e implementar técnicas como a rotação de culturas, o plantio direto e o uso de variedades de plantas mais resistentes às mudanças climáticas, melhorando a saúde do solo e a produtividade a longo prazo.

5. Conexão com redes de suporte e colaboração

A conectividade permite que os agricultores se conectem com redes de suporte, incluindo outros produtores, pesquisadores, instituições governamentais e organizações não governamentais.

Essa colaboração facilita a troca de conhecimentos, o acesso a novas tecnologias e a obtenção de assistência em momentos de crise, fortalecendo a resiliência das comunidades agrícolas.

Desafios e perspectivas para resiliência climática no agronegócio

Embora a conectividade ofereça inúmeros benefícios para a promoção da resiliência climática, ainda há desafios a serem superados.

No Brasil, somente 37% dos imóveis rurais brasileiros têm cobertura 4G e 5G em toda área de uso agropecuário, segundo pesquisa realizada pela ConectarAGRO. Ainda, apenas 19% da área disponível para uso agrícola no Brasil tem cobertura 4G e 5G, com maior concentração no sul e sudeste brasileiro.

Por isso, o principal propósito da Associação é promover a conectividade no campo a partir de tecnologias interoperáveis e acessíveis à comunidade rural.

Quer saber mais sobre sustentabilidade no agronegócio? Visite nossos posts no Blog!

Pecuária 4.0 aumenta resultados em produção de leite — confira!

Homem trabalhando em produção de leite

A produção de leite no Brasil é uma atividade crucial para a economia e a alimentação do país, tornando-se um dos principais produtos do agronegócio e sobretudo uma fonte de proteínas na dieta alimentar da população. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) até criou o Dia Mundial do Leite, comemorado em 1º de junho, para destacar a sua importância!

Fato é que a pecuária leiteira tem se transformado, incorporando inovações que aumentam a eficiência e a produtividade. Graças a esses fatores, nosso país é um dos principais países produtores de leite.

Neste artigo, vamos explorar como as tecnologias da pecuária 4.0 estão revolucionando a produção de leite, melhorando os resultados para os produtores.

Cenário da produção de leite brasileira

Desde a década de 1990, o Brasil despontou como um dos principais produtores agrícolas do mundo. No setor lácteo, não é diferente. Segundo a FAO, o país é um dos principais responsáveis pela produção leiteira, ficando atrás apenas da Índia, Estados Unidos e China.

Por sua vez, a cadeia produtiva do leite se distribui por diferentes partes do território nacional. Em 2023, as Regiões Sul e Sudeste foram responsáveis, cada uma, por 34% do total de leite produzido, seguidas pelas Regiões Nordeste (17%), Centro-Oeste (11%) e Norte (5%). Os dados são do Centro de Inteligência do Leite (CILeite) da Embrapa, publicados no Agro Estadão.

 

Créditos: Senivpetro | Freepik

Para se ter ideia, a produtividade média brasileira é de 2.280 litros/vaca, excedendo a produtividade média de 2.660 litros de leite por vaca. Segundo a Embrapa, algumas microrregiões das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste estão bem acima da média mundial (4.560 litros/vaca), sendo comparadas à Nova Zelândia, o maior exportador de lácteos do mundo.

Um dos fatores para o sucesso da produção de leite no Brasil é o processo acelerado de adoção de tecnologias, com objetivo de expandir os ganhos de produtividade e aumentar a competividade.

Pecuária 4.0 fortalece a produção de leite

A nova era da pecuária, chamada de pecuária 4.0, integra tecnologias avançadas para otimizar a produção de leite, desde a gestão da alimentação até a saúde dos animais. Além disso ela engloba o uso de tecnologias digitais, como Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial (IA), big data e automação, para criar um sistema de produção mais eficiente, sustentável e lucrativo.

A matéria abaixo realizada pela Band TV demonstra como a produção de leite cresce com a tecnologia:

Abaixo, destacamos algumas dessas tecnologias e como elas contribuem para aumentar os resultados na produção de leite.

1. Monitoramento de saúde animal

Com sensores de saúde, os produtores podem monitorar em tempo real o bem-estar das vacas. Os dispositivos rastreiam sinais vitais, detectam doenças precocemente e permitem intervenções rápidas. Isso resulta em uma redução das perdas de produção e melhoria na qualidade do leite.

2. Sistemas de alimentação automatizados

A nutrição adequada é essencial para a produção de leite de alta qualidade. Sistemas de alimentação automatizados garantem que as vacas recebam a quantidade e a qualidade certa de alimento, ajustando as dietas conforme necessário. Tal implementação não apenas aumenta a produção de leite, mas também melhora a saúde dos animais.

3. Ordenha robotizada

A ordenha automatizada é uma das inovações mais significativas na pecuária leiteira. Robôs de ordenha permitem um processo eficiente e higiênico, reduzindo o estresse dos animais e aumentando a quantidade de leite produzido. Além disso, os robôs coletam dados sobre a produção de cada vaca, permitindo um gerenciamento mais preciso.

4. Gestão de dados e análise

Softwares de gestão de dados permitem que os produtores analisem informações sobre a produção, alimentação, saúde e reprodução das vacas. A análise desses dados ajuda a identificar padrões e tomar decisões informadas para melhorar a eficiência e a produtividade.

Em resumo, a no Brasil está em um ponto de transformação, melhorando a qualidade do leite e promovendo a sustentabilidade no agronegócio a níveis internacionais. Ou seja, para os produtores, investir em tecnologia é essencial para permanecer competitivo e atender às demandas do mercado global.

E você, já utiliza ou pensa em implementar alguma dessas tecnologias em sua produção? Conta para a gente!

Conheça o Indicador de Conectividade Rural da ConectarAGRO!

Homem utilizando o Indicador de Conectividade Rural no campo

A agricultura moderna está cada vez mais integrada com a tecnologia, impulsionando a produtividade e a eficiência dos processos agrícolas. No entanto, um dos principais desafios enfrentados pelos produtores rurais é a conectividade, especialmente em áreas remotas.

