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NB-IoT: saiba por que investir nesta tecnologia em sua propriedade!

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Créditos: Freepik

Assim como nas indústrias dos grandes centros urbanos, a tecnologia é um elemento fundamental para garantir o desenvolvimento do campo brasileiro. Entre as ferramentas utilizadas para maximizar a produção agrícola em quantidade e qualidade, o NB-IoT leva o prêmio de destaque!

Crescendo ano a ano nas fazendas e sítios à fora, a chamada Banda Estreita para Internet das Coisas serve para expandir a conectividade em áreas rurais e remotas, solucionando os desafios diários dos produtores e atendendo a demanda por maior produção mundial de alimentos.

Mas considerando a sua realidade, pequeno e médio produtor, por que você deveria investir em NB-IoT para sua propriedade?

Continue a leitura e descubra as razões pelas quais essa tecnologia pode mudar como sua propriedade é gerenciada!

O que é a cobertura NB-IoT e de que modo ela pode ser utilizada na agricultura? 

Imagine a seguinte cena: você está em sua propriedade, no coração da zona rural brasileira, cercado pelo verde de suas plantações. No entanto, há um desafio que muitos agricultores enfrentam: a distância e a falta de conectividade confiável. Aqui é onde entra o NB-IoT, ou Narrowband Internet of Things (em português, chamada Banda Estreita para Internet das Coisas).

O NB-IoT é uma tecnologia de comunicação de baixa potência que permite a conexão de dispositivos remotos à internet. Em termos simples, ele é como o sistema nervoso da sua fazenda, permitindo que você monitore e controle uma variedade de aspectos da sua produção agrícola de forma remota e eficiente.

Devido a essa particularidade, o NB-IoT é comumente aplicado em ambientes onde a conectividade convencional (como 3G/4G e Wi-Fi) pode apresentar limitações de desempenho. Assim, pode ter uma média de distâncias entre 2,5 e 3 vezes maior que as redes comuns mencionadas.

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Créditos: PCHVector | Freepik

Com baixo consumo energético e custos reduzidos, a rede é indicada principalmente para sensores e dispositivos embarcados nos maquinários, já que não demandam alto volume de transmissão de dados.

Já pensou como máquinas se comunicam com computadores e programas para gerar informações seguras sobre cada etapa de uma safra? Então, a NB-IoT é a principal responsável para isso acontecer!

Quais as aplicações do NB-IoT no meio rural?

Até agora, apresentamos para você uma definição do que é a rede NB-IoT e como ela pode ser aplicada à agricultura. Mas, na prática, como ela pode ajudar em sua rotina na fazenda ou sítio?
Fato é que a Internet das Coisas funciona e os resultados reais podem ser vistos em diversas atividades agrícolas. Alguns exemplos são:

  • Monitoramento de condições ambientais: imagine poder monitorar a umidade do solo, a temperatura e a umidade do ar em tempo real, sem precisar estar fisicamente presente na sua propriedade. Com o NB-IoT, isso é possível! Sensores instalados em diferentes pontos da sua plantação podem enviar dados para a nuvem, permitindo que você monitore as condições ambientais e tome decisões precisas sobre irrigação e manejo de culturas.
  • Rastreamento de ativos e equipamentos: gerenciar uma grande propriedade agrícola envolve o uso de uma variedade de equipamentos e ativos, desde tratores até sistemas de irrigação. O NB-IoT permite rastrear a localização e o status desses ativos em tempo real, garantindo que eles estejam sempre onde você precisa, quando você precisa.
  • Gestão de rebanhos e pastagens: para os criadores de gado, o NB-IoT oferece a capacidade de monitorar o comportamento e a saúde do rebanho de forma remota. Sensores colocados em coleiras ou brincos podem fornecer dados sobre a localização dos animais, seus padrões de alimentação e atividade, permitindo uma gestão mais eficiente das pastagens e do rebanho como um todo.

Por que você deve investir em NB-IoT em sua propriedade rural? 

Apesar dos desafios enfrentados para consolidar a plena conectividade no campo, a adoção do NB-IoT vem aumentando a cada safra. Segundo o relatório IoT Snapshot 2022, desenvolvido pela Logicalis, 42% das empresas no Brasil planejam investir em projetos de IoT nos próximos 18 meses. Desse grupo, o setor com mais planos concretos de investimento é o agronegócio!

Com as tecnologias tornando-se uma realidade na agropecuária, não faltam argumentos para você começar a investir na rede NB-IoT para sua propriedade. Afinal, a digitalização promove melhor manejo da lavoura, um planejamento de atividade mais ágil e até mesmo uma comunicação mais efetiva entre fazenda e sede.

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Créditos: KamranAydinov | Freepik

As informações coletadas e analisadas e tempo real indicam também a melhor janela para iniciar uma plantação, bem como realizar a pulverização e irrigação conforme o necessário. 

De modo geral, os processos agrícolas — sempre baseados em fatos e dados agronômicos — passam a ser administrados assertivamente, reduzindo o uso de insumos, gerindo os recursos naturais e expandindo a produção de forma sustentável.

Em resumo, a agricultura digital e o NB-IoT são verdadeiros aliados do agricultor ao longo de sua safra! E para democratizar este acesso aos produtores de todos os portes, a ConectarAGRO busca fomentar a conectividade rural por meio do 4G em 700MHz, expandido pela Internet das Coisas.

E você, produtor, já sabia dos benefícios do NB-IoT? Deixe seu comentário!

El Niño 2024: como a agricultura de precisão te ajuda a lidar com este fenômeno climático

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Créditos: Vecstock | Freepik

Ei, agricultor, você já se perguntou como enfrentar os desafios iminentes do El Niño em 2024 enquanto protege suas preciosas safras?

O fenômeno climático El Niño, com seu histórico de impactos severos nas condições atmosféricas globais, exige uma abordagem proativa para garantir a resiliência das operações agrícolas.

Neste artigo, exploraremos como a agricultura de precisão conectada pode ser sua aliada estratégica na preparação para os desafios climáticos que se avizinham.

Vamos descobrir juntos como enfrentar o El Niño de 2024 com tecnologia e conhecimento!

El Niño deve durar em 2024: quais os seus impactos? 

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, afetando padrões atmosféricos globais. Com duração média de doze meses, eles acontecem com frequência a cada dois a sete anos.

Suas consequências incluem mudanças nos padrões de chuva, temperaturas extremas e eventos climáticos intensos em diversas partes do mundo. No contexto agrícola, o El Niño pode resultar em secas prolongadas, enchentes, e desafios significativos para a produção de alimentos.

Para exemplificar, em anos anteriores, o fenômeno climático resultou em maior volume de chuvas na região Sul do Brasil, enquanto a região Nordeste enfrentou secas e temperaturas elevadas.

Dessa forma, o desenvolvimento das culturas torna-se mais lento e a produtividade passa a ser menor, impactando também o bolso do consumidor na hora de escolher os produtos nas prateleiras do mercado.

Fato é que o El Nino deve durar até pelo menos abril de 2024, segundo a última atualização da Organização Meterológica Mundial (OMM). De acordo com os especialistas, o fenômeno deve atingir o seu pico graças à uma combinação de fatores que inclui também a alta nas emissões de dióxido de carbono na atmosfera.

Esta matéria divulgada pela CNN Brasil explica tais projeções com profundidade:

O assunto foi inclusive destaque na COP 28, em que autoridades mundiais discutiram estratégias para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas que impactam o sistema agropecuário e a própria alimentação da população.

