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Como melhorar a Internet 4G na área rural?

O avanço da tecnologia é nítido e, paralelamente, temos o avanço dos meios de comunicação, principalmente nas conexões via internet, como é o caso da internet 4G, que tem ganhado aos poucos, mais espaço na zona rural brasileira.

No Brasil, a internet foi implementada no início da década de 90 e rapidamente se disseminou. Prova disso é que o Brasil já figura entre os 5 países que mais usam a internet no mundo, com 78,3% da população conectada. Além disso, 4500 dos 5568 municípios brasileiros estão conectados na internet por meio de tecnologia de fibra óptica.

No meio rural, embora com alguma dificuldade, a internet também caminha para que esteja disponível para todos! Tanto que, agora em 2021 já houve a instalação da primeira antena 5G de internet rural do Brasil, em um projeto idealizado em uma fazenda modelo na cidade de Rondonópolis – MT.

Ficou interessado em saber mais sobre internet e internet 4G rural? Preparamos este conteúdo sobre o assunto e como melhorar a conectividade 4G no campo. Confira!

 

Agronegócio brasileiro: Grande beneficiado da Internet 4G rural

Utilizamos a internet para conversar, obter informações de sites de notícias, fazer transações financeiras, baixar e enviar arquivos, assistir filmes e séries… muitas são as atividades que conseguimos fazer hoje por meio da internet.

Nas áreas rurais do Brasil não é diferente, com a conectividade no campo sendo cada vez mais essencial. Não somente para fazer tudo o que listamos acima, mas para também permitir e facilitar as próprias atividades agrícolas.

Com o avanço da agricultura 4.0 (alguns até chamam de agricultura digital) a internet 4G rural tornou-se essencial e grande aliada de produtores rurais que moram e trabalham nas áreas afastadas dos grandes centros e demais áreas urbanas.

O próprio ministro das Comunicações, Fábio Faria, em visita à fazenda modelo (unidade de pesquisa do Centro de Treinamento e Difusão Tecnológica Ampa/IMAmt do Núcleo Regional Sul) na cidade de Rondonópolis – MT, pontuou sobre o impacto econômico da nova tecnologia em produções agrícolas, que irá possibilitar mais automação e precisão na agricultura.

O 4G revolucionou a vida das pessoas e o 5G vai revolucionar as indústrias. Para o agronegócio, que é quem está fazendo o nosso Brasil crescer, mesmo nessa crise, junto às telecomunicações, será um avanço gigantesco”, afirma Fábio Faria.

Para ele, o aumento da capacidade produtiva com a utilização da alta conectividade permitirá o controle de plantas daninhas, tratos culturais e manejo, assim como o controle de criações animais.

Você pode perceber que com a área rural conectada, — sobretudo com antenas de internet rural 4G e sinal de internet rural — o agronegócio brasileiro só será beneficiado, destacando-se cada vez mais no mundo.

Por essa razão, grandes operadoras de internet brasileiras estão trabalhando para levar a conectividade para o campo uma Internet móvel rural, que deixa de ser algo do futuro para ser a realidade do presente.

 

Internet fixa ou internet móvel: Qual escolher?

Embora seja comum encontrarmos essas duas definições, você provavelmente já teve alguma dúvida, certo? Mas fique tranquilo, vamos te ajudar nessa! 

A internet, como já sabemos, nada mais é do que uma rede mundial de computadores e demais equipamentos conectados entre si por meio de um conjunto de protocolos e serviços em comum.

Dentro das possibilidades, a internet fixa é uma de suas variações. Ela é obtida principalmente via cabos de fibra óptica e poste, geralmente de banda larga — velocidade igual ou superior a 128 kbps —  que é contratada por velocidade, e não por franquia de dados.

A internet móvel, por sua vez, é aquela obtida geralmente por operadoras de telefonia. Ela consiste no pacote de dados (e não na velocidade) contratada por franquia, e está disponível em diferentes redes (2G, 3G, 4G, 4,5G e 5G).

De forma geral, a internet fixa é aquela banda larga contratada por velocidade de tráfego, enquanto que a móvel, é aquela internet contratada por quantidade de dados utilizados, sem considerar efetivamente a qualidade (velocidade e estabilidade) da conexão.

O portal da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) fornece painéis e permite você consultar diversas informações sobre sinal, provedores de internet e demais dados de internet fixa, fibra óptica e internet móvel rural.

Imagem – Portal de informação da ANATEL, com detalhes dos acessos brasileiros.

Fonte: ANATEL, 2021.

Internet móvel 2G, 3G, 4G

Antes de mais nada, vale entender o que significa a letra ‘G’ na rede móvel. Vamos lá?

Internet 4G

Imagem – Símbolo de conexão móvel 5G em celular. Fonte: Canaltech, 2021.

 

A letra ‘G’ busca representar a geração da rede de internet móvel, enquanto os números indicam a evolução a cada versão. Logo, quanto maior o número, mais recente — e melhor — é a tecnologia de comunicação e internet.

Internet 2G – A internet 2G foi a primeira geração de internet digital, bem como a que introduziu um padrão de conexão global, o GSM (do inglês  Global System for Mobile Communication). No entanto, a qualidade do sinal nos dias atuais é ruim.

Internet 3G – A terceira geração de internet móvel foi desenvolvida em 2001, e em suas diversas atualizações ao longo dos anos, uma que vale a pena mencionar, é a tecnologia HSPA (High Speed Packet Access). Essa é fácil de perceber na tela dos celulares quando aparece o símbolo ‘H’ ou ‘H+’ ao lado do sinal do smartphone.

Internet 4G – Existem diferentes tipos de internet 4G, por isso, vamos explicar alguns dos mais importantes abaixo. Acompanhe!

 

Internet 4G no Brasil

Para entender o uso da internet no Brasil, devemos entender sobre como a população está distribuída entre as regiões rurais e urbanas. Um estudo do IBGE constatou que 76% da população brasileira é encontrada em âmbitos urbanos, porém, isso corresponde apenas a 26% do total de municípios. 

Imagem – Torre de antenas de comunicação. Fonte: Teletime, 2021.

 

Segundo alguns estudos, os usuários da internet 4G em cidades urbanas contam com 75% de disponibilidade de sinal. Por sua vez, os usuários de regiões rurais contam com apenas 41% de sinal 4G. 

 

Internet 4G rural

Na área rural, para ter internet 4G rural, é preciso que uma operadora de telefonia forneça essa solução por meio de antenas específicas.

Um estudo feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), divulgado em 2020, aponta que a internet 4G rural está longe de ser uma realidade para todos.

Segundo o relatório da ANATEL, apenas 146 municípios brasileiros possuíam cobertura total em setores rurais, sem contar as outras 124 cidades que não possuem nenhum sinal de internet 4G (tanto em regiões urbanas quanto em regiões rurais).

Por outro lado, a TIM indica que sua cobertura de sinal 4G está em 52% dos municípios rurais, números melhores que as demais operadoras, que possuem menor parte do território rural coberto por sinal 4G.

Vale ressaltar também que ntenas de internet 4G rural apresentam sinais mais ‘estáveis’, ou seja, penetram melhor em barreiras físicas e ‘navegam’ por distâncias mais longas, sendo mais factível para áreas rurais.

Como ter uma boa conectividade 4G

Como já falamos, para você ter acesso à internet 4G rural, é preciso que na sua cidade e, principalmente na área rural, você tenha a recepção de sinal 4G. Diversas operadoras de celular já fornecem internet 4G rural e é só uma questão de tempo para que este sinal chegue para todos os brasileiros.

Até lá, para ter uma boa conectividade e internet 4G rural de qualidade, cabe ao produtor rural adotar algumas ações:

  • Certifique-se de que você tem boa conexão com o fornecedor. Caso não tenha, o produtor pode procurar os fornecedores de serviços para avaliar a disponibilidade de cobertura.
  • Verifique se não há muitos obstáculos que possam estar interferindo na qualidade do sinal;
  • No caso de roteadores wi-fi, você precisa garantir que eles estão num ponto aberto e onde é possível ter melhor conexão;
  • Existem equipamentos que amplificam o sinal de internet no campo, dependendo da situação, tais como amplificadores de sinal ou antenas próprias (que demandam maior investimento). Você pode precisar desse tipo de equipamento.

Uma alternativa interessante para os pequenos produtores é se associarem ou buscarem por cooperativas. com isso conseguem viabilizar (financeiramente) a instalação da infraestrutura e contratação do serviço para a região

 

A internet 4G rural está avançando por todo o Brasil! E você, já usufrui da internet 4G com frequência?

Internet 5G promete agilizar o acesso a tecnologias do setor agropecuário

As negociações para implementação da Internet 5G no Brasil avançaram e a estimativa do governo federal é de que até o segundo semestre de 2021, seja realizado o leilão para definir as empresas responsáveis pela distribuição da tecnologia em todo território nacional. 