Neste contexto, o Indicador de Conectividade Rural (ICR), lançado recentemente pela ConectarAGRO, surge como uma ferramenta crucial para avaliar e melhorar a infraestrutura de comunicação nas zonas rurais, impulsionando o desenvolvimento sustentável do setor agrícola.

Pensando nisso, vamos apresentar para você o que é o ICR, para que serve e de que forma ele pode impactar positivamente a população rural! Vamos nessa?

Agricultura digital é a resposta para a produtividade agrícola, mas ainda enfrenta desafios
Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a produtividade da agricultura é fundamental para atender à demanda mundial crescente por alimentos e preservar os recursos naturais.

Nesse sentido, a agricultura 4.0 é uma verdadeira aliada para intensificar a produção e rentabilidade da produção agropecuária. O uso de sensores e tecnologias embarcadas, aliado à disponibilização de informações em tempo real e análise automatizada de dados aumenta a eficiência do uso de recursos e das operações de máquinas agrícolas.

 A evolução digital no campo também contribui para a sustentabilidade, reduzindo o uso de recursos naturais e minimizando o impacto ambiental por meio da menor emissão de efluentes.

Pessoa utilizando o Indicador de Conectividade Rural

Créditos: Freepik

 O acesso rápido e confiável à internet possibilita o monitoramento em tempo real das condições climáticas, controle preciso da irrigação e utilização de sistemas de informações geográficas para a tomada de decisões estratégicas. Isso resulta em colheitas mais eficientes, redução de perdas e maior previsibilidade na produção.

Além disso, sites com informações confiáveis de mercado, a troca de informações através de redes sociais e os serviços de compra e venda online também viabilizam a redução de custos, acesso a mercados, obtenção de preços mais favoráveis para a produção agrícola.

Apesar disso, a conectividade rural ainda é um desafio urgente para garantir a inclusão digital e econômica dos agricultores de todas as regiões do país. Afinal, sem o sinal de rede, os produtores deixam de aproveitar o real potencial das máquinas e os dados que poderiam alavancar o sucesso da safra.

O que é o Indicador de Conectividade Rural?

 

Um dos principais pilares para o fomento à conectividade no campo brasileiro é a consolidação de dados para auxiliar tomadas de decisões, investimentos e implementações nas regiões que mais precisam da internet rural.

Com esse objetivo, a ConectarAGRO lançou recentemente o seu Indicador de Conectividade Rural (ICR).Realizado em parceria com a Universidade Federal de Viçosa, ajuda a identificar as regiões que mais necessitam de investimentos em conectividade, impulsionando o desenvolvimento socioeconômico dessas áreas.

O Indicador de Conectividade Rural (ICR) oferece uma visão abrangente da infraestrutura e serviços de telecomunicações disponíveis em cada município do Brasil. Utilizando metodologias testadas cientificamente, o ICR engloba diferentes critérios que compõem a demanda por conectividade rural, incluindo aspectos de produção, indicadores sociais, ambientais e de infraestrutura.

Print do Indicador de Conectividade Rural
Diferente de outros índices de conectividade, o ICR se concentra exclusivamente na mensuração da conectividade das áreas rurais, fornecendo uma avaliação precisa e detalhada das necessidades de cada região, baseado em bases de dados públicos disponibilizados.

Para se ter ideia, a média do ICR por município ao nível nacional é apenas de 0,4544, numa escala variável que vai de 0 a 1. Quanto mais perto de 1, melhor a conectividade naquele município.

Hoje, somente 37% dos imóveis rurais brasileiros têm cobertura 4G em toda área de uso agropecuário. Além disso, apenas 19% da área disponível para uso agrícola no Brasil tem cobertura 4G, com maior concentração nas regiões sul e sudeste do Brasil.

 

Para que o Indicador de Conectividade Rural serve?

O Indicador de Conectividade Rural da ConectarAGRO vai além de simplesmente mensurar a conectividade rural. Ele é uma ferramenta para impulsionar avanços estruturais e coletivos no Brasil.

Ao oferecer uma visão da conectividade rural, o Indicador possibilita a criação e implementação de políticas públicas para o setor agrícola, aumentando a produtividade e facilitando o acesso a serviços essenciais como saúde e educação.

Além disso, o ICR pode ser utilizado como um guia para empresas privadas direcionarem seus investimentos em infraestrutura e serviços nas regiões que mais precisam, impulsionando a prosperidade econômica e social através das tecnologias digitais. Ou seja, este processo gera uma série de benefícios ao agricultor, como:

  • Acesso a informações e tecnologias agrícolas avançadas para aumentar a eficiência, produtividade e rentabilidade.
  • Tomadas de decisões informadas e seguras acerca do mercado agrícola.
  • Oportunidades de mercado ampliadas através do comércio digital.
  • Maior resiliência às adversidades climáticas e econômicas com a adoção de práticas sustentáveis e inovação tecnológica.
  • Melhoria na comunicação e acesso a serviços essenciais como saúde, segurança, educação e assistência técnica.
  • Inclusão digital e oportunidades de aprendizado contínuo para agricultores e suas comunidades.

Quer conferir o nível de conectividade de cada município do Brasil, incluindo o seu? Acesse o Indicador de Conectividade Rural da ConectarAGRO e descubra agora mesmo!

Calendário agrícola 2024: veja o que plantar em cada mês!

Saber o que vai plantar em qual período é uma das condições fundamentais para os agricultores garantirem o sucesso de safra. Nesse sentido, o calendário agrícola é uma fonte de informação fundamental para o planejamento eficiente das atividades no campo.

Com base em dados climáticos, safras anteriores e tecnologias modernas, a utilização desse cronograma agrícola permite o produtor otimizar suas plantações e colheitas, garantindo maior produtividade e qualidade dos produtos agrícolas.

Neste artigo, vamos te ajudar a entender o calendário agrícola e quais as melhores épocas para cada cultura em 2024! Vamos lá?

Como funciona o calendário agrícola?

O calendário agrícola é uma das bases do planejamento de safra, que consiste no estudo e organização de cada passo de um plantio, desde a etapa de preparo do solo e semeadura até a logística para os parceiros.