Enfrentando o El Niño com agricultura de precisão

Como já abordamos aqui no Blog ConectarAGRO, a conectividade no campo, proporcionada pelo avanço da tecnologia 4G em 700MHz, abre caminho para a implementação eficiente da agricultura de precisão.

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Créditos: Vecstock | Freepik

Com informações detalhadas e baseadas em dados, essa abordagem tecnológica permite que você tome decisões mais precisas e eficientes na gestão das atividades agrícolas. Assim, sua propriedade passa a ajustar a rota mais rapidamente, produzindo cada vez mais com menos recursos e com menores impactos ambientais.

Aqui estão algumas maneiras pelas quais essa abordagem pode ajudar os agricultores a se preparar para o El Niño de 2024:

  • Monitoramento climático em tempo real: sensores climáticos conectados permitem o monitoramento contínuo das condições meteorológicas. Isso proporciona aos agricultores dados precisos sobre mudanças nas temperaturas, umidade e padrões de chuva, possibilitando a antecipação de eventos climáticos extremos.
  • Gerenciamento Inteligente da Irrigação: Sistemas de irrigação automatizados, baseados em dados em tempo real, ajudam a otimizar o uso da água. Diante de secas associadas ao El Niño, a agricultura de precisão permite a adaptação rápida dos protocolos de irrigação, garantindo que as plantas recebam a quantidade ideal de água para seu crescimento.
  • Previsão de pragas e doenças: A conectividade no campo possibilita a implementação de softwares avançados que analisam dados climáticos e fornecem previsões sobre a incidência de pragas e doenças. Isso permite a aplicação de medidas preventivas, reduzindo os riscos de perda de colheitas.
  • Manejo robótico da fertilização: Sensores conectados e tecnologias robóticas avançadas permitem um manejo personalizado e mais preciso da fertilização. Robôs agrícolas equipados com sistemas de análise de solo em tempo real podem avaliar as condições específicas de nutrientes em diferentes partes do campo. Com base nesses dados, algoritmos de IA podem calcular e ajustar instantaneamente as quantidades ideais de fertilizantes a serem aplicadas em cada área. 
  • Acesso a informações em tempo real: Aplicativos e plataformas online oferecem acesso instantâneo a dados e análises, permitindo que os agricultores tomem decisões informadas em resposta a mudanças nas condições climáticas. A conectividade confiável é essencial para garantir o acesso a essas ferramentas em áreas rurais.

Enfrentar desafios climáticos como o El Niño exige uma abordagem proativa e tecnologicamente avançada. A agricultura de precisão conectada emerge como uma solução essencial para a preparação e mitigação dos impactos adversos.

A ConectarAGRO, por meio da promoção da conectividade no campo, desempenha um papel fundamental no empoderamento dos agricultores por meio das tecnolgoias para enfrentar esses desafios de maneira mais eficaz e sustentável.

E você, como vem lidando com as consequências do El Niño em sua plantação? Conte para a gente nos comentários!

Conectividade e agricultura digital: a revolução que traz os jovens de volta ao campo

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Créditos: Freepik

Se você acha que o campo ainda enfrenta um cenário de êxodo rural, de atividades tradicionais e rudimentares, é melhor pensar de novo! A convergência entre conectividade e agricultura digital não só reconfigura as práticas agrícolas, como também o perfil dos produtores rurais brasileiros.

Com um agronegócio cada vez mais tecnificado que exige mão de obra qualificada e um ambiente conectado que atende às necessidades, os jovens estão retornando ao campo para assumirem a gestão das propriedades rurais.

Por isso, neste artigo você vai entender qual a relação entre conectividade, agricultura digital e o retorno dos jovens agricultores aos sítios e fazendas. A nova safra do agro é a juventude. Confira!

Agricultura digital e conectividade: a revolução no campo

A agricultura digital refere-se à integração de tecnologias avançadas no setor agrícola para otimizar processos, aumentar a eficiência e melhorar os resultados. Ferramentas como sensores, drones, inteligência artificial e a Internet das Coisas (IoT) estão se tornando partes essenciais do dia a dia no campo. Essa revolução está proporcionando aos agricultores uma visão mais abrangente de suas operações, permitindo tomadas de decisão mais informadas.

Para se ter ideia, o Simulador de Benefícios da ConectarAGRO aponta que os agricultores podem economizar em até 15% os custos quando utilizam alguma ferramenta digital, como sistemas de irrigação e pulverização inteligente.  A gasolina também é outro recurso que pode ser utilizado de forma mais racional.

Já a conectividade é a grande porteira para os gestores rurais aproveitarem todo o potencial das tecnologias embarcadas em seus maquinários. Com internet rural de qualidade, as pessoas têm acesso a informações, recursos e parceiros de qualquer lugar, durante todos os dias e horários da semana.

Se antes um técnico levava horas para transferir os dados da fazenda para a sede, agora todos os equipamentos estão interligados e geram recomendações imediatas sobre cada etapa da cadeia produtiva agrícola.

Além da agricultura digital, a conectividade também impacta o desenvolvimento social humano. Com acesso à internet, as pessoas podem realizar consultas on-line, realizar cursos, utilizar serviços públicos e assistir a conteúdos de entretenimento.

É a receita perfeita para atrair jovens ao agro!

Perfil conectado do agricultor: o interesse dos jovens pelo trabalho no campo

O mundo urbano vem passando por mudanças substanciais graças à inteligência artificial e uma conectividade cada vez mais eficiente. Em certa medida, o campo também acompanha as novas visões e perspectivas de mundo.

O estudo da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA) comprova o argumento. Segundo os dados divulgados, a presença de jovens no campo — na faixa entre 18 e 35 anos — saltou de 20% para 27%. A idade média dos produtores diminui em 3,1% em relação ao último questionário.

A reportagem abaixo do Canal Rural traz alguns personagens que optaram pelo retorno ao campo:

Dessa forma, o novo perfil de agricultor jovem não se baseia somente em técnicas tradicionais, mas sobretudo na gestão de dados e tecnologias da informação para entregar as maiores e melhores safras ao mercado.

A geração mais nova também compartilha seus conhecimentos com os familiares mais velhos, resultando em uma combinação perfeita entre experiência e tecnologia.

De modo geral, a agricultura digital está atraindo jovens de várias maneiras, incluindo:

  • Melhor acesso a informações e recursos: A conectividade permite que os jovens acessem informações sobre como gerenciar o solo, o clima e os recursos, como água e energia. Isso pode tornar a agricultura mais atrativa para os jovens, pois eles podem aprender e se adaptar a novas abordagens e tecnologias.
  • Inovação e sustentabilidade: A agricultura digital incentiva a inovação e a sustentabilidade, que são aspectos atraentes para os jovens que estão interessados em proteger o meio ambiente e criar uma carreira viável para o futuro.
  • Redução dos custos de produção: A agricultura digital pode ajudar a reduzir os custos de produção, tornando a agricultura mais rentável e atrativa para os jovens.
  • Conexão com a sociedade: A conectividade permite que os jovens se conectem com a sociedade e compartilhem suas histórias e experiências na agricultura digital. Isso pode ajudar a criar uma comunidade mais ampla e apoiadora para os jovens que estão interessados em retornar ao campo

Desafios e oportunidades para os jovens no campo

Apesar dos benefícios evidentes, a implementação da agricultura digital enfrenta desafios, especialmente em regiões com acesso limitado à conectividade. Para se ter ideia, 70% das propriedades rurais ainda seguem sem acesso à internet rural.

No entanto, é crucial reconhecer que superar esses obstáculos oferece oportunidades para expandir a infraestrutura de conectividade, promovendo o desenvolvimento rural e a inclusão digital.