Esta tecnologia surgiu com a proposta de suceder as gerações tecnológicas anteriores (2G, 3G e 4G), disponibilizando vantagens importantes, como: maior velocidade, tempo mínimo entre envio e resposta da rede, densidade de conexões, além de eficiência energética dos equipamentos. 

Internet 5G

No entanto, você deve estar se perguntando, de que forma a internet 5G vai melhorar o negócio rural? Alguns pontos explicam isso.

O primeiro ponto a ser observado é a melhor qualidade e estabilidade do  sinal, que atualmente ainda é um forte entrave para os produtores rurais. O serviço oferecido na atualidade atende pouco mais da metade dos moradores no campo, conforme informado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em um segundo momento, observamos que o Agro 4.0 ou a quarta Revolução Industrial já é uma realidade no país, mas, o grande desafio do setor produtivo ainda é a infraestrutura para ampliar as possibilidades de tecnologias no campo. 

Assim, para que a agropecuária digital alcance uma performance de excelência é necessária a conexão entre todos os sistemas das cadeias produtivas. E isso será possível a partir dos objetivos propostos pela Internet 5G como: velocidade dos dados, baixa latência (tempo de transferência da informação de um ponto a outro) e melhor aproveitamento no uso da Internet das Coisas. 

Representatividade do setor rural

Os altos índices produtivos e tecnológicos da agropecuária nacional terão melhor desempenho com a conectividade da rede 5G e serão observados diretamente em tecnologias já utilizadas, como por exemplo: sistemas de irrigação, sensores de equipamentos, veículos autônomos, drones e sistemas de identificação de animais. 

Vale lembrar também que, apesar de enfrentar a grave crise sanitária da Covid-19, o agronegócio foi responsável por 26,6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2020, contra 20,5% no ano anterior (2019). 

De acordo com análise econômica realizada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o crescimento do índice nacional foi de R$ 7,45 trilhões, dos quais o setor agropecuário teve participação de R$ 2 trilhões.

Neste cenário, vários estudos vêm sendo realizados para analisar o impacto da internet 5G e um deles foi publicado no final de 2020 pela Nokia e Omdia. Intitulado, “Why 5G in Latin America?”, o levantamento estimou que a implantação da rede tecnológica no continente sul-americano deve incrementar o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio em US$ 76,8 bilhões (2020-2035). 

Internet 5G

 

Presente e futuro da internet 5G 

Nos estabelecimentos rurais atuais, o serviço de internet mais utilizado chega por conexão via rádio ou satélite, porém a infraestrutura não é ideal para receber esse tipo de serviço. Desta forma, os produtores que ainda dependem muito do serviço móvel em smartphones para comunicação e gerenciamento dos negócios, contarão com uma série de melhorias possibilitada pelos recursos da tecnologia 5G.

Se na atualidade, o setor rural já utiliza várias tecnologias digitais, com a efetiva implantação da internet 5G, a velocidade e o tempo de conexão terão reduções drásticas. 

O impacto direto acontecerá, por exemplo, nos recursos oferecidos pela Internet das Coisas (IoT), que além de contribuírem para o aumento da produtividade agrícola, reduzirão perdas de produção no campo, no transporte e distribuição dos grãos e cereais. 

O Instituto Interamericano de Cooperacion para la Agricultura (IICA) também apresentou contribuições significativas do 5G em Inovação e Tecnologia na agropecuária, em uma publicação divulgada no ano de 2019. 

Segundo a publicação, a internet 5G também irá disseminar a utilização de: 

  • Big Data (manuseio massivo de dados produtivos);
  • Blockchain (banco de dados que armazena todas informações da propriedade, conferindo maior segurança ao produtor ); e 
  • Aplicativos Móveis (gestão e produção). 

E os avanços não param por aí, pois, os empreendimentos rurais terão acesso a importantes descobertas científicas focadas na edição de genes, nanomateriais, proteínas alternativas baseadas em plantas e biofortificação (cruzamento genético de plantas). 

 

Qual a previsão de implantação da rede 5G no Brasil?

No primeiro trimestre de 2021 foram efetivadas importantes decisões para realização do leilão que definirá os prestadores de serviços de telecomunicações que irão fornecer conexão 5G. 

Em fevereiro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou o edital do certame e a expectativa do Ministério das Comunicações é de que a licitação aconteça no segundo semestre deste ano. 

As frequências ofertadas são de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5GHz e 26 GHz, a fim de que as prestadoras tenham condições de expandir as redes para todo o país. Na proposta ficou estabelecido ainda, um compromisso de investimentos com a cobertura. 

Dessa forma, as empresas vencedoras terão que atender com tecnologia 4G, áreas pouco ou não servidas por sinal de internet.

Essa exigência do governo federal em relação aos prestadores de serviços tem o objetivo de resolver o gargalo observado em regiões como o Norte do país que possui os menores índices de acesso à internet. Com o avanço da rede, a meta é atender cerca de 10 milhões de pessoas, além de abranger 48 mil km de rodovias federais. 

Experimentos iniciais em 5G

Apesar da implantação da internet 5G ainda estar em fase inicial, algumas iniciativas públicas e privadas avançam no desenvolvimento das redes de longo alcance. Na primeira quinzena de maio, a fazenda modelo do Instituto Mato-grossense de Algodão (IMAMT), em Rondonópolis (MT) inaugurou a primeira antena em área rural.

A instalação ficou a cargo das empresas Nokia, Tim em parceria com a  ConectarAgro, a fim de possibilitar o sinal de internet em alta velocidade, a partir de uma transmissão gerada pela estrutura, na modalidade 5G standalone (conhecida como 5G puro). 

Por intermédio do sinal será possível que um drone sobrevoe a plantação, registrando e transmitindo informações importantes sobre a lavoura. Os dados coletados serão fundamentais para identificação das condições de crescimento das plantas ou ocorrências de pragas, ervas daninhas e falhas nos talhões.

O Ministério das Comunicações reforçou que a instalação inaugurada no município mato-grossense é parte de um projeto-piloto que contemplará 20 localidades com internet 4G, e posteriormente, com a tecnologia 5G. Do total das áreas beneficiadas, sete são rurais: Padef (DF), Londrina (PR), Uberaba (MG), Ponta Porã (MS), Rio Verde (GO), Petrolina (PE) e Bebedouro (SP).

O que esperar para o futuro próximo?

Com o avanço nas etapas do leilão da internet 5G, as fornecedoras de infraestrutura e as operadoras de serviços de telecom caminham em ritmo acelerado para apresentarem propostas que atendam às exigências do edital governamental e, em contrapartida, possibilitem lucros efetivos.

As questões que necessitam de maior análise e acordos dizem respeito a infraestrutura, como o direito de passagem para redes de fibras óticas e custeio das estações de transmissão. Essa preocupação é razoável, já que as redes 5G necessitam de um número expressivamente maior de transmissores e receptores, por que muitas vezes a computação está na borda. Outros debates devem ter destaque como as tecnologias aplicáveis, fornecedores, tempo de implantação e mão de obra capacitada. 

Como vimos, essa tecnologia apresenta possibilidades inovadoras em pesquisas, produtos e serviços a serem desenvolvidos ou aprimorados. Outro fator decisivo para o crescimento do setor será o aumento nas oportunidades de emprego e renda, para profissionais qualificados no manuseio e gestão dos novos implementos tecnológicos.

Com a tecnologia, os profissionais que estiverem qualificados terão mais oportunidades de atuação e desenvolvimento de soluções para o setor produtivo, dentro e fora das propriedades rurais. 

Uma dica que deve ficar no radar dos produtores rurais são as startups focadas no agronegócio nacional. O levantamento Radar Agtech Brasil (2020/2021), idealizado pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens Research and Consulting, com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirma o funcionamento de 1.574 empresas no setor produtivo.

O número de agtechs (startups atuando na agropecuária) cresceu 40%, em relação à primeira pesquisa, realizada em 2019. Em termos quantitativos, o estado de São Paulo manteve a liderança com 48% das empresas em atividade e a boa notícia foi identificada na região Nordeste, com crescimento de 86% no número de novos empreendedores. 

 

E você, produtor rural, qual sua expectativa sobre a chegada da internet 5G na sua propriedade?

Internet Rural -Como ter uma boa conectividade ?

Na grande parte do território brasileiro, as áreas rurais ainda carecem de maior qualidade da internet rural. Mas muitos avanços já aparecem para o setor, indicando a importância da internet rural. Conheça-os.

Com o aumento da população — com estimativas da FAO indicando aproximadamente 10 bilhões de habitantes até 2050 — cresce naturalmente a demanda por alimentos. Para atender essa população de forma mais precisa, a produção de alimentos deve aumentar em 70%! 