Esse cuidado é fundamental para o sucesso da safra. Afinal, plantar determinada cultura em regiões com características climáticas adversas e até mesmo nas épocas erradas provavelmente resultará em desperdícios de recursos e perdas financeiras, não é mesmo?

Por isso, entender o ambiente no qual você está iniciando a plantação é de grande importância para o desenvolvimento saudável e rentável da safra. Ou seja, é a natureza que influenciará na decisão sobre qual a melhor cultura a investir naquele solo.

Vale mencionar que o calendário agrícola leva em conta a precipitação anual, o início e término da estação das chuvas, bem como a variação de temperatura. O zoneamento agrícola, velocidade do vento e umidade do ar também são variáveis para o produtor rural ter uma plantação produtiva e eficiente.

Além disso, aspectos como a qualidade do produto, tipos de grãos e sua adaptação também são marcadores fundamentais para o calendário agrícola que guiará os agricultores.

Confira essa reportagem sobre a importância de saber o que plantar em cada época de plantar e seu clima-tempo:

O uso de tecnologias de agricultura de precisão, habilitadas pela conectividade no campo e o 4G em 700MHz, podem ser grandes aliadas nesta empreitada, garantindo processos assertivos e maior previsibilidade para tomadas de decisões.

Calendário agrícola na prática: o que deve ser plantado em cada mês?

Com base nas informações anteriores da Conab, o calendário agrícola de 2024 aponta que as perspectivas de safra variam de acordo com as regiões e as culturas predominantes.

No início do ano, são geralmente recomendados cultivos de verão, como milho, soja e feijão. À medida que as estações mudam, as opções de plantio também se ajustam, incluindo culturas de inverno, como trigo, aveia e cevada.

Trator agrícola realizando  atividade
Créditos: Olhar Digital | Reprodução

Veja abaixo um resumo do que deve ser plantado em cada mês, de acordo com as condições climáticas típicas:

Janeiro

  • Centro-Oeste: Algodão, arroz, feijão, milho;
  • Norte: Algodão, arroz, guaraná, soja, sorgo;
  • Nordeste: Algodão, arroz, feijão, amendoim, milho, soja, sorgo;
  • Sudeste: Feijão, milho;
  • Sul:Feijão, milho, sorgo.

Fevereiro

  • Centro-Oeste: Algodão, tomate, feijão, girassol, milho, sorgo
  • Nordeste: Algodão, arroz, feijão, amendoim, manga, milho, sorgo
  • Norte: Algodão, arroz, feijão, milho, soja, sorgo
  • Sudeste: Feijão, cebola, amendoim, milho, sorgo
  • Sul:Feijão, milho

Março

  • Centro-Oeste: Feijão, girassol, milho, sorgo, aveia
  • Nordeste: Algodão, amendoim, mandioca, milho, sorgo
  • Norte:Arroz, feijão, milho, soja
  • Sudeste: Algodão, alho, feijão, amendoim, girassol, milho, sorgo, trigo
  • Sul:Milho

Abril

  • Centro-Oeste: Girassol, sorgo, aveia, trigo
  • Nordeste: Algodão, feijão, girassol, sorgo
  • Norte:Amendoim, arroz, feijão, milho, soja
  • Sudeste: Batata, feijão, girassol, sorgo, trigo
  • Sul: Aveia, erva-mate, feijão, milho, trigo

Maio

  • Centro-Oeste: Aveia, trigo
  • Nordeste: Algodão, feijão, girassol, sorgo
  • Norte:Amendoim, feijão, milho, soja
  • Sudeste: Trigo, feijão, trigo
  • Sul:Feijão, aveia, trigo

Junho

  • Centro-Oeste: Trigo
  • Nordeste: Algodão, feijão
  • Norte: Soja
  • Sudeste: Feijão
  • Sul: Aveia, trigo

Julho

  • Nordeste: Feijão
  • Norte:Milho
  • Sudeste: Ameixa, pêssego, uva, feijão
  • Sul: Ameixa, uva, aveia, trigo

Agosto

  • Nordeste: Fumo
  • Norte: Milho, feijão, trigo
  • Sudeste: Tomate, milho
  • Sul: Feijão, fumo, milho, tomate, girassol, milho

Setembro

  • Centro-Oeste: Arroz, feijão, mandioca, milho, soja
  • Nordeste: Cana-de-açúcar
  • Norte: Mandioca, feijão, milho, trigo
  • Sudeste: Amendoim, arroz, mandioca, milho
  • Sul: Amendoim, arroz, café, feijão, soja, girassol, milho

Outubro

  • Centro-Oeste: Cana-de-açúcar, arroz, feijão, milho, soja, milho
  • Nordeste: Arroz, feijão, milho, soja, milho
  • Norte: Arroz, feijão, milho, soja
  • Sudeste: Algodão, arroz, amendoim, café, cana-de-açúcar, cítricos, feijão, milho, soja
  • Sul: Cítricos, amendoim, feijão, girassol, milho, soja, sorgo

Novembro

  • Centro-Oeste: Algodão, amendoim, arroz, milho, soja
  • Nordeste: Algodão, arroz, girassol, milho, soja, sorgo
  • Norte: Arroz, feijão, milho, soja
  • Sudeste: Algodão, arroz, amendoim, milho, soja
  • Sul: Amendoim, feijão, milho, soja, sorgo

Dezembro

  • Centro-Oeste: Arroz, milho, soja
  • Norte: Algodão, arroz, milho, soja, sorgo
  • Nordeste: Algodão, arroz, uva, girassol, milho, soja, sorgo
  • Sudeste: Algodão, arroz, amendoim, milho, soja
  • Sul: Maçã, amendoim, feijão, milho, soja, sorgo

Conectividade no campo auxilia no calendário agrícola

Como falamos anteriormente, a conectividade no campo é chave para o sucesso do calendário agrícola. Com o acesso a tecnologias como internet rural, drones, sensores e sistemas de gestão agrícola, os agricultores podem monitorar de perto as condições do solo, clima e das plantações, tomando decisões mais precisas e rápidas em cada etapa do processo.