Pensando na permanência das pessoas no campo por meio da internet rural, a ConectarAGRO tem o objetivo de promover a conectividade no campo por meio da rede 4G em 700MHz, uma tecnologia simples, barata e interoperável.

Quer saber como estamos trabalhando para tornar o agro cada vez mais conectado, sustentável e produtivo? Acompanhe nossas mídias sociais!

3 tecnologias para o controle de plantas daninhas

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Créditos: Embrapa | Reprodução

O setor agrícola enfrenta desafios constantes, e um dos maiores deles é o controle de plantas daninhas. Essas intrusas indesejadas competem com as culturas por recursos como luz solar, água e nutrientes, reduzindo significativamente o rendimento das lavouras.
A última projeção realizada pela Embrapa durante a safra 2015/16 indica que os prejuízos causados pelas plantas daninhas ao agronegócio tiveram um impacto de R$9 bilhões, considerando as perdas produtivas e o custo com aplicação de herbicidas. Só de olhar o número, dá para entender o tamanho do problema, não é?

Além disso, o órgão constata que pelo menos 20 milhões de hectares no Brasil estão expostas a plantas indesejadas que resistem às estratégias de manejo existentes. Portanto, o mais importante é realizar um diagnóstico precoce para evitar que o problema se alastre por toda a lavoura.

A boa notícia é que, com o avanço das tecnologias digitais, os agricultores têm à disposição ferramentas poderosas para monitorar e combater essas ameaças de maneira mais eficaz. Neste artigo, exploraremos o que são plantas daninhas, como controlá-las e como as tecnologias digitais podem ser aliadas nessa luta.

O que são as plantas daninhas?

As plantas daninhas são aquelas que crescem em locais indesejados, competindo com as plantas cultivadas por nutrientes, água e luz solar. Elas podem ser encontradas em diversos ambientes, desde áreas urbanas até plantações agrícolas. Além de prejudicar o crescimento das plantas cultivadas, as plantas daninhas também podem abrigar pragas e doenças, aumentando ainda mais os prejuízos.

Segundo pesquisas científicas, esse tipo de plantas pode reduzir em mais de 30% a produtividade das lavouras. Quando não são devidamente controladas, as daninhas geram mais de 90% de perda da produção. Vale lembrar também que os efeitos na cultura principal vão além da interferência e perda de produtividade. As plantas daninhas resultam em aumento do custo, e depreciação da qualidade do produto, ao servir de hospedeiros para pragas e doenças. 

As populações de plantas daninhas são dinâmicas e exibem diversidade genética. Por isso, quando um mesmo herbicida é utilizado repetidamente ou herbicidas com mecanismos de ação semelhantes são empregados, as plantas que possuem alguma forma de resistência são selecionadas. Essas plantas resistentes sobrevivem e sua frequência aumenta na população ao longo dos anos subsequentes.

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Créditos: Climate Fieldview | Reprodução

Claro, o emprego de herbicidas na gestão química de plantas daninhas revolucionou de maneira significativa a agricultura, devido à sua conveniência, economia e eficácia. Simultaneamente, isso possibilitou a redução da necessidade de preparação do solo, contribuindo para melhorar sua estrutura, bem como sua capacidade de retenção de matéria orgânica e umidade.

No entanto, quando os herbicidas são usados como única estratégia de controle sem a devida precaução, surgem desafios relacionados à resistência das plantas daninhas a esses compostos, enfatizando a importância da adoção de boas práticas no manejo de pragas.

Como fazer o controle de plantas daninhas?

O controle de plantas daninhas é uma tarefa desafiadora, porém fundamental para a agricultura. Existem várias estratégias para combatê-las, incluindo métodos culturais, que envolvem práticas como rotação de culturas, plantio direto e cultivo em fileiras estreitas para reduzir o espaço disponível para as plantas daninhas crescerem. Além disso, métodos mecânicos são uma opção, que incluem o uso de equipamentos como arados e grades para remover as plantas daninhas fisicamente.

Outra alternativa é o uso de métodos químicos, com a aplicação de herbicidas, mas requer cuidado para evitar danos às culturas desejadas e ao meio ambiente. Além disso, métodos biológicos — os bionsumos —, nos quais alguns insetos, animais e microorganismos podem ser usados para controlar plantas daninhas de forma natural.

Por fim, os métodos digitais estão ganhando cada vez mais relevância para o monitoramento e controle das plantas daninhas, com o uso de tecnologias digitais, como imagens de satélite, drones e sensores no campo, que permitem aos agricultores identificar áreas com infestações de plantas daninhas e tomar medidas direcionadas, tornando o manejo mais preciso e eficiente.

Tecnologias auxiliam o monitoramento de plantas daninhas

Se você chegou até aqui, certamente já aprendeu com este artigo que o controle das plantas daninhas requer um tratamento integrado entre diferentes técnicas para garantir a saúde do solo e da plantação a longo prazo.

Além dos métodos convencionais, as tecnologias digitais habilitadas pela conectividade no campo estão entrando pelas porteiras das propriedades rurais. Com essas ferramentas proporcionadas pelo avanço da agricultura digital, as produções podem se tornar mais produtivas e sustentáveis, reduzindo os custos de aplicação dos defensivos.

Alguns dos principais exemplos são os satélites e drones equipados com câmeras de alta resolução, os quais têm a capacidade de sobrevoar extensas áreas de terras agrícolas para obter imagens detalhadas e atualizadas regularmente. Essas imagens permitem uma visão abrangente do estado das culturas e identificam áreas suscetíveis a infestações de plantas daninhas de forma rápida e precisa.

Com essa informação em mãos, os agricultores podem tomar medidas direcionadas, como a aplicação de herbicidas apenas nas áreas afetadas, o que reduz significativamente o desperdício de produtos químicos e os custos associados à pulverização em áreas saudáveis.

Créditos: Revista Cultivar | Reprodução

Já os sensores instalados no solo coletam dados cruciais, como umidade do solo, temperatura e outros fatores ambientais que afetam o crescimento das plantas daninhas. Eles também fornecem informações durante 24 horas, permitindo que os agricultores monitorem as condições do solo de forma contínua e precisa, independente do lugar onde estão.

De fácil acesso na palma da mão, os aplicativos para smartphones podem ser utilizados para documentar a presença de plantas daninhas, seu estágio de crescimento e outras informações relevantes.

Com as observações registradas nas plataformas, os agricultores acessam uma análise mais profunda das infestações em suas terras a partir de gráficos e outras representações visuais didáticas.

Os produtores rurais também podem controlar as plantas daninhas a partir do aprendizado de robótica e inteligência artificial. Por meio de algoritmos treinados, é possível identifica-las com alta precisão, distinguindo-as das culturas desejadas. Dessa forma, os esforços concentrados evitam tratamentos desnecessários nos talhões saudáveis, reduzindo os custos associados.

O Solix, robô da nossa associada Solinftec, por exemplo, é capaz de realizar a aplicação precisa de herbicidas, permitindo o controle eficiente de plantas daninhas, evitando sua disseminação e competição por nutrientes com a cultura alvo.

O Solix trabalha integrado com a plataforma ALICE, de inteligência artificial, capaz de fornecer as recomendações mais adequadas de velocidade do vento e melhores horários para a pulverização das lavouras. Por isso, a solução colaborou com a redução de 95% do uso de herbicidas durante a primeira safra comercial da ferramenta nos Estados Unidos. São excelentes resultados, não é mesmo?