Como suprir esta necessidade tão urgentemente?

Em um primeiro momento, constatamos que não há mais muita margem para aumentar as áreas de exploração agrícola no mundo. A solução então seria aumentar a produtividade. Para conseguir isso, a tecnologia e a internet rural, além de outras inovações, devem estar presentes nas atividades cotidianas no campo.

No entanto, a conectividade em regiões mais remotas, pouco habitadas, como as áreas rurais, é um problema mundial. No Brasil, as dificuldades no uso de internet rural são ainda mais expressivas: mais da metade da população rural não tem acesso à internet, quer seja internet via satélite, internet via rádio ou outra forma de internet disponível no campo.

Porém, mesmo a outra metade que possui acesso a internet, não necessariamente possuem qualidade. Infelizmente, isso ainda é uma realidade que enfrentamos em pleno século XXI.

Internet rural

Gráfico 01 – Porcentagem de propriedades rurais com internet separado por estado brasileiro. Fonte: Censo agropecuário, 2017.

Mas, para que possamos aproveitar ao máximo a tecnologia da agricultura 4.0 no campo, precisamos aumentar a conectividade no meio rural, melhorando a infraestrutura, seja de torres para internet rural, antenas ou mesmo internet rural via satélite.

O que é Internet rural?

Bem, antes de falarmos sobre a internet rural e como ter uma boa conectividade no campo, vamos entender o que é, de fato, a internet.

A internet consiste numa rede mundial de computadores e demais equipamentos conectados entre si por meio de um conjunto de protocolos e serviços em comum. Desta forma, é possível se manter conectado, recebendo e enviando informações em qualquer dispositivo conectado à rede para qualquer lugar do mundo que tenha acesso à internet.

Neste contexto, a Internet Rural nada mais é do que a caracterização do serviço de internet em áreas rurais, que são afastadas dos centros e áreas urbanas.

Para as áreas agrícolas, a internet está se tornando cada vez mais essencial, sobretudo, com o avanço das tecnologias da agricultura 4.0, onde equipamentos, sensores e o próprio agricultor, precisam estar conectados para garantir obter o maior potencial de suas lavouras.

Por muito tempo, o serviço de internet em áreas rurais ainda ainda é considerado fraco e muitas vezes inexiste. Apesar disso, a demanda por internet rural tem crescido muito rápido neste ambiente, inclusive no Brasil, como ainda veremos neste conteúdo.

Como funciona internet no campo

Inicialmente — por volta da década de 90 — a internet brasileira era basicamente discada, ou seja, era fornecida por meio dos cabos de telefone. Felizmente, este cenário mudou rapidamente e alcançamos os serviços de internet banda larga. 

A banda larga fornece velocidade constante e ininterrupta superior a 128 kbps por segundo, a modo de comparação, a internet discada atinge no máximo 56 kbps. 

Assim como em outros ambientes, a internet rural banda larga pode ser fornecida por diferentes tipos de conexão. Lembrando que quando se fala de internet banda larga, você tem internet ilimitada na velocidade contratada.

Vale ressaltar que para usar internet wi-fi no campo, o usuário precisará de um roteador para dissipar o sinal, independente de como ele receba a internet no campo, caso das opções abaixo:

1. Internet rural ADSL

Por se tratar de uma forma mais ‘antiga’ de conectividade com internet, a ADSL quase não é mais usada e pouco alcançou as regiões rurais. Ela é feita via cabo de telefone e, diferentemente da internet discada, não compromete a linha telefônica.

 2. Internet rural a cabo

Muito comum nas áreas urbanas, a internet a cabo se difunde pelos cabos de TV por assinatura geralmente, sendo mais comum a internet fibra ótica. Infelizmente, os cabos de internet fibra ótica são pouco acessíveis nas áreas rurais.

3. Internet rural via rádio

Provavelmente uma das formas mais comuns de internet no campo, sendo transmitida por torres de comunicação. Ideal para locais onde não há disponibilidade de sinal telefônico ou cabo, a internet via rádio no campo é possível quando existe alguma torre de internet na zona rural, ou seja, alguma empresa que forneça esse serviço.

Para quem tem torres de internet na zona rural, só é preciso adquirir uma antena (que é bem compacta) para receber o sinal na sua propriedade e contratar um plano de internet com o fornecedor.

4. Internet rural via satélite: 

Meio de conectividade com internet no ambiente rural que mais vem crescendo nos últimos anos, é a internet via satélite. Sua principal vantagem é que ela pode ser acessada em qualquer canto, por mais remoto que seja. No entanto, tem custos de instalação envolvidos que podem fazer o usuário pensar.

Basicamente, é preciso contar com o apoio de uma antena específica para receber sinal de comunicação via satélite e, esta antena, por consequência, vai conectada a um roteador de internet que disponibilizará a comunicação no campo.

Internet rural móvel

Quando se fala em internet móvel, fazemos menção à internet fornecida por operadoras de telefonia.

Para poder usar internet rural 2G, 3G ou até mesmo a internet 4G no campo, a propriedade rural precisa estar dentro do raio de captação da operadora de telefone — e claro — contratar um plano de internet móvel.

Diferentemente da internet banda larga, os dados móveis são contratados por franquia, ou seja, você adquire uma quantidade de dados que utilizará. 

No entanto, como já ressaltamos, a conexão por dados móveis ainda é pequena no Brasil. Para melhorar isso, o governo brasileiro, em parceria com empresas privadas, está buscando expandir a conexão móvel no campo, e, inclusive, a primeira torre de internet rural 5G foi instalada no Brasil agora em 2021, no município de Rondonópolis – MT.

Torre de internet 5G. Fonte: Portal DBO, 2021.

Além disso, para promover a revolução digital sobre uma nova realidade e levar conectividade acessível aos produtores de todo país, grandes empresas do agronegócio e da área de tecnologia formam e apoiam a Associação ConectarAGRO, permitindo:

  • Acesso maior às novas tecnologias;
  • Soluções para processar e monitorar os dados do campo;
  • Oferecer maiores ganhos de tempo e produtividade

Como instalar internet rural na sua propriedade

Para obter acesso à internet rural no campo e garantir uma boa conectividade, o produtor precisa contar com algum sinal de conexão à internet, seja banda larga ou por dados móveis.

Como já falamos anteriormente, há diversas formas de ter acesso à internet rural. Para instalar internet no campo, pode ser necessário fazer uso de antenas e aparelhos para internet rural.

De qualquer forma, procure na sua região alguma empresa que forneça serviços de internet ou avalie a disponibilidade de serviço de internet rural junto às empresas de telefonia, como por exemplo, soluções via cooperativas ou associações com vizinhos para possibilitar o fornecimento do serviço.

Como melhorar sinal de internet no campo

Você já tem internet rural em sua propriedade, mas o sinal cai ou é muito instável? Saiba que você pode tomar algumas atitudes para garantir uma boa conectividade na zona rural, dentre elas vale citar:

  • Certifique-se de que você tem boa conexão com o fornecedor;
  • Verifique se não há muitos obstáculos que possam estar interferindo na qualidade do sinal;
  • No caso de roteadores wi-fi, garanta que eles estão num ponto aberto e onde é possível ter melhor conexão;
  • Faça uso de kits de internet rural;
  • Existem equipamentos que amplificam o sinal de internet no campo, dependendo da situação, você pode precisar de um.

Quanto custa ter internet na zona rural?

O custo de dispor de internet rural é muito variável, dependendo de quanto o usuário irá gastar com internet de acordo com o serviço e a franquia adquiridos.

Pacotes de dados móveis podem custar a partir de R$ 50,00 por mês ou até mais de R$ 200,00.

Internet via rádio ou via satélite dependem exclusivamente de antenas. Provedores de internet podem alugar as antenas para você ou dependendo do fornecedor, você precisará adquiri-las. Nestes casos, os planos podem partir de R$ 150,00 por mês.

 

Conclusão

Sabemos que a internet rural ilimitada e que está disponível em todo o território rural nacional ainda está em desenvolvimento.

Algumas medidas já estão sendo adotadas para assegurar que futuramente teremos cobertura de internet rural 4G no Brasil.

Programas de incentivo público e privados estão sendo elaborados para levar internet às áreas rurais, caso da disponibilização de kits de internet rural, construção de torres para internet rural e até mesmo melhorias nos sinais de internet rural via satélite.

Você já tem internet na sua propriedade rural? Conta para nós sua experiência!

Como a Agricultura Digital está mudando o Agronegócio?

A projeção de novo recorde na colheita nacional de grãos na safra 2020/2021, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) comprova o potencial empreendedor de produtores rurais, principalmente na aplicação de tecnologias presentes na Agricultura Digital. 