Além disso, a conectividade permite a integração de dados e informações em tempo real, facilitando o compartilhamento de conhecimentos e melhores práticas entre os agricultores, cooperativas e instituições de pesquisa.

Por isso, a ConectarAGRO tem o principal objetivo de fomentar a conectividade em áreas remotas e rurais, focando a prosperidade econômica de toda a cadeia agrícola e na qualidade de vida da população!

Em resumo, o calendário agrícola de 2024 é uma ferramenta essencial para o sucesso das atividades agrícolas, e a conectividade no campo é um aliado poderoso para sua implementação eficiente e produtiva.

Esteja preparado para uma safra de sucesso em 2024, utilizando as melhores práticas do calendário agrícola e aproveitando ao máximo as vantagens da tecnologia no campo!

Fato ou fake: 4 mitos e verdades sobre drones agrícolas!

Drone agrícola sobrevoando campo

Nos últimos anos, os drones agrícolas têm se tornado uma ferramenta indispensável para os agricultores que buscam maximizar sua produtividade e eficiência.

Com sua crescente popularidade, surgem também muitos mitos e concepções errôneas sobre o seu verdadeiro impacto e utilidade no campo.

Neste artigo, vamos desmistificar quatro ideias equivocadas comuns sobre os drones agrícolas, revelando a verdade por trás dessa tecnologia inovadora. Bora lá?

O que os drones agrícolas fazem no campo?

Antes de explorarmos os mitos e verdades sobre os drones agrícolas, é importante entendermos suas funções essenciais no campo.

Os drones agrícolas são aeronaves não tripuladas equipadas com câmeras e sensores especiais, capazes de sobrevoar áreas extensas de cultivo de forma autônoma. Eles fornecem aos agricultores dados valiosos e imagens de alta resolução, permitindo uma análise detalhada das condições das plantações, como saúde das plantas, distribuição de nutrientes, detecção de pragas e muito mais.

Com essas informações em mãos, os agricultores podem tomar decisões mais informadas e precisas para otimizar o manejo de suas lavouras.

Os resultados já são altamente comprovados. Pesquisas da Embrapa apontam que o uso de drones para o monitoramento da cobertura e altura de pastagens alcança cerca 66% de acurácia. Dessa forma, a ferramenta de sensoriamento remoto aumenta a eficiência da agropecuária, com otimização do tempo, produtividade do trabalho no campo e ampliação da capacidade de observação da produção rural.

A agricultura de precisão também é de ótimo desempenho na etapa da pulverização. Alguns robôs, como o Sprayer,mantém as lavouras limpas, livres de plantas invasoras e asseguram uma produção sustentável desde o pré-plantio até a colheita. A tecnologia robótica também é capaz de controlar as plantas de daninhas, evitando sua disseminação e competição por nutrientes com a cultura alvo.

Mitos e verdades sobre os drones agrícolas — confira!  

  1. “Drones agrícolas são apenas um modismo tecnológico”

Mito: Embora os drones agrícolas possam parecer uma novidade passageira para alguns, sua utilidade e eficácia são comprovadas por inúmeros estudos e casos de sucesso na agricultura moderna, como pontuamos acima.

Essas ferramentas revolucionárias oferecem aos agricultores uma visão sem precedentes de suas operações, permitindo o monitoramento detalhado das plantações e a identificação precoce de problemas.

Além disso, a constante evolução da tecnologia dos drones agrícolas, com melhorias em sensores e algoritmos de análise de dados, demonstra que eles vieram para ficar como uma ferramenta indispensável na agricultura de precisão.

  1. “Drones agrícolas é um investimento com grandes retornos financeiros e produtivos”

 Verdade: Inicialmente, o investimento em drones agrícolas pode representar um desafio financeiro para pequenos produtores. No entanto, é importante considerar os benefícios a longo prazo que essas tecnologias podem proporcionar.

Com a redução dos custos de produção, aumento da eficiência e otimização do uso de insumos, os drones agrícolas têm o potencial de gerar um retorno significativo sobre o investimento, mesmo para agricultores de menor escala.

Cada vez mais empresas estão oferecendo serviços de aluguel de drones ou soluções de compartilhamento, tornando essa tecnologia mais acessível para todos os tipos de produtores.

  1. “Drones agrícolas são difíceis de operar e requerem treinamento especializado”

 Mito: Embora a operação de drones agrícolas exija algum treinamento e familiaridade com a tecnologia, os avanços na interface de usuário e nos sistemas de controle tornaram essa tarefa muito mais acessível para os agricultores.

Muitos fabricantes oferecem treinamento básico e suporte técnico para ajudar os usuários a se familiarizarem com suas aeronaves.

Créditos: Freepik

Além disso, existem cada vez mais cursos e recursos disponíveis online para aqueles que desejam aprimorar suas habilidades de pilotagem e análise de dados. Com um pouco de prática e dedicação, os agricultores podem dominar facilmente o uso de drones agrícolas em suas operações diárias.

  1. “Drones agrícolas são utilizados apenas para combater pragas e doenças na lavoura”

Mito: Embora seja verdade que os drones agrícolas desempenham um papel importante na detecção e monitoramento de pragas e doenças nas lavouras, sua utilidade vai muito além disso.

Os drones agrícolas são ferramentas multifuncionais que podem ser empregadas em diversas etapas do ciclo de produção agrícola.

Além de auxiliar no combate a pragas e doenças, eles também são utilizados para mapeamento de áreas, monitoramento do crescimento das plantas, aplicação precisa de fertilizantes e defensivos agrícolas, irrigação de precisão, análise de nutrientes do solo e muito mais.

Sua capacidade de sobrevoar grandes extensões de terra de forma rápida e eficiente os torna uma ferramenta versátil para uma variedade de aplicações na agricultura de precisão.

Ao desmistificar os mitos e esclarecer as verdades sobre essa tecnologia, esperamos que mais produtores possam aproveitar todo o potencial dos drones agrícolas para impulsionar a produtividade e sustentabilidade de suas lavouras.

Quer saber mais sobre como a conectividade digital está impulsionando a agricultura de precisão? Não deixe de visitar o Blog ConectarAGRO!