 

4 passos para melhorar a plantabilidade com agricultura digital

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Créditos: Freepik

Se você está de olho no calendário agrícola, provavelmente está em contagem regressiva para o início do plantio de diferentes culturas, não é mesmo? Nesse sentido, um importante elemento que qualquer agricultor ou agricultora deve se atentar é a plantabilidade, conceito fundamental para as boas práticas de produção agrícola!

A razão é bastante direta: ela garante que as sementes sejam plantadas no local correto, com a profundidade adequada e espaçamentos ideais. Com isso, garante-se uma boa emergência das plantas e uma alta produtividade!

Neste artigo, vamos explorar o que é a plantabilidade, quais são seus principais fatores e de que forma a agricultura digital pode auxiliar neste processo. Afinal, os dados funcionam como uma bússola para tomadas de decisões assertivas no campo.

Vem com a gente!

Qual o papel da plantabilidade na lavoura?

Segundo o último relatório de Oferta e Demanda do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a expectativa é que o estado plante mais de 12,12 milhões de hectares em soja na safra de 2023/2024. Já os especialistas esperam que sejam colhidos um volume de 43,782 milhões de toneladas do grão.

O sucesso da agricultura brasileira expressada nos números acima tem forte relação com um conceito de grande importância para a produtividade agrícola: a plantabilidade.

Em sua essência, a plantabilidade é um processo que envolve a distribuição adequada das sementes no solo, garantindo que elas germinem e cresçam de forma uniforme. Quando se alcança uma alta taxa, os resultados são visíveis em termos de redução de perdas. Por outro lado, se as sementes forem plantadas muito distantes umas das outras, haverá um desperdício de espaço e recursos.

Neste vídeo, o professor de Mecanização Agrícola da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Paulo Arbex, fala um pouco sobre os aspectos da plantabilidade:

Vale ressaltar que importantes pesquisas científicas têm mostrado como a plantabilidade impacta positivamente a produtividade de uma propriedade rural.

Um exemplo é um estudo realizado com feijão segunda safra, que avaliou a produtividade em função de diferentes coeficientes de variação da plantabilidade. Os resultados mostraram que a produtividade aumentou à medida que a plantabilidade se tornou mais uniforme.

Quais os principais fatores da plantabilidade?

Na prática, a plantabilidade não está só relacionada à qualidade do plantio, mas também à escolha da semente. Uma seleção adequada, levando em consideração o tipo de solo e as condições climáticas locais, é fundamental para o sucesso do plantio.

Além disso, o solo deve estar preparado com a quantidade correta de umidade e nutrientes. Esse estágio assegura o desenvolvimento saudável das plantas. Outro ponto fundamental é a regulagem do maquinário. Ao calibrá-lo da forma correta, você garante o espaçamento adequado entre as sementes e a profundidade correta de plantio.

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Créditos: Sathguru | Reprodução

A utilização de tecnologias de monitoramento — como GPS e sensores — também são ferramentas aliadas dos produtores rurais. Com os dados consolidados em tempo real pelos dispositivos, é possível identificar problemas de plantio em tempo real e realizar ajustes de rota.

Como a agricultura digital melhora a plantabilidade de uma lavoura?

Como já discutimos no nosso Blog ConectarAGRO, a agricultura digital é uma revolução em movimento no campo.

Com a coleta e armazenamento de indicadores agronômicos, o agricultor traça um histórico da plantabilidade das safras passadas e estabelece estratégias para possíveis aperfeiçoamentos em todos os processos da cadeia produtiva.

Para implementar esses processos em sua lavoura, alguns passos devem ser seguidos. Tenha em mente que estes não são os únicos, mas alguns dos principais que poderão impulsionar a performance de sua produção. Confira abaixo!

  • Certifique-se que há conectividade em sua propriedade

A conectividade é essencial para ter acesso ao que há de melhor e mais inovador para a agricultura digital. Afinal, toda tecnologia acoplada a maquinários e dispositivos só pode ser integralmente aproveitada a partir da cobertura de conectividade no campo.

A partir de ampla pesquisa, a ConectarAGRO acredita o 4G em 700MHz seja o padrão mais aderente às necessidades dos produtores rurais, pois é uma frequência capaz de cobrir grandes áreas, o que é fundamental para garantir a conectividade em áreas rurais. Por isso, o objetivo da Associação é fomentar a chegada da internet em áreas rurais e remotas do Brasil.

  • Adote ferramentas de análise de dados na sua produção agrícola

Softwares de análise de dados permitem a coleta e análise de informações sobre a lavoura, como o espaçamento entre as sementes, a profundidade de plantio e a umidade do solo. Tais dados são fundamentais para garantir uma boa plantabilidade.

Alternativas incluem os aplicativos para smartphone, quem podem ser baixados gratuitamente nos diferentes sistemas operacionais. Os apps incluem uma lista gigante de funções como apresentação de Informações metereológicas, listagem de insumos biológicos seguros e até mesmo consultas a melhor época para semeadura de diferentes culturas.

  • Utilize drones para mapeamento da lavoura

Equipados com câmeras e sensores, os drones monitoram a saúde das plantas, identificam áreas de estresse hídrico, detectam falhas e avaliam a distribuição das sementes. Com essas informações em mãos, o agricultor pode tomar decisões mais precisas e eficientes para garantir uma boa plantabilidade e aumentar a produtividade na lavoura.

Em outras etapas, os drones podem ser utilizados na aplicação localizada de defensivos agrícolas e mesmo também na irrigação inteligente de acordo com as necessidades de cada talhão.

  • Invista na automação de maquinários

 A automação no plantio envolve a uniformidade no desenvolvimento da lavoura, a distribuição efetiva de adubo, a plantabilidade e a distância adequada entre as sementes. Além disso, a automação permite uma gestão mais eficiente da lavoura, com a possibilidade de monitorar o clima, o solo e a umidade em tempo real.

 Você agora já sabe como a agricultura digital pode auxiliar na plantabilidade de sua lavoura. Que tal entender qual o real impacto da conectividade na produtividade de um negócio rural? Confira mais sobre o Simulador de Benefícios da ConectarAGRO!

Tecnologias digitais auxiliam na produção leiteira sustentável

Créditos: Senivpetro — Freepik

A produção leiteira desempenha um papel crucial na economia brasileira, mas também pode ter um impacto significativo no meio ambiente. Nesse contexto, as tecnologias digitais desempenham um papel fundamental, atrelando maior eficiência na pecuária à redução do impacto ambiental. Isso porque as ferramentas conectadas possibilitam a aplicação de boas práticas para garantir o bem-estar animal e a conservação ambiental.

Neste artigo, discutiremos como o emprego da agricultura digital atua no desenvolvimento de uma pecuária leiteira mais eficiente e sustentável. Veremos também a importância da conectividade no campo para a habilitação desse ciclo virtuoso. Boa leitura!

ESG como pressuposto da produção leiteira sustentável

Antes de explorarmos o papel da tecnologia na produção leiteira sustentável, vale destacar a importância das boas práticas do setor direcionadas ao ESG, sigla em inglês para governança ambiental, social e corporativa.

Traduzindo, estamos falando do grau de preocupação que um negócio — no caso, a sua propriedade rural — tem sobre os possíveis impactos dos seus processos no meio ambiente e na qualidade de vida das pessoas envolvidas na cadeia produtiva. Por sua vez, uma fazenda realmente atenta às dimensões produtivas, sociais e ambientais busca aplicar um gerenciamento devidamente organizado e ético.

Apesar do termo “ESG” parecer uma tendência que ainda está fora da realidade dos produtores rurais, as práticas que vão além da sigla já criaram raízes no campo. Para termos uma ideia, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) em parceria com a KPMG Internacional indica que 70% dos produtores rurais da região centro-oeste do país já utilizam práticas e programas de preservação e recuperação.