Em pouco mais de quatro anos de implantação efetiva no Brasil (já que o registro oficial é datado de 2016), a Agricultura Digital já conseguiu reunir e consolidar um conjunto de plataformas digitais que aprimoram cada vez mais os resultados produtivos da agricultura. 

Mas, você deve estar se perguntando qual é o papel empreendedor dos produtores nessa transformação? Simples, graças ao entendimento sobre a importância de produzir mais, com qualidade e sustentabilidade, mas sem ampliar a área plantada. 

Um levantamento realizado com mais de 750 participantes do meio rural, apontou que 84,1% dos produtores brasileiros utilizam pelo menos uma tecnologia digital no processo produtivo. Entre as mais populares estão os aplicativos como WhatsApp, gerenciadores produtivos e climáticos, drones e sensores.

O levantamento traçou um retrato da Agricultura Digital nacional e foi realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Agricultura Digital

 

Tecnologias preferidas ligadas à agricultura digital 

Ainda sobre o levantamento, observou-se que os recursos digitais mais citados pelos entrevistados foram: o uso de internet para atividades gerais da produção, aplicativos para obtenção ou divulgação de informações, gestão e sistemas de posicionamento global por satélite (GPS). Em termos práticos, os smartphones e tablets se tornaram equipamentos indispensáveis no cotidiano dos empresários rurais. 

Outra informação respondida pelos entrevistados estava relacionada às principais funções das tecnologias digitais no cotidiano de trabalho. Para 66,1% dos entrevistados, ela ajuda na obtenção de informações e planejamento das atividades, enquanto 43,3% apontaram a gestão da propriedade. 

E o auxílio na tomada de decisões não para por aí, 40,5% dos produtores informaram que usam as tecnologias para compra e venda de insumos e da produção. O mapeamento e planejamento do uso da terra, bem como a previsão de riscos climáticos é monitorada por 32,7% dos participantes. 

 

Incentivos para Agricultura Digital

Apesar do rápido desenvolvimento da agricultura digital no Brasil, existem alguns gargalos que dificultam a adesão de mais produtores. Como exemplo podemos pontuar a baixa oferta de mão de obra qualificada, cobertura insuficiente do sinal de internet e poucas linhas de crédito específicas para aquisição de tecnologia no campo. 

A fim de reduzir os entraves e estimular os produtores rurais a implementarem as tecnologias digitais na produção, foi criada em 2019, a Câmara do Agro 4.0. A iniciativa idealizada pelo governo federal, por intermédio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) tem objetivo de impulsionar as práticas de agricultura digital e de precisão.

O papel da Câmara é intermediar as prioridades do setor rural, listando ações e iniciativas que ampliem as oportunidades de acesso às tecnologias, independente do tamanho da propriedade e adequadas à realidade do agronegócio nacional. 

Agricultura Digital

Para alcançar esse objetivo foi elaborado um Plano de Ação a ser desenvolvido entre 2021 e 2024 e reunirá esforços do poder público e privado, de forma a cumprirem os processos necessários para democratização da agricultura digital. 

Você, produtor rural, deve estar pensando, como esse plano pode ajudar a implantar as tecnologias digitais no meu negócio? A resposta é também simples. Será por meio de projetos de qualificação técnica e profissional que ensinam a equipe a identificar problemas e soluções para a lavoura, além de ensinar produtores a dominarem o manejo dos equipamentos tecnológicos disponíveis. 

No cenário nacional, uma iniciativa se antecipou com a proposta de estruturar uma Associação para promover tecnologias de ponta, focadas no desenvolvimento do campo. A ConectarAGRO reuniu grandes empresas como AGCO, Climate, CNH Industrial, Jacto, Nokia, Solinftec, Tim e Trimble, com objetivo de disponibilizar a LTE 4G 700 MHz, uma tecnologia que oferece melhor desempenho de equipamentos digitais, na área rural.

A tecnologia da ConectarAGRO está alinhada com os objetivos da Agricultura Digital e possibilita o aumento da cobertura de internet nas áreas rurais ou remotas, por intermédio de infraestrutura composta por rádios e antenas. Dessa forma, as propriedades terão acesso a soluções tecnológicas como: drones, máquinas autônomas (controladas remotamente), inteligência artificial e internet das coisas.

Ajustes que devem ser priorizados para popularização da Agricultura Digital

As dificuldades no acesso à internet ainda preocupam todos os setores econômicos e com a agropecuária não é diferente. Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa Estatística (IBGE) em 2019, revelou que os moradores da área rural encontram entraves na utilização da tecnologia.

Na visão geral, 86,7% dos domicílios brasileiros utilizam internet, sendo 82,7% na cidade, contra 55,6% no campo. Os moradores da área rural informaram que entre os motivos do baixo acesso, estão: 

  • 25,35% alto custo, 
  • 24% não tem interesse em utilizar, 
  • 21,4% nenhum familiar sabe usar, 
  • 19,2% não têm acesso a internet disponível na região, 
  • 6,65% não tem o equipamento eletrônico necessário, e 
  • 3,5% por outros motivos. 

Como parte da solução, em dezembro do ano passado, o governo federal sancionou a Lei nº 9.998, de 17 de agosto de 2000, que libera o uso dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), para serviços de banda larga e investimentos na internet rural. O projeto defende que a medida estimulará a conectividade no campo, impulsionando assim, a Agricultura Digital. 

A baixa oferta de mão de obra especializada é outro desafio enfrentado pelos produtores rurais, a fim de conseguirem implantar novos mecanismos tecnológicos. A falta de conhecimento vai desde trabalhadores que não sabem manusear os veículos aéreos não tripulados (Vant), até a leitura dos dados gerados pelos equipamentos. 

As principais iniciativas são desenvolvidas por entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que por intermédio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) promove cursos de capacitação em Agropecuária Digital e vários equipamentos utilizados no processo produtivo. 

O incentivo à digitalização das propriedades rurais tem no Plano Agrícola e Pecuário (PAP), a maior oportunidade de acesso à linhas de créditos com taxas mais baixas do que as praticadas nas instituições bancárias privadas. 

Para se ter uma ideia, o Crédito Rural 2020/2021 destinou R$6,7 bilhões para o programa Moderfrota (compra de frota) e R$1,2 bilhões para o Moderagro (modernização e expansão da atividade rural). 

 

Quais os cenários para o futuro da agricultura digital?

Mesmo se popularizando rapidamente no campo, há ainda alguns entraves que o setor enfrentará no futuro próximo e que precisam ser superados.

Isso acontece porque alguns dos recursos mais atualizados do mercado ainda não estão disponíveis para a maioria dos produtores rurais, contudo, a velocidade das pesquisas e atualizações de componentes devem reduzir os preços e assim, alcançar mais cadeias produtivas. Elencamos aqui, os mais assertivos:

Drones/Vants – São equipamentos guiados remotamente com utilização na análise da plantação, detecção de pragas e doenças, falhas no plantio, excesso ou falta de irrigação, entre outras averiguações. Com auxílio de softwares instalados, realizam a captação e análise de imagens coletadas nos voos. 

Robótica – Na agricultura, a utilização de robôs está presente no monitoramento da lavoura, pulverização, irrigação, poda e aragem. O processo automatizado proporciona maior rendimento das atividades e facilita a execução de serviços repetitivos. 

Internet das Coisas (IoT) – essa tecnologia auxilia, principalmente na prevenção e resolução de problemas do manejo diário. Um exemplo positivo é a utilização de sensores conectados e distribuídos no interior de uma estufa. O equipamento registra informações sobre mudança de temperatura e como podem afetar a produção. 

Big Data – Trata-se de um grande sistema de banco de dados que, cada vez mais, tem sido implementado na agricultura, possibilitando um melhor e maior fluxo de informações. A tecnologia permite a análise de um grande número de informações, caso do cruzamento de dados de precipitação com o período de plantio, de forma a elencar a melhor época para semeadura. 

As possibilidades de utilização da Agricultura Digital atendem todas as cadeias produtivas do agronegócio nacional e podem contribuir para que os índices produtivos melhorem ainda mais. 

Outro ponto que deve ser analisado, é que as tecnologias utilizadas vêm demonstrando um grau de assertividade cada vez maior, em questões como proteção do solo, redução de pragas, recuperação de áreas degradadas e otimização de espaços produtivos.

 

Conclusão 

Trouxemos informações para esclarecer os produtores rurais que ainda têm preocupação sobre a implementação de tecnologias digitais. A utilização correta e conhecimento especializado proporcionará ganhos financeiros mais robustos, preservação do meio ambiente e diversidade de culturas e criações. 

Os serviços tecnológicos oferecidos por muitas empresas da área levam aos produtores rurais o que há de mais moderno em agricultura digital, condições para monitoramento efetivo da lavoura, por meio de softwares focados em áreas específicas do sistema de produção agrícola. 