PIB agropecuário brasileiro registra aumento de 16%. Qual a sua relação com a agricultura digital?

O Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário do Brasil alcançou um aumento notável de 16% em 2023, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atingindo um valor total de R$ 677,6 bilhões. Os números impulsionaram o resultado total do PIB brasileiro a um crescimento de 2,9% no mesmo período.

Entretanto, o Brasil nem sempre foi sinônimo de progresso no setor agrícola. Durante os anos 1950 e 1960, o setor enfrentou desafios significativos, como escassez de inovação e de informação, além de produções ineficientes por falta de pesquisas e políticas direcionadas. É o que pontua a Embrapa em seu especial “Trajetória do agronegócio brasileiro”.

No entanto, o desenvolvimento tecnológico e a intensificação de pesquisas desde a década de 1970 — com a própria fundação da Embrapa —, bem como a adoção da agricultura digital nos últimos anos passaram a impulsionar a produtividade e eficiência no campo.

A reestruturação digital do campo, habilitada pela conectividade do 4G em 700MHz, engloba uma variedade de soluções inovadoras desenvolvidas por empresas de diferentes ramos e pela colaboração com instituições de pesquisa.

Por meio de maquinários altamente equipados e de sistemas de monitoramento, análise de dados e automação, os agricultores brasileiros estão revolucionando a como cultivam a terra.

Sensores instalados em campos coletam informações sobre solo, umidade, temperatura e outros parâmetros,permitindo uma gestão mais precisa das lavouras. Com base nessas informações, os agricultores podem ajustar a irrigação, aplicar fertilizantes de maneira mais eficiente e monitorar o desenvolvimento das plantas, aumentando assim a produtividade e reduzindo os custos de produção.

Além disso, a agricultura digital também está transformando a logística agrícola. Sistemas de rastreamento e gestão de frota permitem um transporte mais eficiente dos produtos do campo para o mercado, reduzindo os custos de transporte e minimizando as perdas durante o processo.

Contudo, o desafio ainda persiste. Apesar dos avanços alcançados com a agricultura digital, a falta de conectividade no campo continua sendo uma barreira significativa para a adoção generalizada dessas tecnologias.

Enquanto as sedes das fazendas podem desfrutar de acesso à internet e cobertura de redes móveis, muitas áreas rurais ainda enfrentam problemas de conectividade. A falta de infraestrutura de telecomunicações nessas regiões dificulta a implementação de soluções digitais, limitando o potencial de crescimento e inovação do setor agrícola.

A conectividade é essencial para garantir que os agricultores possam acessar e utilizar plenamente as tecnologias digitais disponíveis. Sem uma conexão confiável à internet, os benefícios da agricultura digital permanecem inacessíveis e mesmo subutilizados.

Para superar esse desafio, são necessários investimentos significativos em infraestrutura de telecomunicações, incluindo a expansão da cobertura de redes móveis, objetivo principal de fomento da nossa Associação.

Além disso, políticas pulicas que incentivem o desenvolvimento de soluções de conectividade específicas para o campo são fundamentais. Isso inclui parcerias entre o governo e instituições de pesquisa para identificar e implementar as melhores práticas em conectividade rural.

À medida que o Brasil reforça sua posição como líder global no agronegócio, é crucial que a questão da conectividade no campo seja abordada de forma proativa e abrangente. Somente assim poderemos garantir que os benefícios da agricultura digital sejam amplamente acessíveis a todos os agricultores brasileiros, promovendo um crescimento sustentável e inclusivo do setor agrícola do país.

4 benefícios da internet rural para sua propriedade

Num cenário em que a tecnologia é a lavoura fértil para inovações, a internet rural emerge como a semente que transforma as fazendas e sítios em verdadeiros espaços eficiência agrícola.

Os números reforçam essa tese: segundo dados apresentados pela Abimaq e CNA, a ampliação da cobertura por internet no campo pode aumentar o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária brasileira em quase 10% ao ano e gerar R$ 100 bilhões adicionais aos produtores.

Mas afinal, de que modo a sua internet rural pode impactar a sua propriedade rural em específico? De que forma ela pode te ajudar a aumentar a produção agrícola? Neste artigo, discutiremos os principais benefícios dessa tecnologia e qual a melhor opção!

Vamos juntos!

O que é internet rural?

A internet rural é um tipo de conexão à internet projetada especificamente para atender às necessidades de áreas afastadas das regiões urbanas, como chácaras, sítios e fazendas.

Em contraste com as áreas urbanas, onde as tecnologias de conectividade são amplamente acessíveis, as regiões rurais frequentemente enfrentam desafios de infraestrutura que tornam o acesso à internet mais difícil.

Para viabilizar a internet nessas localidades, são empregadas tecnologias de alcance mais amplo, adaptadas às condições geográficas específicas de cada região rural. Isso pode incluir a utilização de diferentes tipos de conexão, como rádio, satélite, ou tecnologias móveis como 3G/4G.

O objetivo principal da internet rural é superar as barreiras geográficas, proporcionando conectividade para impulsionar a eficiência nas atividades agrícolas, conhecidas como agricultura digital, e facilitar o acesso à informação nessas áreas remotas.

Qual a importância da internet rural?

O sinal de internet rural permite mais do que a comunicação de mensagens via WhatsApp ou redes sociais, sabia?

Quando associada à agricultura digital, a conectividade é uma grande facilitadora para interligar toda a cadeia produtiva e expandir os resultados com qualidade, menores custos e com pouco impacto no meio ambiente.

Na prática, a internet rural estará presente no planejamento da cultura, possibilitando avaliações climáticas e dolo. Tecnologias conectadas, como sensoriamento remoto, drones e colhedores inteligentes, auxiliarão no acompanhamento de toda a safra, resolvendo rapidamente problemas que podem acometer a qualidade da produção.

A análise de dados, computação em nuvem e o monitoramento por dispositivos móveis também contribuem para a avaliação da safra, processamento e comercialização.

Em resumo, a internet rural está presenta em cada uma das etapas cotidianas da sua propriedade! Ela pode te ajudar a automatizar tarefas e auxiliar na tomada de decisões mais informadas, sempre baseadas em dados e fatos. 