A nível nacional, o relatório ainda aponta que 42% das pessoas entrevistadas afirmam que riscos e oportunidades socioambientais são discutidos frequentemente entre os envolvidos no negócio, e 26% responderam que já existe uma área dentro da empresa dedicada a avaliar as oportunidades deste tema.

As boas práticas de governança ocupam um espaço significativo nos planejamentos da agropecuária — incluindo a produção leiteira — por serem fatores decisivos nos investimentos, análises de riscos, além de pontuação frente ao mercado internacional.

As ações de ESG podem ser colocadas em prática em diferentes formas, seja pelas mudanças na nutrição animal, manejo eficiente de pastagens, incluindo também treinamento e capacitação.

A adoção de sistemas que respeitem e cuidem do rebanho leiteiro é fundamental para a produtividade, uma vez que animais saudáveis produzem com melhor qualidade. Não por acaso, há uma avaliação mundial do conceito de “bem-estar animal”, já inserida também no Brasil.

A reportagem preparada pela TV Revista Rural explica de modo pertinente este conceito:

O papel das tecnologias digitais na produção leiteira sustentável

Vista a importância da sustentabilidade na pecuária leiteira, você pode estar se perguntando de que modo podemos aplicá-la a uma propriedade. A resposta é direta: a partir de tecnologias digitais e dados consolidados.

É por meio da conectividade do campo, sobretudo o 4G em 700MHz, que conseguimos aproveitar todos os recursos presentes nos equipamentos e dispositivos utilizados no cotidiano da produção leiteira.

A divisão agro da Vivo, associada da ConectarAGRO, por exemplo, conta com uma plataforma de gestão pecuária de corte e leiteira. A operação centraliza e apresenta indicadores de manejo por meio de dados gerados a partir de dispositivos, como brincos eletrônicos, bastão e balança, aplicados no campo e conectados aos animais. 

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Créditos: Reprodução | Milkpoint

Com informações sincronizadas em tempo real, passamos a ter uma visão integrada dos principais indicadores de produção, otimizando os processos, reduzindo o consumo de recursos naturais e minimizando os eventuais desperdícios.

Para fins de exemplo, a Empresa Brasileira de Pesquisa em Agropecuária (Embrapa) divulgou que propriedades que utilizam tecnologia conseguem produzir cinco vezes mais leite do que a produção média nacional estimada por fazenda leiteira. Estamos falando de um grande salto que gera renda, reinvestimentos e desenvolvimento social para as áreas rurais e remotas!

Mas entre o universo da agricultura 4.0, quais técnicas podem ser suas aliadas na busca por mais produtividade e sustentabilidade na produção leiteira? Abaixo, listamos as três principais:

  • Monitoramento da saúde de animais

 Sensores podem ser implantados nos animais para monitorar sua saúde e bem-estar. Esses sensores podem coletar dados sobre a temperatura corporal, atividade física e padrões de alimentação, permitindo que os produtores identifiquem rapidamente qualquer problema de saúde e tomem medidas preventivas 

  • Ordenha robótica

A ordenha robótica é uma tecnologia que automatiza o processo de ordenha dos animais. Além de reduzir o estresse dos animais, a ordenha robótica permite uma maior eficiência na produção, garantindo uma ordenha precisa e higiênica. 

  • Gestão de recursos hídricos

A gestão eficiente dos recursos hídricos é fundamental para uma produção leiteira sustentável. Através da conectividade, os produtores podem utilizar tecnologias de monitoramento e controle para otimizar o uso da água, reduzindo o desperdício e garantindo a utilização sustentável desse recurso precioso.

Vale destacar que essas são apenas algumas das inúmeras possibilidades de inserir sua propriedade na rota da sustentabilidade e produtividade exponencial. Considerando a importância da informação para a agropecuária moderna que a ConectarAGRO busca fomentar a conectividade em áreas rurais e remotas no Brasil!

E você, produtor ou produtora, como vem lançando mão da conectividade na sua produção leiteira? Compartilhe conosco!

Pecuária de precisão: novos paradigmas para a produção no campo

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Créditos: Senivpetro — Freepik

A pecuária de precisão emerge como uma revolução no campo agropecuário, com a convergência das tecnologias digitais, como o 4G em 700MHz, moldando uma nova era de gestão de rebanhos e otimização da produção.

Neste artigo, exploraremos as nuances da pecuária de precisão, discutindo suas definições, oportunidades, desafios inerentes e tecnologias-chave dessa prática! Ótima leitura!

Definindo a pecuária de precisão: o que é?

Imagine que você, produtor ou produtora de gado, consegue acompanhar o desempenho e saúde animal a partir de equipamentos digitais, ampliando sua lucratividade e eficiência com alta gestão baseada em dados, sem desperdício e com  impacto reduzido ao meio ambiente.

Essa realidade é possível graças à pecuária de precisão. Sua definição é simples: estamos falando da aplicação estratégica de tecnologias de ponta e da utilização criteriosa de dados precisos para aprimorar a gestão e o rendimento dos rebanhos.

Por meio do monitoramento contínuo, análise de informações e automação, os produtores têm a capacidade de tomar decisões informadas, visando à melhoria da saúde, nutrição e desempenho de seus animais.

As práticas em pecuária de precisão englobam softwares e hardwares para o recebimento em tempo real, durante 24 horas por dia e 7 dias da semana, de informações acerca dos principais indicadores estratégicos para nortear as ações dos gestores ou mesmo corrigir processos em benefícios da saúde e bem-estar dos animais.

Na prática, trata-se de sistemas automatizados de identificação de animais, dispositivos eletrônicos para aferição de peso, colares equipados com sensores, mecanismos automáticos de fornecimento de água e comida, termografia infravermelha e estações meteorológicas automatizadas.

A reportagem da TV Brasil sobre o tema traz ótimos insights sobre a pecuária digital:

 

Com tais ferramentas, você estende a sua capacidade de monitoramento assertivo do rebanho, como a detecção e quantificação do consumo de alimento e água, comportamento alimentar, frequência cardiorrespiratória, temperatura corporal, atividade e localização dos animais.

A leitura e análise de dados também é dinâmica na pecuária de precisão, uma vez que é possível acessar as informações quando e de onde quiser, por meio de aplicativos em smartphones e computadores que apresentam recomendações preditivas.

Oportunidades e desafios para a pecuária de precisão

De acordo com a pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2021 o rebanho bovino no Brasil obteve um crescimento significativo, ultrapassando 224,6 milhões de cabeças. Em relação à produção de leite, os dados estimam cerca de 35,3 bilhões de litros no mesmo ano, resultando em R$ 68,2 bilhões para o mercado agropecuário.

Nessa esteira, a pecuária de precisão é uma ferramenta de peso para ampliar ainda mais os resultados do agronegócio brasileiro, aliando eficiência, performance, qualidade e responsabilidade ambiental.

Com a expansão do 4G em 700MHz, as perspectivas da pecuária de precisão se ampliam consideravelmente. A cobertura estendida e a conectividade aprimorada proporcionam coleta de dados em tempo real, capacitando decisões instantâneas. Inclusive, essa é a principal missão da ConectarAGRO: promover a plena cobertura da conectividade nas áreas rurais e remotas brasileiras.

Segundo a pesquisa científica “Potencial de uso das tecnologias de agricultura e pecuária de precisão e automação”, divulgada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o investimento em tecnologia traz benefícios como eficiência no uso de insumos, redução de perdas, incremento na qualidade de produtos agropecuários.