E você, produtor rural, está preparado para a mudança que tomou conta das propriedades rurais brasileiras? Clique no link e saiba mais detalhes de como manter uma propriedade conectada.

Drones Agrícolas: Saiba o que são e como funcionam

 O avanço expressivo dos drones agrícolas demonstra que esta tecnologia veio para ficar! A forma que os drones estão conquistando e trazendo benefícios para todos os setores da economia e, na agricultura, não vem sendo diferente.

Para você ter uma ideia, 25% do faturamento global da indústria de drones é ocupado pelo agronegócio, ou seja, as atividades agrícolas representam o segundo setor da economia que mais faz uso dos drones agrícolas. Mas não para por aí: no Brasil, o comércio de drones na agricultura é ainda maior: mais de 40% do mercado de drones brasileiro é agrícola!

Agora, se você ainda não tem certeza sobre o que são drones — e muito menos, sabe como eles funcionam na agricultura — este conteúdo que preparamos é feito exclusivamente para você!

 

Mas afinal, o que são drones?

Drone — do inglês ‘zangão’ — é uma designação muito utilizada popularmente para se referir às Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARPs). 

Embora também sejam conhecidos por VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados), segundo a Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC), o nome apropriado para os drones é RPA (em inglês Remotely Piloted Aircraft).

Agora, quando falamos RPAs (isso mesmo, com ‘S’ maiúsculo), estamos nos referindo a todos os sistemas e componentes que envolvem uma RPA (drone).

Para fins recreativos — que não sejam para uso comercial ou corporativo, por exemplo — os drones são chamados de aeromodelos. Mas o que diferencia os drones dos helicópteros ou dos aviões? A resposta é bastante simples.

Numa operação com drones, o piloto não está a bordo, mas controla sua aeronave remotamente através de uma interface qualquer (como um controle remoto, por exemplo). 

Como surgiram os drones?

Os drones surgiram pouco mais de uma década após o surgimento do avião, ainda durante a primeira guerra mundial, em 1917. 

Os primeiros modelos eram ARPs de asa fixa desenhadas para servir como alvo aéreo para treinamento de pilotos de aviões militares, como é o caso do Queen Bee, um drone britânico desenvolvido na década de 30 (visto na imagem abaixo).

Drones Agrícolas

Drone Queen Bee. Fonte: Londonist, 2020.

Por muitas décadas os drones foram desenvolvidos e utilizados apenas para fins militares. Mesmo o primeiro drone brasileiro – um jato a propulsão —  criado em 1983 pela extinta CBT, era para uso militar.

No entanto, logo no início do século XXI, foi possível notar a expansão e difusão dos drones para outros usos, além do militar. Os drones para uso civil passaram a se popularizar e alcançar diversos setores da economia, como infraestrutura, transporte, segurança, mídia e claro, agricultura.

Tipos de drones

É um desafio definir um sumário sobre a classificação de drones porque cada ARP moderna é repleta de tecnologia, sendo bastante complicado comparar diferentes sistemas entre si. 

No entanto, podemos classificar os drones considerando alguns fatores genéricos, como sistema de propulsão, Peso Máximo de Decolagem (PMD), tipo de asa, tipo de comando e entre outros. Veja alguns exemplos abaixo.

1. Quanto ao sistema de propulsão

Acredite ou não, os drones podem voar com ou sem sistema de propulsão próprio! Mas no caso dos drones com sistema de propulsão próprio, ele pode ser tanto a combustão (geralmente gasolina) ou elétrico (com o uso de baterias).

Os drones elétricos são os mais difundidos no mercado hoje em dia, pela praticidade e facilidade de operar. 

2. Quanto ao peso de decolagem

Provavelmente você já viu drones de diversos tamanhos, certo? Bem, eles são classificados em 3 categorias distintas aqui no Brasil e, é a forma como a ANAC faz a classificação, veja:

  • Classe 1 – Peso máximo de decolagem maior que 150 kg;
  • Classe 2 – Peso máximo de decolagem maior que 25 kg e até 150 kg;
  • Classe 3 – Peso máximo de decolagem de até 25 kg.


3. Quanto ao tipo de asa

Provavelmente essa seja a forma mais comum de classificar um drone, já que o tipo de asa do drone vai dizer muito sobre sua funcionalidade.

Drones de asa fixa são aqueles que se assemelham muito às aeronaves tripuladas comuns, logo, possuem muita aerodinâmica no seu voo. Este tipo de drone é basicamente utilizado para obter imagens.

Drones Agrícolas

Drone de asa fixa. Fonte: Horus aeronaves.

 

Já os drones de asa rotativa podem apresentar um único motor (monomotor) ou mais rotores (multi-rotores). Você verá mais adiante que esses drones podem ser drones para pulverização agrícola.

Drone asa rotativa multirotor (neste caso, um quadrotor). Fonte: Pixforce.

4. Quanto ao tipo de comando

Todas as aeronaves não tripuladas podem ser remotamente pilotadas, automáticas ou autônomas. É importante entender a diferença entre tais aeronaves. 

 

Para o Departamento do Controle do Espaço Aéreo (DECEA), os drones mais conhecidos são os remotamente pilotados, que sofrem ação direta do piloto em todas as vezes do voo (como é o caso dos aeromodelos, por exemplo).

Já as ARPs automáticas são aquelas que podem funcionar no ‘piloto automático’, ou seja, uma vez definido os padrões do voo (plano de voo), o drone voa com o que foi planejado, no entanto, permite a interferência do piloto a qualquer momento.

Por fim, temos os drones autônomos. Esses são os drones que uma vez definido o plano de voo, não há volta: O piloto não consegue mais interferir. Neste caso, não há permissão para voos com este tipo de drone no Brasil.

Conheça os 3 principais tipos de uso de drones na agricultura

Bem, agora que você já aprendeu sobre esse equipamento tão importante, podemos nos aprofundar sobre quais são as aplicações dos drones agrícolas.

Os drones agrícolas podem ser utilizados nos mais variados tipos de campos e atividades. Se engana quem pensa que essas aeronaves são feitas apenas para tirar fotos e fazer vídeos, afinal são diversos seus usos no ambiente agrícola, como veremos a seguir:

1.Drones agrícolas para pulverização

Os drones agrícolas para pulverização são os maiores drones no mercado! Geralmente se enquadram nos drones de classe 2 ou 3 sendo capazes de aplicar defensivos agrícolas, fertilizantes e outros insumos sobre lavouras e demais áreas de cultivo.

Drone pulverizador. Fonte: Minuto Rural.

Esses drones possuem capacidade de carregar de 10 a mais de 20 L de produto de uma só vez.

2. Drones agrícolas para mapeamento

Os drones agrícolas são os mais comuns nas lavouras brasileiras. Podem ser tanto de asa fixa quanto rotativa e são utilizados para obter imagens das lavouras, gerando mapas, como os de índices de vegetação para agricultura de precisão, por exemplo.

Por meio destes drones, os agricultores conseguem identificar, por exemplo, a necessidade nutricional das plantas, o estresse hídrico (falta ou excesso de água) e a contagem de plantas daninhas.

Além disso, os drones agrícolas também podem ser usados para fazer mapas do terreno, por exemplo, identificando talhões, demarcação das áreas de preservação e reserva legal e até mesmo o relevo das áreas agrícolas.

3. Drones agrícolas para monitoramento

Além de pulverizar e gerar mapas, os drones agrícolas podem ser usados para monitoramento, permitindo identificar focos de incêndio, pontos de acesso de água (nascentes) e de sistemas de irrigação e, até mesmo, monitorar o rebanho no pasto.

Vantagens de usar drones para agricultura

Você pode notar que pelos usos dos drones na agricultura, eles apresentam diversos benefícios, entre os principais, vale citar:

Possibilidade de operar em diversos terrenos

Suas terras são acidentadas com morros ou desníveis? Não tem problema! Os drones agrícolas contam com sensores capazes de ‘ler’ a variação do terreno e voar de acordo com os desníveis.

Esse benefício é ideal principalmente para drones de pulverização para agricultura. Estes podem simplificar e muito a vida do agricultor, alcançando áreas de difícil acesso, onde um trator não chegaria.

Redução de custos

As soluções entregues pelos drones otimizam as atividades da agricultura. Além da redução direta no uso de insumos, o uso de drones agrícolas potencializa o tempo do agricultor e simplifica processos!

Acesso à agricultura de precisão

Com a conectividade crescendo no campo e agricultura cada vez mais tecnificada, os drones estão facilitando o acesso à agricultura de precisão. Por meio disso é possível saber exatamente o que está acontecendo na lavoura em tempo real, além de poder ter informações completas para facilitar a tomada de decisão.