Quais os principais benefícios da internet rural para sua propriedade?

Os impactos da internet rural são evidentes e já são sentidos por muitos agricultores porteira afora do Brasil, uma vez que a tecnologia permite uma série de atividades.

Não por acaso, uma pesquisa científica defendida na Universidade de Brasília revelou que mais de 95% dos produtores rurais entrevistados utilizam softwares e aplicativos de operações bancárias.

Na mesma linha, 90% dos respondentes utilizam algum tipo de programa para manejo, enquanto mais de 70% dos produtores utilizam aplicativos para gestão de propriedades.

Internet rural sendo utilizada para analisar plantação.

Você pode estar se perguntando o que leva uma grande quantidade de produtores investir de fato em internet rural, não é mesmo? O fato é que muitos são os benefícios dessa tecnologia, entre eles:

  1. Conveniência e praticidade

  • Facilita a realização de transações bancárias online.
  • Permite a compra de insumos agrícolas e equipamentos de forma remota.
  • Agiliza o acesso a informações meteorológicas para o planejamento de atividades no campo.
  1. Gestão da fazenda

  • Possibilita o monitoramento remoto de equipamentos e sistemas agrícolas.
  • Facilita a gestão de estoques e inventário de insumos.
  • Viabiliza a comunicação eficiente entre diferentes setores da propriedade.
  1. Aumento de produtividade e retorno financeiro

  • Permite a utilização de tecnologias avançadas, como drones e sensores, para monitoramento e gestão de culturas.
  • Facilita o acesso a dados em tempo real, otimizando a tomada de decisões durante o ciclo agrícola.
  • Integra sistemas de automação, contribuindo para operações mais eficientes e econômicas.
  1. Acesso a serviços de saúde, educação e entretenimento

  • Facilita o acesso à educação online para proprietários e trabalhadores rurais.
  • Proporciona entretenimento, como streaming de vídeos e músicas, melhorando a qualidade de vida.
  • Viabiliza o acesso a serviços básicos, como telemedicina e atendimento remoto, especialmente importante em regiões distantes de centros urbanos

Qual a melhor internet para zona rural?  

Agora, vamos falar de algo prático: como escolher a melhor internet para a sua propriedade rural. Entre elas, há as seguintes opções:

  • Rádio: Se sua propriedade está fora do alcance do cabeamento tradicional, o rádio, com suas ondas de radiofrequência e torres de transmissão, pode ser a solução.
  • Satélite: Com altas taxas de transferência de dados, a comunicação via satélite é uma opção robusta, garantindo conectividade mesmo em áreas remotas.
  • 3G/4G: Roteadores com conexão via modem, USB ou cartões SIM tornam a tecnologia 3G/4G uma escolha versátil, especialmente em áreas afastadas dos centros urbanos.

A ConectarAGRO compreende que a tecnologia 4G é a mais aderente para áreas rurais. Com o propósito de impulsionar essa conectividade nas áreas remotas brasileiras, a Associação visa estabelecer o padrão 4G em 700MHz como uma base sólida para a transformação digital no agronegócio, especialmente de pequeno a médio porte.

Concluindo, investir na internet rural é mais do que uma decisão estratégica; é um passo decisivo para potencializar a agricultura digital em sua propriedade. E você, está preparado para transformar a sua jornada agrícola, e conectar o campo ao futuro? Continue acompanhando nosso blog!

Confira as tendências do agronegócio para 2024!

Tendências do agronegócio para 2024

O agro é um dos pilares fundamentais da economia global, e sua dinâmica influencia não apenas o mercado, mas também a vida de bilhões de pessoas ao redor do mundo. Por isso, especialistas e agricultores já estão de olho nas perspectivas e tendências do agronegócio para 2024.

Marcado pela intensificação de eventos climáticos e a necessidade de alimentar uma população mundial crescente, o futuro da agricultura será digital, conectado e sustentável.

Neste artigo, vamos apresentar um panorama do mercado  e quais são as tendências que moldarão o agronegócio em 2024.

Vamos lá?

Perspectivas para a safra 2023/2024 são positivas, mas também desafiadoras

Para compreender as tendências do agronegócio em 2024, é fundamental analisar dados e pesquisas recentes conduzidas por entidades do setor.

De acordo com relatórios da Companhia Nacional de Abastecimento, prevê-se uma produção de 317,5 milhões de toneladas em grãos, tornando-se a 2ª maior safra da história do Brasil.

A soja deverá atingir uma produção estimada em 162,4 milhões de toneladas, com um crescimento de 2,8% na área a ser semeada, o que ainda consolida o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. No caso do arroz, há expectativa de crescimento de 5,2% na área que está sendo semeada e produção de 10,8 milhões de toneladas.

 

Maquinário em campo no pôr do sol

Créditos: Bedney Images —  Freepik

Já o relatório do Rabobank Brasil indica uma queda de preços dos agroquímicos e insumos, após os reflexos negativos da pandemia e da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Apesar disso, os dados trazem alguns desafios para os produtores rurais, como secas e enchentes causadas pelo fenômeno climático do El Nino e o aumento da temperatura média global.

Acompanhado das discussões finais na COP 28, o ano de 2024 promete ainda uma conscientização sobre a agricultura sustentável por meio de acordos comerciais estratégicos.

Tendências do agronegócio para 2024: tecnologia e sustentabilidade em destaque

À medida que chegamos em 2024, o agronegócio enfrenta um cenário promissor e desafiador, impulsionado por inovações tecnológicas e um compromisso crescente com a sustentabilidade.

A adoção de práticas de agricultura digital, agricultura de precisão e a busca ativa por soluções sustentáveis e de sequestro de carbono definirão o curso da indústria nos próximos anos.

Ao abraçar as tendências, os agricultores estarão não apenas garantindo a prosperidade de seus negócios, mas também desempenhando um papel crucial na construção de um futuro mais sustentável para todos. Confira as principais delas:

Agricultura digital é personagem central

 Uma das principais tendências para o agronegócio em 2024 é a contínua expansão da agricultura digital e de precisão. As tecnologias embarcadas geram dados agronômicos em tempo real, permitindo que o produtor rural faça ajustes de rotas e tomadas de decisões informadas ao longo da safra.