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Créditos: Aleksandarlittlewolf — Freepik

Outro ponto está no impacto da automação, uma vez que ela diminui esforços e otimiza o trabalho para melhores condições de trabalhadores no campo. Além disso, a pecuária de precisão habilita também a redução da pegada de carbono e do consumo de água e energia elétrica para irrigação.

Os ganhos sociais são consideráveis: a virada da pecuária tradicional para a pecuária digital expande conhecimentos multidisciplinares acerca de informática, eletrônica e robótica, garantindo a atração de jovens na área rural.

Pensando nisso, a ConectarAGRO lançou recentemente o projeto Formação Conectada, com o objetivo de promover plataformas de aperfeiçoamento profissional e o uso de tecnologias nos processos de ensino-aprendizagem em escolas rurais.

Vale lembrar, contudo, que a pecuária de precisão ainda possui alguns desafios à frente. Embora o 4G em 700MHz ofereça avanços significativos, ainda há áreas sem conectividade, limitando o alcance da pecuária de precisão. Além disso, a implementação bem-sucedida requer a integração eficiente de diferentes tecnologias e plataformas, o que pode ser complexo e exigir expertise técnica.

Já a operação das tecnologias exige pessoal capacitado para interpretar os dados e agir de acordo com as informações fornecidas pelas ferramentas de precisão. Mesmo a adoção de tecnologias de pecuária de precisão exige investimento financeiro para aquisição de equipamentos e sistemas de monitoramento, podendo representar um obstáculo inicial para alguns produtores.

Tecnologias-chave para a pecuária de precisão

Das grandes indústrias para dentro das porteiras do agronegócio, as tecnologias 4.0 são o ponto de partida para uma produção de alta performance.

Por isso, a ConectarAGRO separou algumas das principais ferramentas digitais para a aplicação da pecuária de precisão em sua propriedade:

  • Rastreamento de animais: Tecnologias como GPS e RFID permitem o monitoramento constante da localização e comportamento dos animais, facilitando a identificação de padrões e problemas de saúde.
  • Monitoramento de saúde: Sensores inteligentes acompanham sinais vitais e comportamentais, detectando precocemente doenças e otimizando tratamentos.
  • Nutrição personalizada: Dados individuais viabilizam dietas customizadas para cada animal, promovendo ganho de peso e saúde ideais. A Yara Fertilizantes, empresa associada da ConectarAGRO, oferece soluções nutricionais para a produção de alimentos de qualidade, garantindo a saúde e o bem-estar dos animais de produção e protegendo o meio ambiente. 
  • Automação de alimentação: Sistemas automáticos de alimentação garantem a distribuição precisa de comida, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência. Neste contexto, as máquinas da New Holland, outra associada da ConectarAGRO, realizam carregamento e transportes de materiais para a preparação deste tipo de automação. 
  • Análise de dados avançada: Algoritmos de aprendizado de máquina e análise de dados oferecem insights valiosos para aprimorar a gestão do rebanho e antecipar padrões de comportamento.

E você, já tinha ouvido falar em pecuária de precisão? Qual a sua perspectiva em utilizá-la na sua propriedade?

 

 

4 dicas de como aproveitar as tecnologias no campo — confira

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Créditos: Vecstock — Freepik

Das grandes cidades às porteiras de fazendas e sítios, as ferramentas digitais começam a ter um papel preponderante no cotidiano de agricultoras e agricultores. Com as tecnologias no campo, tudo o que antes era anotado com caneta e papel, agora passa a ser coletado pelos sistemas das máquinas e sistematizados em planilhas e painéis intuitivos.

Chegada a era da agricultura 4.0, o processo produtivo é otimizado com tomadas de decisões baseadas em fatos e dados, contribuindo para a sustentabilidade econômica, sustentável e social de toda a cadeia envolvida.

Pensando nisso, trazemos este artigo para te apresentar o papel das tecnologias no campo dentro da rota produtiva, destacando algumas dicas de como elas podem ser aproveitadas para impulsionar a produtividade e eficiência nas suas atividades agrícolas. Ótima leitura!

Tecnologias no campo semeiam o agronegócio do futuro

Parece longe, mas 2050 está logo ali, ano em que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial atingirá 9,7 bilhões de pessoas. Frente a esse número, a agricultura é desafiada a garantir a segurança alimentar de uma população crescente. Não por acaso, expandir a conectividade no campo é uma das agendas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

Da mesma forma, o setor produtivo agrícola se movimenta e segue em direção a uma notável transformação. A conectividade do 4G em 700MHz, especialmente em áreas rurais e remotas, é um fator crucial para levar o potencial das tecnologias digitais ao campo.

Alinhado às necessidades dos produtores rurais, o padrão simples e interoperável permite que os agricultores tenham acesso a dados e informações em tempo real, tornando a gestão das operações mais inteligente e eficiente.

Na prática, estamos falando de tecnologias no campo como maquinários, que avaliam a produtividade por talhão e sinalizam as eventuais manutenções necessárias para seu desempenho ideal.

Destacam-se os sensores que atuam na gestão inteligente de irrigação, utilizando racionalmente os recursos hídricos. Vale ressaltar também os diferentes modelos de drones, capazes de detectar as áreas específicas e quantidade necessária de defensivos agrícolas.

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Créditos: Luke Thornton – Unsplash

De acordo com especialistas do Laboratório de Agricultura de Precisão (USP-ESALQ).  a agricultura de precisão promove melhores condições de plantio e de comercialização, potencializando a produção com menos recursos.

Ligadas às dimensões de sustentabilidade social e ambiental, as tecnologias no campo habilitadas pela conectividade facilitam o acesso da população de áreas rurais a serviços públicos, bem como a alta capacitação técnica,

O uso consciente dos recursos também é promovido pelas ferramentas digitais, atrelado também às análises de carbono liberado ao longo dos processos.

Com vistas a quantificar os impactos da agricultura digital no campo, a ConectarAGRO disponibiliza gratuitamente o Simulador de Benefícios, aplicação em que você pode avaliar o potencial de ganhos em diferentes etapas do processo produtivo, a partir da melhoria da conectividade.

Como aproveitar as tecnologias em sua propriedade rural? Confira as dicas da ConectarAGRO!

Diante da experiência de mercado de suas associadas e das pesquisas científicas desenvolvidas no Brasil, a ConectarAGRO aposta no potencial dessas tecnologias e se empenha em promover a conectividade no campo, tornando tais soluções acessíveis a todos os agricultores.

Portanto, sugerimos algumas práticas para você colher benefícios significativos, melhorando a produtividade, reduzindo custos e promovendo a sustentabilidade em suas operações:

  • Implementação de monitoramento remoto

 O monitoramento remoto é uma ferramenta poderosa para acompanhar as condições das lavouras e rebanhos, mesmo a distância. Sensores e dispositivos conectados permitem a coleta contínua de dados sobre clima, umidade do solo, níveis de nutrientes, entre outros.

Com essas informações em mãos, os agricultores podem tomar decisões mais informadas e precisas, otimizando o uso de recursos e antecipando possíveis problemas.

  • Uso de plataformas de gerenciamento agrícola:

 As plataformas de gerenciamento agrícola são soluções completas que integram dados de diferentes fontes, como máquinas agrícolas, sensores e estações meteorológicas.

Essas plataformas oferecem análises detalhadas e em tempo real, permitindo o acompanhamento completo das operações agrícolas. Além disso, muitas delas contam com recursos de planejamento e projeção, auxiliando na tomada de decisões estratégicas.

  • Automatização de processos

A automatização de processos é um dos principais benefícios trazidos pelas tecnologias no campo. Máquinas autônomas e sistemas inteligentes são capazes de realizar tarefas de forma mais rápida e precisa do que a mão de obra humana. Isso não apenas aumenta a produtividade, mas também reduz erros e custos operacionais.