 

Conclusão

Como você pode perceber, os drones já existem há muito tempo, e, embora sejam utilizados para diversos fins, é na agricultura que eles se destacam, seja pela praticidade ou pelas soluções tecnológicas que oferecem.

No Brasil, os drones agrícolas estão cada vez mais em alta e devemos esperar vê-los cada vez mais pelos campos, lavouras e pastagens do país, quer seja para fazer mapas, para contar plantas daninhas, para pulverizar ou até mesmo monitorar rebanhos.

 

E aí, você já viu um drone agrícola? Conta para nós qual é a sua experiência com drones na agricultura!

GPS Agrícola: Conheça as 4 vantagens que ele pode trazer

Global Positioning System, Sistema de Posicionamento Global ou simplesmente GPS. Certamente você já ouviu falar sobre esse sistema, afinal ele se faz presente no nosso cotidiano, seja no carro, seja nos aplicativos de celular. Mas, nos últimos anos, o GPS Agrícola, vem adquirindo popularidade também em áreas rurais.

GPS Agrícola

Quando utilizado na fazenda, o GPS Agrícola, aliado à agricultura de precisão, proporciona a aplicação de técnicas cada vez mais eficazes e específicas capazes de permitir o máximo controle das atividades adotadas no campo.

Neste post explicaremos mais sobre essa importante ferramenta utilizada no ambiente agrícola, assim como as vantagens que estimulam produtores a adotarem essa ferramenta. Confira!

 

GPS agrícola: O que está por trás das imagens de satélite?

O GPS é caracterizado como uma rede de satélites que compõem o sistema de posicionamento global, permitindo que saibamos onde estamos no globo terrestre com bastante precisão. Essa tecnologia foi desenvolvida pelos Estados Unidos, ainda nos anos 1970, para uso militar.

Basicamente, o GPS fornece ao aparelho receptor em solo (nosso celular/tablet ou um dispositivo conectado, como GPS automotivo), sua posição geográfica e a hora certa na região. A qualidade dessa informação independe das condições climáticas, podendo ocorrer a qualquer hora e em qualquer lugar do planeta.

Para determinar com precisão a posição do objeto, o receptor (presente neste objeto) usa dados de no mínimo três satélites, como visto na imagem abaixo. O dispositivo então calcula quanto tempo o sinal de cada satélite levou para chegar ao solo, determinando onde está esse objeto com uma margem de erro de apenas 20 metros. A esse método costuma-se dar o nome de triangulação.

GPS Agrícola

O sinal do GPS é fornecido gratuitamente, bastando apenas que o receptor em terra seja compatível. Inicialmente, seu uso não depende da internet ou de uma rede de telefonia celular, embora o sistema A-GPS (GPS assistido) faça uso de antenas da rede móvel para melhorar a precisão, essencialmente em centros urbanos.

Já no ambiente agrícola, o GPS vem trazendo benefícios bastante significativos. Quando aplicado em associação com outras tecnologias no meio rural, o GPS agrícola propicia a utilização de técnicas de agricultura de precisão, permitindo que o gestor rural obtenha dados relativos à: 

  • Qualidade da irrigação; 
  • Análise das propriedades físicas do solo; 
  • Necessidade de aplicação de defensivos e localização de insumos;
  • Planejamento de plantio;
  • Melhor direcionamento do trator/maquinário, reduzindo custos com combustível entre muitas outras informações.

Com base em todas essas informações, o produtor terá muitos benefícios ao adotar ferramentas que fazem uso do GPS agrícola, como discutiremos a seguir.

 

Principais benefícios do uso do GPS agrícola

 Em 2050, a população mundial será de 9,7 bilhões de pessoas, por isso a agricultura tem um papel ainda mais significativo para o futuro. Cabe aos produtores de alimentos ponderar ações para elevar a produtividade de suas lavouras e alimentar toda a população mundial, sempre de forma sustentável e inteligente. Para isso, o uso de ferramentas tecnológicas vem adquirindo uma importância bastante grande.

Dentre todas as tecnologias, o GPS, quando utilizado no campo, vem sendo considerado uma das principais ferramentas, pois auxilia o produtor a conseguir bons resultados de produtividade agrícola.

Assim, por aumentar a produtividade, essa ferramenta permite que o produtor consiga aumentar sua competitividade no mercado, já que o monitoramento agrícola (realizado por meio do GPS) possibilita ao produtor utilizar informações detalhadas capazes de auxiliar esse produtor na tomada de decisões mais assertivas sobre o sistema de produção.

Confira a seguir 4 benefícios que podem ser alcançados através da utilização do GPS agrícola:

1. Permite rastrear todas as etapas da produção

Como já citado neste conteúdo, a função básica do GPS é mostrar a localização de uma pessoa ou equipamento em qualquer lugar no mundo. Com isso, funcionários e máquinas agrícolas são continuamente “vigiados” durante toda a produção.

Por meio do GPS agrícola há a possibilidade de rastrear todos os veículos, máquinas e equipamentos. Com isso, roubos ou furtos serão bem menos frequentes no negócio, principalmente por permitir a procura de uma máquina furtada em qualquer localização.

Os dados gerados pelo GPS auxiliam também na criação de arquivos de performance e KPIs (Key Perfomance Indicators) que podem ser utilizados para a formulação ou adequação dos planos de ação visando o aumento da eficiência.

 

2. Permite a elaboração de mapas detalhados de uma área

Na atualidade, o benefício mais recorrente do uso do GPS agrícola é a capacidade de, junto a softwares específicos, permitir a elaboração de mapas detalhados da lavoura. Essa atividade ocorre com base em amostras do solo georreferenciadas e demais informações relevantes, como, por exemplo, os locais que já registraram ocorrência de pragas ou que sofreram erosão.

Com o mapa confeccionado, há a possibilidade que os pulverizadores apliquem diferentes insumos com maior exatidão. Com isso é possível utilizar a tecnologia certa para evitar desperdícios, reduzindo despesas.

Já os dados de rendimento gerados e monitorados a partir de um GPS instalado em uma colheitadeira, por exemplo, permitem também que o produtor consiga melhorar o planejamento e preparação de áreas específicas da propriedade antes que a colheita subsequente se inicie.

Já para as culturas perenes, como é o caso da cultura do café, da uva e da laranja, os mapas detalhados também contribuem na identificação das áreas que carecem de cuidados mais imediatos.

 

3. Auxilia em todos os manejos da atividade agrícola

Todos produtores rurais entendem que o momento mais importante da atividade agrícola, e também o mais desafiador, são os manejos, tendo no processo de adubação um dos mais importantes. Dessa forma, qualquer falha ou erro, por menor que seja, pode comprometer a gestão de custos de toda a safra.

Mas, com o auxílio do GPS agrícola, todas as etapas da produção podem ser melhor gerenciadas, pois essa ferramenta permite o uso de técnicas de agricultura de precisão para a obtenção de informações relativas à irrigação, às características do solo e à necessidade de aplicação de pesticidas e fertilizantes. 

A tecnologia de agricultura de precisão distribui os insumos de forma adequada e sempre na dose certa, evitando desperdícios. Essa é uma forma de controlar todas as etapas, do plantio à colheita.

Esse conjunto de tecnologias diminui também os desperdícios na lavoura, além de auxiliar na tomada de decisões, conferindo maior produtividade e qualidade à atividade.

 

4. Permite reduzir falhas de operação de máquinas agrícolas

Como vimos até aqui, o uso do GPS agrícola permite que o sistema de produção seja bem mais produtivo, ajudando a aumentar a produção, associada à redução dos custos. Por isso, a redução de falhas de operação é mais um importante benefício do GPS agrícola, principalmente quando há a união com tecnologias de agricultura de precisão, caso do sensoriamento remoto.

Com este tipo de tecnologias associadas é possível controlar remotamente as máquinas, otimizando todas as etapas do cultivo, do pré-plantio à colheita. Por meio dos mapas previamente gerados e dos controladores autônomos, a quantidade de paradas das máquinas agrícolas será reduzida, já que elas serão menos dependentes da mão de obra humana, otimizando o plano de ação.

Além disso, o mapeamento via satélite ajuda não só na condução da lavoura atual, mas também nas lavouras subsequentes. Isso ocorre porque os dados coletados servirão de base para o planejamento das operações a serem realizadas nas safras seguintes, tornando-as mais precisas.

A navegação guiada por GPS permite também que a redundância do trajeto das máquinas seja reduzida, isso porque as rotas automáticas previamente definidas farão com que as máquinas praticamente passem só uma vez em cada lugar. 

Com isso, o manejo será realizado de forma muito mais rápida, diminuindo o consumo de combustível e as falhas na semeadura, colheita e aplicação de insumos.