Na prática, estamos falando do uso de drones agrícolas, sensores remotos conectados pela Internet das Coisas (NB-IoT) e até mesmo o uso mais intensivo da Inteligência Artificial no campo.

Desse modo, o dia a dia do agricultor se torna mais estratégico, uma vez que ele passa a automatizar tarefas como colheita e plantio. A detecção de pragas se torna muito mais precisa, enquanto a aplicação de insumos e defensivos agrícolas é realizada somente em talhões específicos, de acordo com a necessidade.

O resultado? Mais produtividade, melhor gestão de frotas e pessoas, além de menores custos para o produtor!

Sustentabilidade torna-se prioridade no agro

A sustentabilidade continua a ser uma tendência para o agronegócio em 2024. Com a crescente conscientização ambiental, os consumidores exigem práticas agrícolas que minimizem o impacto negativo no meio ambiente.

A implementação de tecnologias sustentáveis, como sistemas de irrigação eficientes e o uso de energias renováveis, contribuirá para a redução da pegada de carbono na agricultura.

O sequestro de carbono por meio de práticas agrícolas específicas também ganhará destaque. A tecnologia também pode ser usada para monitorar o progresso do sequestro de carbono ao longo do tempo, permitindo que os agricultores avaliem o impacto de suas práticas e façam ajustes conforme necessário

Vale destacar que a conectividade no campo é o elemento que habilita todas as tendências aqui expostas. Por isso, o fomento da internet 4G em 700MHz segue como o maior propósito da ConectarAGRO! Afinal, o agro conectado é mais produtivo, e sua sustentabilidade alimenta o planeta com qualidade e resiliência!

E você, está por dentro de outra tendência do agronegócio para 2024? Deixe seu comentário e acompanhe nossas mídias sociais!

Como a agricultura digital viabiliza a cafeicultura sustentável?

A cafeicultura é uma das atividades agrícolas mais tradicionais e importantes do Brasil há pelo menos um século. Muito tempo, não é? Mas agora, a produção cafeeira passa por uma transformação significativa com a intensificação da agricultura digital.

Este avanço não apenas impulsiona a eficiência na produção de café, mas também desempenha um papel crucial na transição para uma cafeicultura mais sustentável e resiliente com as mudanças climáticas.

Neste artigo, exploraremos como a agricultura digital está revolucionando como cultivamos café, promovendo práticas agrícolas mais conscientes e ecológicas. Boa leitura!

A era da cafeicultura sustentável já faz parte da realidade brasileira

Antes de mergulharmos na agricultura digital como ferramenta essencial para a sustentabilidade no cafezal, é importante compreender o caracteriza uma cafeicultura sustentável.

Este modelo de produção busca integrar práticas agrícolas que respeitem o meio ambiente, promovam a saúde do solo e dos ecossistemas circundantes, além de considerar o bem-estar social dos trabalhadores envolvidos.

Por isso, ela está presente em todas as etapas, como plantio, floreio, colheita e até mesmo no processo industrial e transformação dos grãos em produtos para o consumidor final.

A sustentabilidade na cafeicultura vai além da mera produção de grãos; ela abraça uma abordagem holística que visa equilibrar as necessidades presentes com a preservação para as gerações futuras.

A produção de café sustentável é fundamental quando pensamos nas demandas tanto do mercado quanto de países exportadores por maior responsabilidade ambiental nas produções agrícolas brasileiras. Afinal, mais de 50% dos cafés brasileiros tem como destino a Europa e os Estados Unidos há anos se mantêm na liderança da importação dos nossos grãos!

Mesmo com importantes desafios a serem superados, a cafeicultura brasileira já está na rota da sustentabilidade. De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo agroRESET, o Brasil tem uma das melhores produtividades por hectare do mundo dessa commodity, produzindo cada vez mais em um menor espaço. O rastreio e análise são ainda mais comuns no segmento dos cafés especiais, ainda de acordo com o estudo.

A título de exemplo, segundo o relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as exportações brasileiras de café somaram 4,356 milhões de sacas de 60 kg em outubro, gerando uma receita cambial de US$ 847,2 milhões.  Desse modo, as ferramentas da agricultura digital contribuem não só para a produtividade como o atendimento às expectativas de um mercado global tão exigente.

Qual o papel da agricultura digital na sustentabilidade da produção cafeeira?

Além da ameaça a segurança alimentar mundial, os impactos das catástrofes climáticas são econômicos. Segundo estudo recente da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), as alterações no clima geraram perdas de mais de R$19 trilhões em todo o mundo.

Para reverter este cenário, a tecnologia aplicada ao cafezal é fundamental. Chamada de cafeicultura 4.0, esta abordagem reúne tecnologias digitais avançadas para melhorar a eficiência, qualidade e sustentabilidade da produção.

 

Pessoa realizando cafeicultura sustentável

Créditos: ClimateFieldview | Representação

Graças à agricultura de precisão e as tecnologias como sensores, drones, softwares de análise de dados e sistemas de informação geográfica, os produtores podem obter insights valiosos que transcendem as limitações da agricultura convencional.

A coleta de dados em tempo real proporciona uma compreensão mais precisa das condições do solo, do clima e do estado das plantações. A agricultura digital permite uma gestão mais eficiente dos recursos, reduzindo o desperdício e minimizando o impacto ambiental.

Além disso, as ferramentas facilitam a rastreabilidade, fornecendo informações detalhadas sobre a origem e o percurso do café, um aspecto crucial para os consumidores preocupados com a proveniência de seus produtos.

Como ela pode ser aplicada na prática?

A aplicação da agricultura digital na cafeicultura sustentável é multifacetada, abrangendo diferentes aspectos da produção.

Entre as áreas-chave em que essa abordagem inovadora pode ser implementada, podemos destacar o planejamento agrícola anual. Com a utilização de modelos preditivos baseados em dados históricos, o agricultor pode otimizar o plantio, colheita e demais práticas sazonais.