Desde o plantio até a colheita, a automatização oferece ganhos significativos em eficiência e qualidade.

  • Uso de aprendizado de máquina e inteligência artificial

 A aplicação do aprendizado de máquina e inteligência artificial no campo abre novas perspectivas para a agricultura. Essas tecnologias podem analisar grandes volumes de dados e identificar padrões complexos, fornecendo insights valiosos para otimização de processos e tomada de decisões.

Além disso, a IA permite o desenvolvimento de sistemas de previsão, auxiliando os agricultores a lidar com desafios climáticos e de mercado.

O que achou das nossas sugestões? Já utiliza alguma dessas ferramenta? Compartilhe conosco!

Agricultura de baixo carbono e tecnologia agrícola: unindo sustentabilidade e produtividade

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Créditos: Freepik

O Brasil é uma grande potência mundial quando o assunto é produção agropecuária, atingindo diversos recordes no mercado. Entretanto, um dos seus desafios é aliar sustentabilidade aos processos produtivos agrícolas, na intenção de reduzir seu impacto no meio ambiente e se adaptar às mudanças climáticas. Por isso, a agricultura de baixo carbono é sem dúvidas um conceito bastante valioso para tal discussão.

A busca por uma agricultura mais resiliente se torna cada vez mais central, uma vez que os consumidores no século XXI não se atentam à qualidade dos produtos e serviços, mas sobretudo à responsabilidade ambiental e social aplicada à cadeia produtiva.

O agro é claramente impacto por essa perspectiva, já que sustentabilidade desde a plantação até as prateleiras dos mercados é inclusive um dos critérios pelos quais as propriedades rurais e empresas são pontuadas pelas organizações reguladoras de referência mundial.

Neste artigo, vamos te explicar a importância da agricultura de baixo carbono e qual o papel das tecnologias conectadas na união entre sustentabilidade e produtividade. Vem com a gente!

Quais os impactos das mudanças climáticas na agricultura?

Antes de você entender qual a relevância da agricultura de baixo carbono, é importante mencionarmos também os gases de efeito estufa (GEE). Isso porque, de acordo com o Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), a agropecuária brasileira é responsável por 30% dos GEE no Brasil, o que representa 7% das emissões mundiais.

Em um efeito de retroalimentação, a agricultura também é fortemente impactada pela aceleração do efeito estufa. É que aponta uma pesquisa científica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), já que o aumento na temperatura representa riscos agroclimáticos com reduções consideráveis nas culturas de feijão, soja, algodão, arroz, milho e cana de açúcar.

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Créditos: Freepik

Ainda, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (tradução da sigla IPCC, em inglês) indica uma queda de 30% na produtividade agrícola até 2080, afetando cerca de 50% das áreas aráveis, até 2050. 

Diante de tais dados, a mensagem científica é clara: o momento de adotarmos formas alternativas de produção viabilizadas pelas tecnologias conectadas é agora.

Agricultura de baixo carbono e conectividade no campo são palavras-chave do momento

Para se ter ideia da urgência do tema, a agricultura de baixo carbono é um constante assunto da agenda das Conferências das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP), a qual reúne a maioria dos países para debater o aquecimento global e as adversidades causadas pela intervenção da humanidade na natureza.

A agricultura de baixo carbono engloba práticas e técnicas agrícolas voltadas para a redução das emissões de carbono. Seu principal objetivo é minimizar o impacto negativo da agricultura no meio ambiente, ao mesmo tempo em que mantém ou aumenta a produtividade das atividades agrícolas.

A live organizada e divulgada pela Agrishow traz uma importante discussão acerca do tema. Confira:

 

A gestão pode ser alcançada por meio do manejo adequado do solo, como técnicas de plantio direto que aumentam o sequestro de carbono e melhoram a saúde do solo. A eficiência energética também uma prioridade, com o uso de energias renováveis e a otimização do consumo de combustíveis fósseis.

Cientes da importância em obtermos estímulos à agricultura de baixo carbono, o Ministério da Agricultura vem há mais de dez renovando o Plano ABC, o qual visa impulsionar a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) na agricultura, por meio da melhoria da utilização dos recursos naturais, fortalecendo a capacidade de produção e das comunidades rurais, e permitindo a adaptação do setor agropecuário às mudanças climáticas.

Dentre as ações, a utilização da conectividade no campo figura um papel fundamental na agricultura de baixo carbono, permitindo a adoção de tecnologias e práticas sustentáveis. Por meio da conexão com a internet e o uso de dispositivos móveis, os agricultores têm acesso a informações em tempo real sobre condições climáticas, manejo do solo, controle de pragas e doenças, entre outros aspectos.

Isso possibilita uma tomada de decisão mais precisa e eficiente, resultando em um uso mais eficiente de insumos agrícolas, redução de desperdícios e melhor gestão dos recursos naturais. Além disso, a conectividade no campo facilita o monitoramento remoto de sistemas de irrigação, controle de maquinário agrícola e coleta de dados, contribuindo para uma agricultura mais sustentável, produtiva e de baixo carbono.

Tecnologias digitais aliadas à sustentabilidade: veja 5 aplicações para agricultura de baixo carbono

Agora que você já sabe mais sobre o papel da conectividade no desenvolvimento de estratégias direcionadas à agricultura de baixo carbono, vamos às aplicações práticas de algumas tecnologias que podem ser grandes aliadas nesta jornada.

Trata-se de uma atenção especial às práticas de ESG, com vistas a obter menos impacto no meio ambiente e estabelecer processos administrativos transparentes e igualitários.

Desse modo, separamos os principais usos tecnologias de agricultura de precisão abaixo:

  • Uso de Sensores

 Os sensores desempenham um papel crucial na agricultura de baixo carbono. Eles podem ser utilizados para monitorar diversos fatores, como a umidade do solo, a quantidade de nutrientes, a temperatura e a umidade do ar.

Com essas informações em mãos, os agricultores podem otimizar o uso de insumos agrícolas, evitando desperdício e reduzindo as emissões de gases de efeito estufa.

  • Uso de GPS

A tecnologia de posicionamento global (GPS) permite uma gestão mais eficiente das operações agrícolas. Com a ajuda do GPS, os agricultores podem mapear suas terras de forma precisa, aplicar fertilizantes e pesticidas de maneira localizada, evitando o uso excessivo e reduzindo as emissões.

Além disso, o uso do GPS facilita o planejamento e a otimização das atividades agrícolas, resultando em maior produtividade e menor impacto ambiental.

  • Técnicas avançadas de irrigação

A irrigação é uma etapa crucial na produção agrícola, mas também pode ser uma fonte significativa de emissões de carbono, principalmente quando realizada de maneira inadequada.

No entanto, com o uso de técnicas avançadas de irrigação, como irrigação por gotejamento ou sprinklers de alta eficiência, é possível reduzir consideravelmente o consumo de água e a emissão de gases de efeito estufa. Essas técnicas permitem uma irrigação mais precisa e controlada, atendendo às necessidades das plantas e evitando o desperdício de água.

  • Plataformas de dados

 As plataformas de dados têm se tornado cada vez mais importantes na agricultura moderna. Elas permitem a coleta, o processamento e a análise de uma quantidade enorme de informações relacionadas às práticas agrícolas.

Com esses dados em mãos, os agricultores podem tomar decisões mais embasadas e estratégicas, otimizando o uso de recursos, reduzindo o desperdício e minimizando as emissões de carbono.