 

Conclusão

As tecnologias associadas ao GPS agrícola são grandes aliadas do melhor monitoramento da lavoura, permitindo aumento da produtividade com consequente redução dos custos na agricultura.

O gerenciamento da atividade agrícola com o auxílio de imagens de satélite permite a conquista de benefícios para todo o sistema de produção, desde o pré-plantio até a colheita.

Por fim, o GPS agrícola é totalmente acessível para grandes, médios e até pequenos produtores rurais, passando a contribuir com a produção agrícola com ganhos que fazem cada real investido valer a pena.

 

Você já faz uso do GPS agrícola na sua fazenda? Conte para nós qual é a sua experiência com essa tecnologia.

 

Internet 4G Rural : Veja‌ ‌dicas‌ ‌para‌ ‌melhorar‌ ‌a‌ ‌conexão

Segundo dados da pesquisa TIC Domicílios, divulgada em 2019 pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), o número de pessoas que usam celular na zona rural chegou à metade da população rural, tendo na Internet 4G uma das responsáveis por esse crescimento.

Internet 4G Rural
A Internet 4G rural ainda precisa melhorar no Brasil. Fonte: Visão Agro

Conforme a pesquisa, no ano de 2019, 53% da população rural disse ter acesso à rede mundial de computadores, acima dos 44% de 2017. Mas, mesmo com essa pequena melhora, o setor tem muito a evoluir, com o sinal de internet 4G rural precisando atingir mais áreas, a ponto de contribuir com a popularização da agricultura digital.

Estudos da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) mostram isso. Enquanto nas zonas urbanas do país 91,5% da área total tem cobertura para conexão de celulares à rede 4G, nos ambientes rurais o índice é de apenas 10,72%. 

Diante dessa dificuldade de conexão de Internet 4G rural, boa parte dos produtores consegue aproveitar pouco a onda de inovações criadas para melhorar sua atividade.

Por isso, é importante conferir algumas dicas que ajudarão produtores a melhorar a conexão 4G em suas propriedades a ponto de permitir que eles façam uso de inovações tecnológicas que surgem dia após dia no ambiente rural.

 

Cobertura 4G nas áreas rurais do Brasil precisa melhorar 

Não é novidade para ninguém que, apesar das recentes evoluções, o setor rural ainda carece de maior qualidade do sinal de internet 4G em fazendas, lavouras e demais propriedades localizadas longe dos grandes centros urbanos. Assim é fácil entender que há uma grande disparidade entre zonas urbanas e zonas rurais.

Uma pesquisa realizada pela Opensignal, empresa de análise móvel, mostrou como essas diferenças dentro de um mesmo Brasil são bastante claras. A pesquisa usou dados de 1.080.679 celulares.

De acordo com os resultados da pesquisa, os usuários de 4G em cidades consideradas urbanas contam, em média, com 75% de disponibilidade de sinal, contra 41% em regiões rurais. Isso significa que a proporção de tempo que os brasileiros em áreas urbanas têm sinal de 4G disponível é 1,8 vezes maior em relação àqueles que estão no interior.

O estudo contou também com uma análise mais completa da experiência móvel dos brasileiros. Nesse critério, foram avaliadas as disponibilidades de 4G e 3G de maneira combinada. 

As áreas urbanas apresentaram 90% de disponibilidade de cobertura contra 74% das áreas rurais. Em municípios intermediários, a disponibilidade é de 79%, como representado no mapa abaixo.

Internet 4G Rural

Disponibilidade 4G e 3G/4G no Brasil por municípios urbanos/rurais. Classificação de urbanização dos municípios: IBGE. Fonte: Infranews Telecon

 

Ainda de acordo com o relatório especializado, apesar da alta disparidade entre as regiões urbanas e rurais, o país segue evoluindo em termos de conexões móveis, com destaque para a conexão de Internet 4G Rural.

 

Grandes grupos têm internet 4G rural, mas essa ainda não é uma realidade de todos

A tecnologia de internet 4G rural já está bem desenvolvida e é bastante confiável. Assim, quando oferecida com qualidade e recorrência, ela permite transformar rapidamente a produção no campo, principalmente quando associada às inovações relacionadas à agricultura digital.

Assim, no anseio de ter o melhor sinal de celular possível para toda a sua propriedade, muitos empresários do ramo agrícola investem forte nos melhores e mais modernos equipamentos para captação do sinal, principalmente de Internet 4G.

Alguns são os exemplos de empresas que conseguem planejar a melhora da conexão em seus ambientes, principalmente com tecnologia 4G. Muitas delas investem no programa “4G TIM no Campo”, com projetos que contemplam aporte em infraestrutura e softwares de ponta.

A tecnologia 4G da TIM utiliza uma frequência pública de 700 MHz e é a maior do país. Essa é a mesma frequência utilizada nas principais cidades do país e compatível com os principais dispositivos móveis do mercado, caso de smartphones, tablets e modems, ou seja, não há nenhuma necessidade de trocar de smartphone para acessá-la.

Adicionalmente, esta tecnologia possibilita a conexão de dispositivos IoT através da rede NB-IoT (Narrowband- Internet of Things), caracterizada por ser de longo alcance e apresentar um consumo de energia mais baixo.

Com esses aparatos tecnológicos, grandes companhias projetam que o custo de produção poderá cair de forma significativa via melhora da conexão – o que, para grandes produções, representaria uma economia milionária por safra para essas empresas. 

Mas será que o investimento em tecnologias de conexão de Internet 4G rural por si só já resolve o problema de conectividade em propriedades rurais?

A resposta é sim, desde que ocorra um bom planejamento das necessidades e das tecnologias de conexão adotadas, afinal, sem esses cuidados, as possibilidades de falha e de perda do investimento podem ser elevadas!

 

Dicas para ajudar a melhorar o sinal de internet 4G rural

Dispor de todo o aporte tecnológico atualmente disponível é um excelente ponto de partida para conquistar um bom sinal de internet 4G rural, afinal são tecnologias recentes e modernas que visam esse propósito. 

Fonte: AGR NOTÍCIAS

Mas, mesmo com o uso de modernos equipamentos de conexão, todo o investimento pode ser colocado a perder, se não for realizado um planejamento correto em sua propriedade.

Dessa forma, para ser bem mais assertivo na busca pela melhora do sinal de Internet 4G rural é preciso que o produtor siga alguns passos bastante importantes, assim apresentados:

  1. Faça um estudo de viabilidade de sinal

Para evitar frustrações com a compra de equipamentos que garantam melhor qualidade do sinal de celular na zona rural, é preciso que o produtor procure uma operadora de telefonia para formular um estudo de viabilidade de sinal para sua propriedade.

Neste tipo de estudo, será possível:

  • Num determinado raio, identificar quais operadoras terão oferta de sinal disponível;
  • Verificar qual é a distância entre a propriedade (receptor do sinal) e a torre de origem do sinal;
  • Verificar se as torres estão em um ponto que possibilite melhor captação do sinal;
  • Dimensionar quais são os tipos e a potência necessária dos equipamentos que vão captar o sinal e oferecer a conexão;

Além disso, para realizar o estudo de viabilidade do sinal de internet 4G rural, será preciso considerar outros pontos:

  • Determinar o alcance que se deseja;
  • Qual será a operadora de preferência, caso tenha mais de uma opção.
  1. Escolha os equipamentos corretos de acordo com as necessidades

O estudo de viabilidade irá indicar todos os equipamentos de comunicação necessários para alcançar os melhores resultados, já que estes serão específicos a determinada necessidade.

Com isso as possibilidades de falha na escolha dos equipamentos serão reduzidas, além de impedir a ocorrência de gastos extras desnecessários.

 

  1. Realize a correta instalação dos equipamentos

Com o estudo pronto chega a hora da instalação dos equipamentos responsáveis por captar o sinal e oferecer a melhor conexão de Internet 4G rural. 

Para realizar esse procedimento, o ideal é solicitar que um técnico faça uma avaliação da qualidade da instalação, caberá a ele verificar a instalação realizada e checar se não há nenhum problema com os equipamentos.

Além do estudo de viabilidade de sinal, o produtor rural pode também adotar outras medidas que contribuam com a melhora do sinal. O uso de amplificadores para aumentar o alcance do sinal de internet no campo é também uma alternativa bastante interessante, principalmente para aqueles que não têm capital para investimento em modernas infraestruturas de conectividade.

Outras ações, ainda mais simples, também podem contribuir com a melhora da conectividade no campo, deixando o sinal mais “limpo”.

  • Verifique se há objetos ou paredes impedindo que o sinal do modem chegue até os aparelhos em que ele usa a internet, como smartphones e notebooks;
  • Caso a propriedade tenha uma antena particular, esta deve ser instalada em um local que garanta uma boa visada direta.