Na mesma linha, as análises de variáveis climáticas podem prever padrões meteorológicos, permitindo adaptações antecipadas às mudanças ambientais.

A conectividade rural também habilita o uso dos softwares para tomadas de decisões em irrigação, pulverização e nutrição. Os sensores conectados monitoram a umidade do solo e otimizam os ciclos de rega para reduzir o consumo de água.

Já os sistemas de pulverização inteligentes respondem dinamicamente às condições da plantação, aplicando a quantidade exata de produtos químicos apenas em cada talhão específico. Ao orientar o operador de máquinas a aplicar o químico apenas nas áreas sem tratamento, a tecnologia evita sobreposições no uso de químicos na mesma linha.

No âmbito econômico, a gestão financeira com base em dados é uma grande aliada para o monitoramento dos custos de produção. Com as informações consolidadas, o produtor rural tem uma visão panorâmica sobre os recursos financeiros e onde eles devem ser adequadamente alocados.

Os aplicativos e programas conectados também podem antecipar flutuações nos preços de mercado e ajustar estratégias financeiras em conformidade.

Ao integrar essas práticas, os produtores de café não apenas aumentam a eficiência de sua produção, mas também promovem a sustentabilidade ambiental e social, atendendo às demandas de um mercado cada vez mais consciente.

Importante destacar que a alta cobertura da conectividade no campo brasileiro é fundamental para que os agricultores possam usufruir todos os recursos disponíveis da agricultura 4.0.

Por isso, importantes empresas de diferentes setores juntaram esforços para fundar a ConectarAGRO, associação sem fins lucrativos para promover a conectividade no campo. Quer saber o que podemos fazer por você, agricultor ou agricultora? Clique aqui e entenda!

 

Tecnologia digital e armazenagem de grãos: como a inovação está transformando o setor

Foto de armazenagem de grãos

Não é novidade que a agropecuária é uma atividade crucial na segurança alimentar e no abastecimento de matérias-primas para uma variedade de indústrias. No cerne dessa indústria, as boas práticas de armazenagem de grãos garantem que safras abundantes não se percam, mantendo a qualidade dos alimentos e proporcionando estabilidade nos preços.

Neste artigo, exploraremos o que é armazenagem de grãos, onde é feita e por que é importante, além de discutir como a tecnologia digital está transformando esse setor. Acompanhe!

O que é armazenagem de grãos?

A armazenagem de grãos é um processo essencial na cadeia de produção agrícola. Consiste em preservar a colheita de grãos, como milho, soja, trigo e arroz, em condições ideais para evitar perdas e manter sua qualidade.

Os grãos são armazenados em silos, armazéns ou estruturas específicas projetadas para protegê-los de intempéries, pragas e deterioração ao longo do tempo.

Esta animação do Broto, nosso parceiro institucional, resume bem essa ideia:

Pensando nisso, é seguro dizer que a armazenagem de grãos é uma das diversas ações fundamentais para uma pós-colheita. Afinal, essa etapa é tão necessária quanto as estratégias de preparo de solo, semeadura e colheita. Isso porque uma boa safra pode ser desvalorizada por falta de armazenamento adequado

Onde é feita e qual a importância da armazenagem de grãos?

A armazenagem de grãos ocorre em várias etapas da cadeia de suprimentos, desde a fazenda até o consumidor final. Isso inclui silos nas propriedades rurais, armazéns nas cooperativas agrícolas, e instalações de armazenamento nos portos e unidades de processamento.

Apesar disso, um dado chama a atenção. Segundo pesquisa da Esalq/CNA, 61% dos produtores de grãos entrevistados não possuem armazenagem nas fazendas. A falta do reservatório pode resultar em uma menor qualidade do grão, bem como diminuição da margem de lucro.

A importância dessa prática é inegável, pois garante um suprimento constante de alimentos durante todo o ano, independentemente das condições climáticas ou sazonalidades na produção. A proteção contra pragas, doenças e deterioração também é fortalecida.

Além disso, a armazenagem ajuda a evitar picos nos preços dos alimentos, beneficiando agricultores, processadores e consumidores. Por fim, permitem que os países exportem seus produtos agrícolas e participem do mercado global. 

De que forma a tecnologia pode auxiliar na armazenagem de grãos?

A tecnologia digital tem revolucionado como a armazenagem de grãos é gerenciada, tornando-a mais eficiente, segura e sustentável.

Sensores instalados nos silos e armazéns podem medir parâmetros como temperatura, umidade e níveis de gás. Esses dados são transmitidos em tempo real para sistemas de monitoramento, permitindo o acompanhamento constante das condições de armazenamento.

Já os algoritmos de Inteligência Artificial podem analisar os dados coletados pelos sensores para prever potenciais problemas, como infestações de pragas ou deterioração. Isso possibilita a tomada de medidas preventivas e a otimização das condições de armazenamento.

Outra técnica da agricultura de precisão é a automatização de processos, como ventilação e secagem. Ambas podem ser controladas remotamente por meio de dispositivos móveis ou computadores. Assim, o agricultor reduz a necessidade de intervenção humana direta e minimiza riscos.

A coleta e análise de dados detalhados sobre o armazenamento de grãos permitem uma gestão mais precisa, desde o planejamento da logística até a tomada de decisões estratégicas. Tal etapa inclui o rastreamento da tecnologia blockchain, proporcionando maior transparência e segurança na cadeia de suprimentos.

A integração entre as diferentes tecnologias conectadas está moldando o futuro da armazenagem de grãos, garantindo que tenhamos alimentos de qualidade em nossas mesas e contribuindo para um sistema agrícola mais resiliente e responsável.

A inovação continua a ser a chave para enfrentar os desafios futuros da agricultura e da segurança alimentar, e para atingi-la plenamente, a ConectarAGRO trabalha no fomento à ampla conectividade em áreas rurais e remotas por meio do 4G em 700MHz.

 

Agora que você já sabe como a tecnologia impacta a armazenagem de grão, que tal testar o nosso Simulador de Benefícios e calcular o real benefício da conectividade na sua propriedade? Clique aqui!