  • Aplicação da robótica

 A agricultura de baixo carbono também é beneficiada pelas plataformas robóticas. Com o uso dessas tecnologias avançadas, os agricultores têm acesso a informações detalhadas sobre as emissões de gases de efeito estufa associadas às suas práticas agrícolas.

Por sua vez, esses dados permitem uma avaliação abrangente do impacto ambiental das atividades agrícolas, possibilitando a implementação de estratégias para reduzir as emissões e promover a sustentabilidade no setor.

A plataforma robótica  Solix AG Robotics—desenvolvida pela Solinftec, associada da ConectarAGRO —, por exemplo, traça mapas de ação com base nas reais condições das lavouras,  reduzindo a aplicação de insumos químicos. Além disso, a plataforma consegue mapear a pegada de carbono ao longo do processo produtivo, tornando a agricultura mais sustentável e consciente do seu impacto no meio ambiente.

Em síntese, a agricultura de baixo carbono e a tecnologia agrícola são parceiras poderosas na busca por um futuro mais sustentável para a agricultura. E você, já tem alguma ideia de como utilizá-las em sua propriedade rural? Deixe o seu comentário e fique de olho em nossas mídias sociais .

4 razões pelas quais a Internet 4G é a melhor opção atual para o agronegócio

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Créditos: MyMob

No mundo contemporâneo, a internet 4G tem um papel fundamental em todos os setores da economia, incluindo o agronegócio. Com a crescente demanda por eficiência e produtividade, os agricultores estão cada vez mais buscando soluções tecnológicas para aprimorar suas operações.

Embora o 5G seja uma tecnologia promissora, a quarta geração de tecnologia móvel ainda se destaca como a melhor opção para o agronegócio no momento. Ela já é suficiente para gerar um ciclo virtuoso de maior eficiência na cadeia produtiva, sustentabilidade, acesso à informação e segurança. Tudo isso com custos mais baixos e infraestruturas simples!

Continue a leitura, pois neste artigo exploraremos as razões pelas quais a internet 4G é mais aderente às necessidades dos agricultores brasileiros.

Digitalização faz parte do cotidiano no campo

Antes de explorarmos os benefícios específicos da internet 4G para o agronegócio, é essencial destacar a crescente importância da digitalização do agricultor. À medida que o setor agrícola evolui, a adoção de tecnologias digitais se torna fundamental para melhorar a produtividade, otimizar os recursos e garantir a sustentabilidade das operações agrícolas.

A digitalização do agricultor envolve a integração de tecnologias avançadas, como a Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial, análise de dados e sistemas de gerenciamento agrícola, no cotidiano das atividades rurais. Isso permite que os produtores rurais coletem e analisem dados em tempo real, tomem decisões baseadas em informações precisas e otimizem seus processos de produção.

A pesquisa “A mente do agricultor brasileiro 2022”, realizada pelo Instituto McKinsey, reforça tal percepção. Entrevistando mais de 2.000 agricultores das principais regiões agrícolas do Brasil, a investigação concluiu que cerca de 50% dos produtores participantes já adotam ou estão dispostos a adotar tecnologias agrícolas para suas operações.

Segundo o relatório, a agricultura de precisão é mais utilizada nas culturas de algodão, seguido por grãos-cerrado, grãos-MATOPIBA, verduras e legumes, além de café.

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Créditos: Sistema FAEMG

Outros dados demonstram que o produtor rural segue privilegiando canais digitais para compras de produtos agrícolas, de forma que sua jornada de compra é sobretudo percorrida por plataformas digitais e aplicativos de mensagens.

De cara, já conseguimos entender qual a importância da tecnologia para o ecossistema agro, correto? Desde as etapas de planejamento e produção até a logística, um elemento é fundamental para ligar todos os elos dessa cadeia: a conectividade rural.

Internet 4G é a tecnologia agrícola mais aderente ao agro brasileiro atual. Mas por quê?

Se você já acompanha nosso blog, não é novidade que a conectividade é a habilitadora das tecnologias no campo. É por meio dela que os sistemas, dispositivos e sensores embarcados nas máquinas são completamente aproveitados, gerando dados que podem ser acessados em qualquer momento, de qualquer lugar.

Na prática, estamos falando de recomendações importantes para o sucesso do agricultor, como gestão inteligente de irrigação e pulverização, tratamento de pragas e doenças ou mesmo nutrição das plantas.

Mas em um país de dimensões continentais, em que 70% das propriedades rurais não possuem internet rural, de que forma a conectividade pode ser atingida?

Entre as diversas opções, a internet 4G é a tecnologia mais aderente às necessidades dos agricultores! Norteados por pesquisas, dados e fatos, listamos para você os principais deles:

  • Custos reduzidos

A infraestrutura já estabelecida do 4G torna sua adoção mais acessível para os agricultores, uma vez que não exige grandes investimentos em infraestrutura de rede. Além disso, a copartipação entre os provedores de serviços de telefonia móvel impulsiona a redução dos custos de conectividade, permitindo que os produtores rurais acessem a internet a preços mais baixos.

  • Padrões universais

  O 4G utiliza padrões amplamente adotados globalmente, o que significa que os dispositivos e as soluções tecnológicas desenvolvidas para essa tecnologia são compatíveis e interoperáveis em diferentes regiões. Isso facilita a implementação de sistemas e equipamentos no agronegócio, permitindo que os agricultores escolham entre uma ampla variedade de soluções já disponíveis no mercado.

  • Tecnologia interoperável

A internet 4G é altamente interoperável com outras tecnologias, como sensores IoT, drones e aplicativos móveis. Essa capacidade de integração e comunicação eficiente permite que os agricultores coletem dados em tempo real, monitorem remotamente suas operações e realizem ajustes precisos em seus processos de produção.

A interoperabilidade também possibilita a integração de diferentes sistemas, como irrigação automatizada e monitoramento de gado, para aumentar a eficiência e reduzir os custos.

  • Cobertura em áreas rurais

A disponibilidade do 4G em áreas rurais é uma vantagem significativa para os produtores agrícolas. Muitas propriedades estão localizadas em regiões remotas, onde a infraestrutura de conectividade é limitada.

Com a cobertura do 4G nessas áreas, os agricultores podem acessar informações essenciais, como previsões meteorológicas, dados de mercado, informações técnicas e até mesmo participar de treinamentos e cursos online para aprimorar seus conhecimentos.

Há perspectivas para a internet 5G no campo?

Como já abordamos por aqui, sem dúvidas a internet 5G já promove algumas práticas disruptivas nas diferentes indústrias brasileiras. O uso intensificado de automação, big data e inteligência artificial são apenas algumas das ferramentas mais citadas.

Contudo, este padrão de conectividade ainda não está presente em todo o território nacional, muito menos nas áreas rurais e remotas.

Segundo a presidente da ConectarAGRO, Ana Helena de Andrade, uma torre de 4G em 700MHz cobre um raio de 35 mil hectares. Já nas frequências autorizadas do 5G, precisaríamos de sete torres de 5G para cobrirmos o mesmo espaço. Isso significa maior perda de espaço, pois deixamos de ter áreas contínuas de cultivo para interrupções de instalações de infraestrutura

Por essa lógica, a implementação da rede 5G servirá como base para as operadoras otimizarem a capacidade do sinal 4G existente e ainda o aumentarem em áreas de baixa densidade populacional.

Contrapartidas como o leilão 5G e o Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) podem conectar o campo com o 4G em 700MHz, tecnologia já consolidada e aderente às necessidades dos produtores rurais.

Conte para a gente, você já usa internet 4G em sua propriedade? Quais os principais benefícios percebidos? Deixe seu comentário!