Por fim, grandes empresas (AGCO, Climate, CNH Industrial, Jacto, Nokia, Solinftec, Tim e Trimble) estão agindo de forma conjunta para que a qualidade do sinal 4G seja melhorada nas áreas rurais brasileiras, lançando para isso a ConectarAGRO.

A missão da ConectarAGRO é incentivar e promover soluções tecnológicas para a conectividade, que possa revolucionar a forma de produzir no campo, facilitando a integração e a gestão de toda a cadeia produtiva, e aumentando a qualidade e a competitividade dos produtores.

Com isso, todo produtor poderá atingir um maior desenvolvimento ao usufruir dos recursos tecnológicos e digitais mais atuais existentes hoje na agricultura 4.0.

NB-IoT: O que é e como ela impacta o meio rural?

Certamente você já ouviu falar no termo Internet das Coisas, ou simplesmente IoT (Internet of Things) e os benefícios que essa rede traz ao agronegócio no âmbito da agricultura 4.0. Mas um novo conceito começa a surgir e promete benefícios ainda maiores: estamos falando da NB IoT.

Também citada como Narrowband-Internet of Things, a NB-IoT é uma rede que está rapidamente se popularizando entre empresas de vários setores, em especial aquelas ambientadas nas atividades ligadas ao agronegócio.

A NB-IoT foi projetada com o claro objetivo de viabilizar a popularização da Internet das Coisas em amplos espaços como é o caso de grandes fazendas ou qualquer outra grande área. 

Quanto utilizada no campo essa tecnologia se destaca por prover uma rede de grande alcance, mas que faz uso de baixo consumo de energia, características essenciais para conectarmos coisas de qualquer natureza.

Por isso, para atender a essa crescente demanda por conectividade do agronegócio brasileiro é importante ter melhor entendimento sobre o que é a NB-IoT assim como os impactos que essa nova tecnologia trará para as atividades realizadas pelo meio rural brasileiro.

O que é NB-IoT?

Como identificou a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), ainda há uma grande deficiência na distribuição de internet em áreas rurais. Para resolver isso, iniciativas realizadas exclusivamente para o setor adquirem grande importância, pois possibilitam maior acesso a todos os benefícios que a tecnologia proporciona, sobretudo no caso de IoT para fazendas. Uma dessas tecnologias é a NB-IoT.

A NB-IoT caracteriza-se como um protocolo de comunicação na área de telecomunicações que permite melhor conexão com “coisas” de baixa complexidade. Por essa característica ela geralmente é usada em ambientes em que a conectividade (3G/4G e Wi-Fi) pode não funcionar de forma satisfatória.

Porém, para falar sobre a NB-IoT é preciso que conheçamos mais uma sigla na área de telecomunicações: LPWAN! Essa sigla designa Low Power Wide Area Network (“redes de grande alcance com baixo consumo de energia”, em tradução livre). 

As redes LPWAN foram desenvolvidas para permitir a conexão de milhões de “coisas”, principalmente em áreas mais abrangentes, com seus dispositivos precisando transmitir dados bem específicos, mas que ao mesmo tempo consomem muito menos bateria.

Dentre as muitas opções de LPWAN, a NB-IoT vem ganhando importância. Ela é uma camada de comunicação 4G e vem sendo gradativamente adotada em projetos relativos a IoT em vários países, inclusive no Brasil.

A NB-IoT é uma tecnologia LPWAN que opera dentro do padrão LTE licenciada (Long Term Evolution) que funciona da seguinte maneira:

  • Independentemente;
  • Nas bandas de 200 kHz não utilizadas que foram usadas anteriormente para GSM (Sistema Global de Comunicações Móveis);
  • Nas estações base LTE, alocando um bloco de recursos para operações NB-IoT ou em suas faixas de guarda.

Principais características da tecnologia da NB-IoT

As especificações para a tecnologia NB-IoT foram finalizadas em junho de 2016 pela 3GPP (3rd Generation Partnership Project). Essa é uma organização criada por sete empresas da área de telecomunicações do país que define padrões em tecnologias para redes móveis.

Mas quais são as características dessa nova tecnologia que ajudam a Internet das Coisas a serem ainda mais populares e mais facilmente utilizadas?

Em um primeiro momento, precisamos entender que a rede NB-IoT funciona como um complemento da rede 4G em que o alcance da rede pode ter em média distâncias entre 2,5 a 3 vezes a distância alcançada pela rede 4G/LTE, que é de aproximadamente 100 km. 

O baixo consumo de energia é outro benefício interessante dessa rede, pois reduz a necessidade de manutenção dos sensores, e permite que a bateria seja muito mais durável, garantindo um produto mais robusto, confiável e econômico.  

Esse tipo de rede é mais indicado para sensores, como medidores e sensores fixos em um local e geralmente é utilizada em ambientes em que a conectividade precisa cobrir grandes áreas, como é o caso de muitas áreas rurais.

Dessa forma, a tecnologia do NB-IoT é ideal para projetos que abrangem uma grande área, mas que não demandam um alto volume de transmissão de dados, como é o caso dos variados sensores e medidores presentes em lavouras agrícolas.

Principais aplicações da NB-IoT no ambiente do agronegócio

Com base em todas suas características tecnológicas visualizadas é facilmente perceptível entender que muitas são as aplicações e usos para a NB-IoT. Dentre essas aplicações, os sensores ligados à internet ganham importância, principalmente por poderem monitorar plantações com maior eficácia. 

Assim, os principais usos e benefícios dessa tecnologia são:

  • Sensores com capacidade de medir a temperatura de um determinado local, a umidade e a qualidade do ar e dos solos;
  • Completo monitoramento das variáveis internas de silos destinados ao armazenamento de grãos, caso da temperatura e da umidade;
  • Georreferenciamento, cuja função é suportar o entendimento e o mapeamento das necessidades de cada propriedade rural.

A partir da análise dos dados atuais e históricos, os profissionais de agrárias conseguem tomar decisões bem mais sólidas e ajustar o trabalho de acordo com as necessidades apontadas pelas informações obtidas e transmitidas.

Dessa forma, é perceptível entender que as aplicações da IoT são inúmeras. Porém, nem todas elas podem se beneficiar dos protocolos NB-IoT.

Um exemplo são as aplicações relacionadas ao campo que transferem imagens e vídeos de câmeras. Para essa necessidade é que a NB-IoT é sempre acompanhada da rede 4G. A taxa de dados desse tipo de tecnologia é muito baixa quando comparada ao 4G, caracterizada como sendo a tecnologia ideal para aplicações desse segmento.

Porém, outras aplicações M2M (Machine-to-Machine ou, em português, Máquina a Máquina) como rastreamento, medição e sensoriamento, que transferem poucos dados (ou dados mais simples), podem utilizar normalmente o protocolo de NB-IoT.

As aplicações de sensoriamento, bastante comuns no agronegócio e que estão fora do perímetro urbano, são as grandes beneficiadas do longo alcance deste tipo de tecnologia.

Por alguns anos, essas operações de sensoriamento eram inviáveis no campo, por conta da falta de cobertura nessas áreas. Porém, com a grande abrangência do sinal de alcance da NB-IoT, esse problema pode ser reduzido e na grande maioria das regiões até eliminado.

Além disso, por apresentar melhores respostas a dispositivos estáticos, essa rede é ideal para aplicações de sensoriamento do clima das regiões produtivas, como temperatura ambiente, umidade do solo e incidência solar, tipicamente utilizadas em estações meteorológicas presentes em fazendas.

Por que seu negócio deve investir em NB-IoT?

A tecnologia NB-IoT foi desenvolvida para atender uma rede massiva de diversos dispositivos e sensores que fazem uso de alimentação via bateria que possuem anos de duração. 

Assim, esse tipo de tecnologia é normalmente projetado para que seja utilizado em locais onde não há necessidade de uma demanda de transporte de grande quantidade de dados ou baixa latência e, como sabemos, muitas das aplicações agrícolas se encaixam nestas ocorrências, indicando sua importância para o agronegócio em geral. 

Essa tecnologia é também indicada para aplicações menos sensíveis ao delay, devido à sua maior latência. Apresentam também baixo custo e reduzido consumo de energia.

 

Conclusão

A corrida para a conexão do campo está iniciada com o avanço da agricultura 4.0. As soluções de conectividade estão disponíveis, escolha a melhor tecnologia de acordo com sua aplicação e promova a transformação digital .

Com isso, avanços em tecnologia são constantes no âmbito do agronegócio, beneficiando propriedades de todos os tamanhos e seus respectivos sistemas produtivos. Hoje em dia temos inovações que resultam em economia e maior produtividade no campo.

Uma dessas tecnologias é a NB-IoT, que já gera um grande impacto na maneira como fazemos as coisas no campo e a tendência é que isso cresça ainda mais no futuro, levando maior qualidade aos sistemas de produção.

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